where to go | caldas da rainha

Descobrir sítios novos no nosso próprio país, está-me no sangue. Não consigo ficar-me pelo que conheço e custa-me não conhecer tudo sobre onde vivo.

Tive a felicidade de viver em muitos lugares diferentes e onde assento o arraial, quero descobrri semrpe mais, seja viajando e procurando, seja a ler sobre a história desse lugar, e nem sonham o que se descobre num simples livro de história.

As Caldas nunca estiveram no meu radar, até há uns anos quando feliz da vida dei de presente de Natal à minha família italiana peças da Bordallo Pinheiro onde contei a sua história e onde elogiei a loiça… mas percebi rapidamente que não podia dizer muito da cidade, pois não me lembrava da útlima vez que lá tinha estado.

Assim surgiu a vontade e embora a oportunidade tenha surgido anos depois, esperei que os meus sogros viessem e rumámos mais a norte para visitar a fábrica das loiças mais bonitas e da cidade mais querida que eu já vi… querida não é a palavra perfeita, mas a sua dimensão e o jardim no meio da cidade fazem deste lugar, querido, acolhedor e misterioso.

Os meus filhos mais crescidos andam na fase do Harry Potter por isso foi com algum xitex que os ocnvenci a virem ver uma lugar especial. Este velho edifício já foi tudo e mais alguma coisa, que neste momento parece estar a ser preparado para um hotel, surprise surprise, parece tirado de um filme do miúdo mágico, do qual ainda me falham alguns pormenores.

Mas não é mágico? Abandonado então dá-lhe um tom misteriosos e um tanto ou quanto tirado de um filme.

Magnífico, não acham? Vale a pena a visita, percorrer o jardim D.Carlos I, que fez a delícia dos miúdos todos e claro a Fábrica Bordallo Pinheiro mesmo ali ao lado, com uma loja rechada de peças lindas, trouxe outras mil para casa e mandei a minha sogra de volta para Milão com outras tantas!

Fábrica Bordallo Pinheiro . rua rafael bordallo pinheiro, 53 | site . facebook . instagram

Continue Reading

have a great week | 01.2019

maro | paro quando oiço o teu nome

#haveagreatweek | 01.2019 . starting a new year of quotes, and because whoever knows me really well knows how much i love to sing and how i used to write every single lyric i could from music on the radio, because i truly believe a song is as good as it’s message… here is a new whole year of quotes… in music!

for those who are lost in translation “i stop when i hear your name, can’t explain, everything in you and touched me, you make me want to be better” …which in english has less of an effect, but her voice is international! love it

MARO just amazing! (mariana secca, gosto mesmo de ti!)

Continue Reading

where to shop | maria do mar

Parte da minha pesquisa deste ano para presentes de Natal, antes de eu achar que ia ficar sem festejos e teria que atrasar tudo até a saúde voltar cá para casa, passou por aqui! 

A loja Maria do Mar surpreendeu, e bem! Um espaço diferente, mais industrial mas cheio de ternura. Ao entrar sentimos o frio dos pés direitos altíssimos, mas o quente dos materiais usados na decoração da loja. Cheia de camas, berços, edredons, mantinhas e pormenores aconchegantes para os babies lá de casa, este espaço tem mil e um produtos por onde perder a cabeça, escolhidos a dedo e marcas giríssimas que hoje em dia se dedicam a 100% ao conforto, à originalidade e detalhe de cada peça. Para não falar dos milhares de brinquedos e jogos de madeira , super didáticos, modernos e giros que tem. 

É que até os contadores, ou tomadas ficam perfeitos no meio de peluches e peças de homewear. 

As escolhas são infinitas e embora agora já não vá a tempo de comprar presentes de Natal, o ano está cheio de aniversários de miúdos e sobrinhos e principalmente e bebés a caminho! Uma excelente mareira de passar um momento entre coisas queridas. 

Tenham apenas cuidado com uma coisa, é possível sair daqui a querer mais filhos! E eu então… mais filhas!

E se achavam que esta loja se dedicava apenas aos mais pequeninos, enganam-se, nós, adultas, mães, mulheres também podemos perder a cabeça e de que maneira perguntam? Eu perdi ao ver as agendas e cadernos que é coisa para eu ir ao médico ver se trato esta minha obcessão por objectos de escritórios. E a lindíssima bicicleta? Para além de linhas perfeitas e super confortável, a cor… ai a cor desta bicicleta!

