carta | m.f 9 anos

Cada ano que passa, torna-se mais difícil escrever esta carta aos meus filhos… apercebo-me que crescem e que eu não controlo tanto quanto achava… ou gostaria. Sempre adorei vê-los crescer, e tornarem-se mini pessoas.

Adoro os primeiros desafios, as primeiras palavras, o tentarem fazer alguma coisa mesmo quando nós adultos sabemos que não vai correr bem. Gosto de me rir por dentro quando oiço discursos e raciocínios que não fazem sentido, mas onde se empenham com toda a alma.

Este ano os meus manos, os meus gémeos fizeram 9 anos. Quem os vê não acredita, eu sinto cada dia desses nove anos na alma, no coração, na mente, no corpo. Parece negativo, mas o que eu pretendo é dizer que para mim o milagre da maternidade, não acaba no parto, continua e o milagre da vida desenvolve-se ali, aqui, à nossa frente.

Lembro-me todos os dias de como foram e como cresceram, tenho saudades não minto, não porque agora já não são queridos, mas porque querem muito o vosso espaço e um dos meus maiores medos é que não voltem para mim…

Meu querido Matteo,

como cresceu não sei, mas parece um crescido, um adulto às vezes. Para o bom e para o mal, temos que o aturar quando às vezes se esquece de como estar à mesa, de como se responde a um adulto e de como escutar em vez de tentar interromper as conversas que ouve e não sabe contextualizar…

Presumo que sejam cosias de rapazes de nove anos, mas tenho tido dificuldade em fazer-lhe ouvir porque também se acha capaz de tudo… no entanto ainda cai e ainda se magoa.

Já o Federico nasceu teenager.

Era mínimo, deu-nos um susto ainda dentro da barriga, mas nasceu com mais força do que se esperava. Também revira os olhos como ninguém e acha que ser monossilábico é o equivalente a ser cool. Finge muitas vezes que as coisas não são consigo e odeia ser confrontado.

Tem pouca paciência para as três mil coisas que são precisas fazer, e esquece-se muito do que lhe tentamos ensinar.

No entanto… dão abraços e beijos à mãe como ninguém.

Para além de altos e lindos de morrer, têm energia para dar e vender. Têm um olhar próprio, que só o outro entende, têm uma gargalhada cada uma diferente, mas tão contagiante. Correm, saltam, ocupam o espaço no seu todo, enchem-nos o coração e a sala em três segundos. Falam como a mãe e são atentos como o pai.

Adoram o mano mais novo como de um tesouro se tratasse e não descansam enquanto ele não aprende algo que só vocês ensinam. Claro, com todos os riscos que isso comporta, mas no seu todo são coisas boas.

Mais um ano passou e eu posso afirmar que continuo cheia de orgulho, sei que tenho dias intensos e que nem sempre comunicamos como devíamos, que tenho momentos em que acho que falhei, mas não é culpa vossa, no fundo são as minhas inseguranças que me deixam mais nervosa. Sei do que são capazes e da força que têm, do mimo que dão e do coração enorme que têm. Sei que brincam muito e que sabem divertir-se imenso, são livres e têm todo o espaço do mundo.

Quero continuar

a correr com vocês, a saltar, a fazer figuras estranhas, mas levar com um sorriso enorme desse lado. Quero saber educar-vos, mas ouvir-vos acima de tudo, de vos dar tanto mimo que um dia quando eu já cá não estiver ainda se lembrem do meu cheiro, do meu toque, da minha pele como eu me lembro de quem me mimou muito, de quem me amou tanto.

Obrigada meus queridos por tudo, por serem quem são, por se preocuparem com o próximo, por saberem estar com os outros, por serem queridos e responsáveis. Obrigada, mãe.

. fotografias de Cláudia Casal .

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let’s party | harry potter

Há temas de festas e depois há TEMAS de festa. Já lá vai o tempo em que eu é que decidia cá em casa que festa iria ser, desde que houvesse bolo, amigos e barulho eles alinhavam… até aos três decidi eu, a partir daí foi tentar que não pedissem coisas demasiado elaboradas e que envolvessem cola… já sabem que não somos amiga, eu e a cola.

