#wheretogo | alcochete

Um aldeia aqui tão perto. É um concelho, mas Alcochete parece uma aldeia.

Quando estava a estudar arquitectura, no 3º/4º ano tive um projecto para fazer em Alcochete, lembro-me de demorarmos horas a chegar e de ser um sítio abandonado, sem grande relação com o rio nem Lisboa… não guardei quase nada daquele local, apenas o matagal que tínhamos de transformar em habitações.

Adoro surpresas destas!

Um domingo de manhã, está calor, apetece-me comer um bom peixe, onde?

Alcochete!

Eu e os meus rapazes rumámos ao sul mais próximo, atravessámos a ponte, e fomos descobrir e apanhar ar num lugar novo. Pequenina, mas cheia de detalhes fantásticos. Arquitectura exemplar e tão diferente do que se poderia esperar ali. Um igreja matriz linda quinhentista com um coreto amoroso, e edifícios lindos ao seu redor.

Hoje o rio faz parte da cidade e vê-se, mesmo que o centro esteja virado para dentro, cheira a rio, cheia a mar, cheira a peixe… e que peixe. O restaurante “palmeira”, nada a ver com este lugar, acolheu-nos de braços abertos, mesmo com as visíveis dificuldades, e deu-me o melhor robalo de sempre! Fresco, enorme, um bife! Só comi peixe, nem acompanhamentos, nem sobremesas e bebi água… peixe com três gotas de limão, uma maravilhosa refeição, valeu o valor, soube a… peixe. Eu adoro peixe!

Tão perto e tão longe… que estranho que é por vezes não conhecer o que está aqui à mão. Já “marcámos mesa” para daqui a 15 dias! O italiano pediu, “vamos tornar isto um hábito!”

Mais um lugar óptimo para visitar, como tantos outros!

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