maria do mar . rua acácio paiva 74, lisboa | site . facebook . instagram

Continue Reading

hoje é isto | enquanto espero pelo dentista

hoje, na revista Pais&Filhos li um artigo interessante, enquanto esperava que o meu filho saísse da consulta do dentista. o que interessa é o artigo e esse era o da Isabel Stilwell sobre como as mães podem infantilizar os seus filhos tornando-os um target fácil para os netos. ou seja, se como nós como mães, e digo nós porque sei lá eu como serei em avó, mas por favor dêm-me um par de estalos antes, tantos lhes (aos filhos) damos vida, protecção e mimo enquanto crescem que não sabemos parar quando eles crescem e criam a sua própria família… o título ” não infantilize os seus filhos, os restos agradecem” chamou-me logo à atenção mas não sei se exactamente pelo sentido em que a escritora o vê.

no artigo lê-se que de facto que os protegermos tanto e queremos tanto o seu bem que a própria gravidez e a vida que daí se gere é um sinal enorme disso. mas que ao longo da vida dos filhos vamos adquirindo uma necessidade enorme de fazer muito por eles, está no nosso dna de mãe, mas fica pior com o dna de avó. isto porque temos tendência a confundir muito a protecção com o metermos-nos onde não somos chamados em que achamos por direito que o que eles fazem é do nosso interesse e controlo. ora, isso só pode dar em problemas, para não dizer outras coisas… quero acreditar que nunca serei assim, mas como vos digo, antes disso, sai um par de estalos!

eu queria comentar porque assisto diariamente, talvez não todoooos os dias, mas quase, ás vezes só porque não estou lá todos os dias, mas a cenas entre mães e filhos, entre mães e sogras, entre mães e filhas, entre mães e mães, na loja. não falo de discussões, credo, ali também acho que não há ambiente para tal, ahahah, mas assisto a conversas que quando li o artigo pensei, é isto! é isto de que ela fala, talvez não igual mas dou por mim a pensar que inconscientemente todas nós subestimamos a capacidades dos nossos filhos de escolherem e tomarem decisões por eles próprios…seja em atrasar a primeira ida ao cinema, como no deixarmos que comam de facto sozinhos, mas também nas coisas mais triviais como escolher uma caixinha de plástico onde metem bolachas e cereais.
normalmente a cena repete-se da mesma maneira, mãe entra na loja com os filhos e diz logo “não mexam!” logo tudo em alerta, mas continua “vamos só escolher a prenda para a sua amiga X, vá escolha lá!” e lá vai a criança, ás vezes nem fala, outras vai directa ao que quer e escolhe… escolhe tanto a primeira coisa que salta à vista como escolhe de facto a verde porque gosta mesmo é de verde, e logo de seguida ouve-se “essa???!! não, tem que escolher outra, a mãe não gosta dessa!” como se tivesse acontecido uma desastre, e a criança ali fica, parada, sem saber bem reagir nem o que fazer a seguir, mas a mãe continua “vá escolha lá outra!” e começa um rol de tentativas frustradas da parte da criança, escolhe uma “esta mãe?”, outra “ou esta?”, e mais uma “a mãe gosta desta?” e por aí adiante… já vi miúdos desistirem, já vi outros fazerem birras, outros simplesmente quererem agradar de tal maneira que pedem à mãe para escolher e pronto.

e isto, acontece com mães de crianças pequenas, com toddlers, com pré-trens e com teenagers…. mas acontece tanto (ou mais) com filhos em idade adulta. pensaria eu que só os miúdos ficassem “sem jeito” mas por vezes são as mães adultas que ficam mais quando estão com as próprias mães, já avós… que não as apoiam nas decisões como também passam por cima das mesmas para “salvar” os netos!
claro que os avós querem mimar, mas ignorar quem de facto manda, não pode ser feito assim tão descaradamente. por vezes é assustador como não deixam as filhas, já mães, tomarem decisões e isto faz com que a mãe se torne de repente também ela miúda, sem capacidade de decisão e inseguras quando acompanhadas pelas “avós”. a necessidade de agradar a mãe (avó) ou sogra por exemplo é de tal maneira importante que de repente, não gostando de uma determinada cor, passa essa opinião da matriarca a ser a que se leva, engolindo em seco, ou porque queriam uma coisa, mas como a sogra paga calam-se e ali ficam com um ar embaraçoso e seguem viagem. ás vezes ralham com os filhos, pedem para não fazer birra ou que “hoje não levamos nada porque se portou mal” e vai a avó e zás! não só leva o que pediu como ainda acrescenta outra coisa porque “coitadinho assim fica triste”, nisto sorri a criança, a avó “ganha” e a mãe… essa merece o meu sorriso.