O ano começou com os manos a pedirem outra festa “star wars” e eu até relaxei porque é tema que tem tralha para mil festas, não me cansa porque também eu sou fã da saga, deixei estar… até que em abril me lembrei de voltar a perguntar e qual não é o meu espanto quando me pedem os dois uma festa 2harry potter”, até perguntei se sabiam quem era ao qual me respondem praticamente em resumo do primeiro filme… de outra saga. Maldita a hora em que lhes meti a ver os filmes para se habituarem às legendas e terem acesso ao inglês sem ser só o básico… sou feita pensei eu!
Voltei a ver os primeiros três filmes… não sou muito fã mas percebo que nos primeiros três pelo menos há imenso pormenor que dá para transformar em prop de festa. Mal sabia eu que estou circundada de verdadeiros fãs e de amigas que sabem tudo e mais alguma coisa sobre o personagem, sobre  ambiente e detalhes que só mesmo quem viu tudo de trás para a frente.

Tive que voltar a ver o filme, fazer uma pesquisa, usar o pinterest como salva-vidas! E apesar do mini avc que tive quando percebi que não tinha muito tempo para fazer tudo aquilo que eu achava que a festa devia ter, para além de me desdobrar e delegar alguns pormenores, fiz maratona nesta cidade à procura de peças que completassem o conjunto. Desde ir buscar fatos de carnaval, ir a feiras de velharias, percorrer três tigers à procura de peças diferentes, encontrar os óculos perfeitos só em carcavelos, arranjar os feltros dos tons perfeitos, imprimir um lençol de tijolos desenhados à mão, combinar o lanche com os tons da festa, sim só eu, foi uma correria que valeu a pena e que me enche de orgulho. Com esta festa consegui criar um kit perfeito para uma festa Harry Potter mesmo gira que tem imenso por onde ver, e lembrar a história que tem uma geração, não a minha parece, inteira completamente fanática! Vi mais miúdas a vibrar com isto do que propriamente os rapazes que embora saibam tudo ao pormenor acham mais piada aos truques de magia que propriamente ao detalhe das velas em forma de candelabro… mas enfim… o que é certo é que não sobrou uma migalha de nada, todos adoraram e mais giro ainda é que ganhei um prémio de mãe fixe ao final do dia!

festa harry potter | party planning e decor | andrea
pormenores:
velas | tiger
garrafa | tiger
guardanapos e pratos | docinho de açúcar
óculos harry | docinho de açúcar

Mais uma etapa, mais um ano, meus crescidos e que crescidos. Que seja sempre assim, conseguir dar-vos mais um motivo para sorrir mesmo que não durma umas noites!

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carta | m.f 8 anos

Digo sempre o mesmo todos os anos

os dias são longos e os anos não… já têm oito e eu como mãe, como ser que cuida e educa também tenho oito anos, antes disso existia, hoje vivo!

Dizer que cresceram imenso desde o ano passado é dizer pouco, todos os anos conseguimos ver coisas novas e situações que vos fizeram crescer, se aos seis se tornaram irmãos mais velhos, aos sete tiveram outra tamanha função… não me deixar ir abaixo e fazer com que eu não me perdesse em situações tóxicas e sem nenhum valor para o meu futuro.

Sem o saberem fizeram de mim ainda mais forte, fizeram com que eu acordasse e tentasse ver o melhor de mim e não o que alguém escolheu ver embora deturpado… sem o saberem salvaram-me das dúvidas e das incertezas. Foram vocês que me deram certeza na vida, o que eu sonhei para mim não foi o que me quiseram fazer sentir, foram vocês, o vosso mano, o vosso pai.

Com oito anos têm o peso mais importante da minha vida, são e serão sempre o meu apoio emocional e o meu conforto, o meu porto seguro. Bem sei que ralho imenso e que me tiram do sério algumas vezes e que eu adorava que fossem excelente donos-de-casa, fizessem as camas e arrumassem a roupa como perfeitos homens-a-dias, mas a minha exigência nisso também entretanto já não é o que era, porque acima de tudo quero-vos como o vosso pai e não ansiosos como eu.