Continue Reading

hoje é isto | enquanto espero pelo dentista

hoje, na revista Pais&Filhos li um artigo interessante, enquanto esperava que o meu filho saísse da consulta do dentista. o que interessa é o artigo e esse era o da Isabel Stilwell sobre como as mães podem infantilizar os seus filhos tornando-os um target fácil para os netos. ou seja, se como nós como mães, e digo nós porque sei lá eu como serei em avó, mas por favor dêm-me um par de estalos antes, tantos lhes (aos filhos) damos vida, protecção e mimo enquanto crescem que não sabemos parar quando eles crescem e criam a sua própria família… o título ” não infantilize os seus filhos, os restos agradecem” chamou-me logo à atenção mas não sei se exactamente pelo sentido em que a escritora o vê.

no artigo lê-se que de facto que os protegermos tanto e queremos tanto o seu bem que a própria gravidez e a vida que daí se gere é um sinal enorme disso. mas que ao longo da vida dos filhos vamos adquirindo uma necessidade enorme de fazer muito por eles, está no nosso dna de mãe, mas fica pior com o dna de avó. isto porque temos tendência a confundir muito a protecção com o metermos-nos onde não somos chamados em que achamos por direito que o que eles fazem é do nosso interesse e controlo. ora, isso só pode dar em problemas, para não dizer outras coisas… quero acreditar que nunca serei assim, mas como vos digo, antes disso, sai um par de estalos!

eu queria comentar porque assisto diariamente, talvez não todoooos os dias, mas quase, ás vezes só porque não estou lá todos os dias, mas a cenas entre mães e filhos, entre mães e sogras, entre mães e filhas, entre mães e mães, na loja. não falo de discussões, credo, ali também acho que não há ambiente para tal, ahahah, mas assisto a conversas que quando li o artigo pensei, é isto! é isto de que ela fala, talvez não igual mas dou por mim a pensar que inconscientemente todas nós subestimamos a capacidades dos nossos filhos de escolherem e tomarem decisões por eles próprios…seja em atrasar a primeira ida ao cinema, como no deixarmos que comam de facto sozinhos, mas também nas coisas mais triviais como escolher uma caixinha de plástico onde metem bolachas e cereais.
normalmente a cena repete-se da mesma maneira, mãe entra na loja com os filhos e diz logo “não mexam!” logo tudo em alerta, mas continua “vamos só escolher a prenda para a sua amiga X, vá escolha lá!” e lá vai a criança, ás vezes nem fala, outras vai directa ao que quer e escolhe… escolhe tanto a primeira coisa que salta à vista como escolhe de facto a verde porque gosta mesmo é de verde, e logo de seguida ouve-se “essa???!! não, tem que escolher outra, a mãe não gosta dessa!” como se tivesse acontecido uma desastre, e a criança ali fica, parada, sem saber bem reagir nem o que fazer a seguir, mas a mãe continua “vá escolha lá outra!” e começa um rol de tentativas frustradas da parte da criança, escolhe uma “esta mãe?”, outra “ou esta?”, e mais uma “a mãe gosta desta?” e por aí adiante… já vi miúdos desistirem, já vi outros fazerem birras, outros simplesmente quererem agradar de tal maneira que pedem à mãe para escolher e pronto.

e isto, acontece com mães de crianças pequenas, com toddlers, com pré-trens e com teenagers…. mas acontece tanto (ou mais) com filhos em idade adulta. pensaria eu que só os miúdos ficassem “sem jeito” mas por vezes são as mães adultas que ficam mais quando estão com as próprias mães, já avós… que não as apoiam nas decisões como também passam por cima das mesmas para “salvar” os netos!
claro que os avós querem mimar, mas ignorar quem de facto manda, não pode ser feito assim tão descaradamente. por vezes é assustador como não deixam as filhas, já mães, tomarem decisões e isto faz com que a mãe se torne de repente também ela miúda, sem capacidade de decisão e inseguras quando acompanhadas pelas “avós”. a necessidade de agradar a mãe (avó) ou sogra por exemplo é de tal maneira importante que de repente, não gostando de uma determinada cor, passa essa opinião da matriarca a ser a que se leva, engolindo em seco, ou porque queriam uma coisa, mas como a sogra paga calam-se e ali ficam com um ar embaraçoso e seguem viagem. ás vezes ralham com os filhos, pedem para não fazer birra ou que “hoje não levamos nada porque se portou mal” e vai a avó e zás! não só leva o que pediu como ainda acrescenta outra coisa porque “coitadinho assim fica triste”, nisto sorri a criança, a avó “ganha” e a mãe… essa merece o meu sorriso.