São dois e isso só por si é intenso,

mas não são dois em um, como quem não tem gémeos gosta de dizer a brincar, mas são dois miúdos, um mais diferente que o outro, mas que não deixam de ter os dois os mesmos gostos, a mesma idade, a mesma necessidade de atenção, a mesma mentalidade e os mesmos amigos.

Ninguém nunca entenderá que dois rapazes de oito anos gostam de star wars porque vivem com dois pais que adoram, mas não porque “ah claro são gémeos gostam do mesmo”, bem sei que vivem imensas situações de declarações de estranhos em relação a vocês que não deveriam e que eu tento sempre disfarçar, mas vai ser assim durante a vida toda… ou então até viverem cada um no seu país, até lá cá estarei para mudar mentalidades de quem acha que sabe.

Até lá é ver-nos juntos,

e passar tempo com vocês, as gargalhadas que dou são terapêuticas e fazem-me tão bem! Espero sempre poder rir convosco e que o saiba agradecer todos os dias. adoro como querem sempre dizer coisas parvas, mas pedem autorização com os olhos, adoro que falem como adolescentes, mas às vezes não soletrem bem as palavras, adoro que sejam altos e lindos embora vos queira ao colo tantas vezes.

Gosto muito que protejam o mano mais mini, mas que nem liguem quando ele cai de cabeça (não adoro muito, mas antes de o salvar tenho que me rir um pouco), adoro que achem que ele tem a vossa idade no futebol, mas para ver televisão primeiro me digam “mãe, é melhor meter qualquer coisa para bebés, não é?” quando estão a ver o disney junior.


Adoro que me desafiem nas festas de anos e que saibam sempre dar o abraço mais importante ao final do dia quando me arrasto para o sofá. Adoro que falem das festas dos 16 anos como se ainda fossem gostar de bonecos… e que quando eu digo que aos 10 passam a ir ao cinema com três amigos achem um horror, mas estarei cá para confirmar.

Que achem que sem mim não fazem nada, mas que não querem que eu vos ajude a escolher roupa nem tratar do banho. Adoro que comam de tudo, mas quando eu falo em ovos mexidos e salsichas me peçam para ser o pai a fazer o jantar. Adoro que queiram saber tudo o que eu faço durante o dia porque eu também vos pergunto o que almoçaram…

No fundo, eu adoro-vos e não sei viver sem vocês.

Se preciso de umas noites a sós com o pai, não é por mal, mas é para garantir que o pai saiba o quanto eu o amo por me ter dado tanta coisa boa.

Não há favoritos nas famílias, mas há pormenores que têm uma importância única… não fui mãe à primeira de um como tantas outras, fui mãe de dois de uma vez e fomos três durante três dias, onde eu aprendi a distinguir as vossas vozes sozinha…

Hoje conheço-vos como ninguém e serão sempre para mim únicos.