Continue Reading

já não sei ter tempo livre

episódio do meu dia. foi cancelada a minha consulta… ganhei duas horas no meu dia. deixei a combinação prévia que tinha que ia buscar os miúdos, a minha mãe… pensei, vou para o jardim sento-me, leio a revista que comprei ontem, levo o caderno para pôr as listas de afazeres em ordem, vejo as redes sociais com calma a tomar um café e chego a casa já depois dos banhos e com o jantar já encaminhado… ganhei duas horas no meu dia e ia ser todinho só para mim.

por partes, o meu tempo livre iria ser das 16:30 ás 18:30…
16:30 entra uma cliente e entre metros e metros de tecido não consegui sair
16.50 entra um fornecedor, lá tive que experimentar e tentar colocar preços em tudo… mais um mail e uma msg
17:10 o meu tempo livre já passou a um hora e vinte minutos, ok ainda consigo relaxar no jardim
17:20 entro no jardim
17:30 sento-me com o café… bebo-o sem açúcar, perco uns minutos a dizer asneiras para dentro de tão horrível que é esta minha nova mania…
17:40 abro o saco para tirar a revista… o saco tem quatro tupperwares e nenhuma revista, p***a ficou na loja
17:45 pego no caderno, vamos trabalhar ao ar livre… p***a deixei as canetas em casa
17:50 mando msg à T na esperança que dê numa conversa longa… não pode vir ter comigo e vai começar o processo dos cinco banhos que tem que dar
17:55 recebo msg do A “vou para casa agora, quando chegas?”…
falta quase meia hora para o meu tempo livre acabar… p***a!
telefone desliga-se sem bateria
18:00 peço a um grupo de teenagers para me deixarem carregar o tlm ao pé deles… fico a servir de vela para a conversa “a kika acabou com o rui, mas ainda o adora mesmo agora a andar com o vasco… porque o primeiro amor aos quinze anos é bué forte”… quanto tempo demora o tlm a ficar outra vez com o mínimo para eu ver o instagram??!!!
18:10 tlf ressuscita e eu fujo do grupinho que entretanto ganhou mais dois cuscos sobre a kika e o rui
18:15 o frio está a congelar-me as mãos
18:18 ai tenho que ir buscar o fato de carnaval para o kiko… fujo a correr!

18:30 chego a casa… miúdos sujos, e o jantar ainda em processo de descongelamento

as minhas duas horas evaporaram-se com o vento… ou isso ou eu não tenho mesmo jeito nenhum para ter tempo livre… eu já não sou o que era!!

Continue Reading

já não sei ter tempo livre

episódio do meu dia. foi cancelada a minha consulta… ganhei duas horas no meu dia. deixei a combinação prévia que tinha que ia buscar os miúdos, a minha mãe… pensei, vou para o jardim sento-me, leio a revista que comprei ontem, levo o caderno para pôr as listas de afazeres em ordem, vejo as redes sociais com calma a tomar um café e chego a casa já depois dos banhos e com o jantar já encaminhado… ganhei duas horas no meu dia e ia ser todinho só para mim.

por partes, o meu tempo livre iria ser das 16:30 ás 18:30…
16:30 entra uma cliente e entre metros e metros de tecido não consegui sair
16.50 entra um fornecedor, lá tive que experimentar e tentar colocar preços em tudo… mais um mail e uma msg
17:10 o meu tempo livre já passou a um hora e vinte minutos, ok ainda consigo relaxar no jardim
17:20 entro no jardim
17:30 sento-me com o café… bebo-o sem açúcar, perco uns minutos a dizer asneiras para dentro de tão horrível que é esta minha nova mania…
17:40 abro o saco para tirar a revista… o saco tem quatro tupperwares e nenhuma revista, p***a ficou na loja
17:45 pego no caderno, vamos trabalhar ao ar livre… p***a deixei as canetas em casa
17:50 mando msg à T na esperança que dê numa conversa longa… não pode vir ter comigo e vai começar o processo dos cinco banhos que tem que dar
17:55 recebo msg do A “vou para casa agora, quando chegas?”…
falta quase meia hora para o meu tempo livre acabar… p***a!
telefone desliga-se sem bateria
18:00 peço a um grupo de teenagers para me deixarem carregar o tlm ao pé deles… fico a servir de vela para a conversa “a kika acabou com o rui, mas ainda o adora mesmo agora a andar com o vasco… porque o primeiro amor aos quinze anos é bué forte”… quanto tempo demora o tlm a ficar outra vez com o mínimo para eu ver o instagram??!!!
18:10 tlf ressuscita e eu fujo do grupinho que entretanto ganhou mais dois cuscos sobre a kika e o rui
18:15 o frio está a congelar-me as mãos
18:18 ai tenho que ir buscar o fato de carnaval para o kiko… fujo a correr!

18:30 chego a casa… miúdos sujos, e o jantar ainda em processo de descongelamento

as minhas duas horas evaporaram-se com o vento… ou isso ou eu não tenho mesmo jeito nenhum para ter tempo livre… eu já não sou o que era!!

Continue Reading
  • 1
  • 2
Close Menu
×
×

Cart