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…quase a chegar

se eu pudesse parava o tempo…
parava o tempo para vos agarrar…
quero que sintam que eu estou aqui sempre. preciso que saibam que nada do que está para acontecer tirará nem apagará o amor, o espaço e a importância que vocês os dois têm para mim… foram os primeiros, o primeiro e o segundo, mas acima de tudo os primeiros. fomos unidos desde aquele primeiro teste até ao dia que vos tive nos braços cheia de medo, apavorada, tão cansada, mas feliz. 
está para chegar um mano, o vosso primeiro mano que não seja o vosso gémeo… sempre quis isto, sempre vos quis dar um mano, um mano mais novo, um bebé, e esse bebé está quase a chegar. 
se eu sei como fazer isto de chegar a casa um dia e haver mais um… não, não sei. 
quero que seja perfeito, sem grandes alterações à vossa vida, mas não sei se o que pensei programar, o que pensei organizar é o ideal… vocês surpreendem-me todos os dias, muito pela positiva e algumas vezes fico surpresa de não estar a contar com algumas atitudes ou reacções. não quero que sofram com nenhuma decisão que eu tenha tomado em vosso nome, no entanto sei que ter mais filhos fazia parte dos meus planos, nossos, do pai e mãe, para a nossa família, esperando que ao chegar seja aceite, amado e muito querido por vós. 
a diferença de idades, se bem que ao princípio me tenha assustado, percebo hoje que faz o seu sentido… talvez seja essa diferença que me vai ajudar a nunca vos atropelar de mimos, que nunca me vai fazer colocar um em frente do outro, como sempre fizemos até aqui, não fosse eu extremamente preocupada com esse lado da vida de gémeos. cada um com o seu espaço, cada um com o seu tempo. quero acreditar que estão para chegar dias bons, muitos bons, para nós os cinco e para esta nova vida. que o coração cresça e que saiba acolher todos vocês à vossa maneira e à minha. sou feliz convosco e quero muito que este novo bebé faça parte de vocês desde o primeiro momento. não sei se será fácil, aliás sem prever o futuro, sei que nem sempre o será, mas obriguem-me a ser sempre melhor, chamem-me, agarrem-me, mimem-me, peçam-me tempo, mimos, beijos, abraços como têm feito até aqui, eu serei sempre vossa… mãe. 
meus queridos filhos crescidos… antes de qualquer outro filho, foram vocês que me fizeram quem sou, foram durante tanto tempo o melhor de mim… acreditem que serei sempre vossa amiga e mãe. adoro-vos como nunca pensei adorar ninguém, quero-vos como nunca quis nada na vida e espero que tudo o que vier, seja vivido intensamente por todos, em família. a nossa… que está prestes a crescer. 
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…quase a chegar

se eu pudesse parava o tempo…
parava o tempo para vos agarrar…
quero que sintam que eu estou aqui sempre. preciso que saibam que nada do que está para acontecer tirará nem apagará o amor, o espaço e a importância que vocês os dois têm para mim… foram os primeiros, o primeiro e o segundo, mas acima de tudo os primeiros. fomos unidos desde aquele primeiro teste até ao dia que vos tive nos braços cheia de medo, apavorada, tão cansada, mas feliz. 
está para chegar um mano, o vosso primeiro mano que não seja o vosso gémeo… sempre quis isto, sempre vos quis dar um mano, um mano mais novo, um bebé, e esse bebé está quase a chegar. 
se eu sei como fazer isto de chegar a casa um dia e haver mais um… não, não sei. 
quero que seja perfeito, sem grandes alterações à vossa vida, mas não sei se o que pensei programar, o que pensei organizar é o ideal… vocês surpreendem-me todos os dias, muito pela positiva e algumas vezes fico surpresa de não estar a contar com algumas atitudes ou reacções. não quero que sofram com nenhuma decisão que eu tenha tomado em vosso nome, no entanto sei que ter mais filhos fazia parte dos meus planos, nossos, do pai e mãe, para a nossa família, esperando que ao chegar seja aceite, amado e muito querido por vós. 
a diferença de idades, se bem que ao princípio me tenha assustado, percebo hoje que faz o seu sentido… talvez seja essa diferença que me vai ajudar a nunca vos atropelar de mimos, que nunca me vai fazer colocar um em frente do outro, como sempre fizemos até aqui, não fosse eu extremamente preocupada com esse lado da vida de gémeos. cada um com o seu espaço, cada um com o seu tempo. quero acreditar que estão para chegar dias bons, muitos bons, para nós os cinco e para esta nova vida. que o coração cresça e que saiba acolher todos vocês à vossa maneira e à minha. sou feliz convosco e quero muito que este novo bebé faça parte de vocês desde o primeiro momento. não sei se será fácil, aliás sem prever o futuro, sei que nem sempre o será, mas obriguem-me a ser sempre melhor, chamem-me, agarrem-me, mimem-me, peçam-me tempo, mimos, beijos, abraços como têm feito até aqui, eu serei sempre vossa… mãe. 
meus queridos filhos crescidos… antes de qualquer outro filho, foram vocês que me fizeram quem sou, foram durante tanto tempo o melhor de mim… acreditem que serei sempre vossa amiga e mãe. adoro-vos como nunca pensei adorar ninguém, quero-vos como nunca quis nada na vida e espero que tudo o que vier, seja vivido intensamente por todos, em família. a nossa… que está prestes a crescer. 
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it’s my birthday | 37

mini sessão . seis anos e vinte e oito semanas | mariana megre fotografia 

que seja o único ano em que partilho o meu dia de anos com outras pessoas… e que se o deva fazer que seja só e apenas convosco, os meus três pequenos homens. há quanto tempo andávamos à espera que eu estivesse bem disposta para passarmos uma manhã com a mariana, a fazer a nossa sessão anual dos manos… este ano em maio foi quase impossível, tentámos mas os meus enjoos e aquele tempo sinistro entre chuva, vento e nuvens cinzentas fizeram com que a vontade faltasse e o entusiasmo fugisse do nosso controlo… lá nos rendemos e esperámos que o verão passasse para descobrir que afinal o que nós queríamos era uma barrigudinha já notável, dois manos já a saber ler e um dia de outono que mais parecia pleno verão. e que bom que soube sair de casa pela fresquinha, ir ao maat sem filas, antes da cidade acordar e ver o rio, assim como se ainda ninguém o tivesse descoberto nem que soubesse que havia parte da cidade tão espectacular como esta.

calor, arquitectura, lisboa, rio tejo, manos, barriga e uma mãe bem disposta!

e hoje faço anos.

o que eu adoro fazer anos. de há uns anos para cá que neste dia preciso ser mimada preciso de me ver como os outros me veêm e quem melhor do que usa máquinas fotográficas e faz parar o tempo durante uns momentos. que magnífico presente receber logo de manhã estas imagens, ver-nos juntos, saber que vem aí mais um e que eu nunca estive tão bem acompanhada. as cores, os sorrisos, o tom, o calor, já não estamos bronzeados mas o branco faz-nos bem, que morenos que eles são, que crescidos, que miúdos queridos de sua mãe… e que vontade de vos ver com o mano nos braços, ao colo e a chamar por vocês.

e eu hoje faço anos…

grávida como há seis anos, mais cansada, mais needy de mimos sejam eles de chocolate ou de mozzarella ou de colo, mas pronta para o próximo ano. vai ser um ano diferente, mas eu continuo igual… nos meus anos acho sempre que estou bem, olho para o que se passou e apesar de tudo, tenha sido triste, estranho, difícil, gratificante, feliz ou alegre ,precisa de análise e chegar a este dia com um sorriso na cara e dizer, valeu a pena.

o balanço entre ser andrea, mulher, mãe, profissional, empreendedora é dos mais difíceis que já vivi, e no entanto já não sei o que é ser apenas uma destas coisas, tudo faz sentido assim, talvez seja demais, talvez pudesse ser menos mas não o saberia ser nem o quereria ser. não sou eu se não for assim. tenho desejos para mim mesma todos os anos, o balanço é feito agora, é perceber que apesar dos medos, ansiedades e reticências tudo o que faço o faço em pleno, a cem por cento e confiante que disso tirarei o que me levará em frente. não gosto de me martirizar, escolhi esta profissão, escolhi este trabalho, escolhi estes filhos, esta casa, este bairro, este país, este percurso e é aqui que eu quero estar e é aqui que eu serei em pleno, eu. a minha vida já deu voltas, daquelas de que nos viram do avesso e que boas voltas essas foram. tudo o que sou, fui eu que o escolhi para mim… mesmo que algumas voltas tenham vindo por surpresa, vieram porque eu assim permiti.

que eu saiba sempre manter o equilíbrio, que eu saiba sempre parar e respirar fundo, que eu saiba sempre ver o que tenho de bom acima do que tenho de menos bom… que eu nunca esqueça o que aqui me trouxe e o que daqui levo.

eu hoje faço anos e estou bem.

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it’s my birthday | 37

mini sessão . seis anos e vinte e oito semanas | mariana megre fotografia 

que seja o único ano em que partilho o meu dia de anos com outras pessoas… e que se o deva fazer que seja só e apenas convosco, os meus três pequenos homens. há quanto tempo andávamos à espera que eu estivesse bem disposta para passarmos uma manhã com a mariana, a fazer a nossa sessão anual dos manos… este ano em maio foi quase impossível, tentámos mas os meus enjoos e aquele tempo sinistro entre chuva, vento e nuvens cinzentas fizeram com que a vontade faltasse e o entusiasmo fugisse do nosso controlo… lá nos rendemos e esperámos que o verão passasse para descobrir que afinal o que nós queríamos era uma barrigudinha já notável, dois manos já a saber ler e um dia de outono que mais parecia pleno verão. e que bom que soube sair de casa pela fresquinha, ir ao maat sem filas, antes da cidade acordar e ver o rio, assim como se ainda ninguém o tivesse descoberto nem que soubesse que havia parte da cidade tão espectacular como esta.

calor, arquitectura, lisboa, rio tejo, manos, barriga e uma mãe bem disposta!

e hoje faço anos.

o que eu adoro fazer anos. de há uns anos para cá que neste dia preciso ser mimada preciso de me ver como os outros me veêm e quem melhor do que usa máquinas fotográficas e faz parar o tempo durante uns momentos. que magnífico presente receber logo de manhã estas imagens, ver-nos juntos, saber que vem aí mais um e que eu nunca estive tão bem acompanhada. as cores, os sorrisos, o tom, o calor, já não estamos bronzeados mas o branco faz-nos bem, que morenos que eles são, que crescidos, que miúdos queridos de sua mãe… e que vontade de vos ver com o mano nos braços, ao colo e a chamar por vocês.

e eu hoje faço anos…

grávida como há seis anos, mais cansada, mais needy de mimos sejam eles de chocolate ou de mozzarella ou de colo, mas pronta para o próximo ano. vai ser um ano diferente, mas eu continuo igual… nos meus anos acho sempre que estou bem, olho para o que se passou e apesar de tudo, tenha sido triste, estranho, difícil, gratificante, feliz ou alegre ,precisa de análise e chegar a este dia com um sorriso na cara e dizer, valeu a pena.

o balanço entre ser andrea, mulher, mãe, profissional, empreendedora é dos mais difíceis que já vivi, e no entanto já não sei o que é ser apenas uma destas coisas, tudo faz sentido assim, talvez seja demais, talvez pudesse ser menos mas não o saberia ser nem o quereria ser. não sou eu se não for assim. tenho desejos para mim mesma todos os anos, o balanço é feito agora, é perceber que apesar dos medos, ansiedades e reticências tudo o que faço o faço em pleno, a cem por cento e confiante que disso tirarei o que me levará em frente. não gosto de me martirizar, escolhi esta profissão, escolhi este trabalho, escolhi estes filhos, esta casa, este bairro, este país, este percurso e é aqui que eu quero estar e é aqui que eu serei em pleno, eu. a minha vida já deu voltas, daquelas de que nos viram do avesso e que boas voltas essas foram. tudo o que sou, fui eu que o escolhi para mim… mesmo que algumas voltas tenham vindo por surpresa, vieram porque eu assim permiti.

que eu saiba sempre manter o equilíbrio, que eu saiba sempre parar e respirar fundo, que eu saiba sempre ver o que tenho de bom acima do que tenho de menos bom… que eu nunca esqueça o que aqui me trouxe e o que daqui levo.

eu hoje faço anos e estou bem.

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primeiro dia da primeira classe

desde que os deixei na escola, no primeiro dia da primeira classe (ou ano, já percebi que há coisas que já mudaram desde que eu fui miúda…) que estou a tentar processar e explicar o que sinto. passei o verão a achar esta nova etapa maravilhosa e cheia de potencial, imaginei tudo quase ao pormenor, não do que seria cada dia, mas o que seriam as minhas expectativas, as minhas ansiedades, os meus medos e vontades. tentei nunca transmitir nada para além de que estava para começar algo muito bom, algo novo e cheio de coisas boas…

mas o tempo passou e hoje quando os deixei tive tanto medo, tanto receio por eles. e eles na boa. eles tranquilos, ansiosos de ver amigos, de ver gente nova, de conhecer a sala, a mesa e a professora… e eu a reter as lágrimas.
lembro-me do primeiro dia da creche, com dezoito meses deixei-os bem, meio confusos mas já de brinquedos novos na mão, sentei-me no banco da entrada da escolinha e chorei, pensei que não ia conseguir passar aquela manhã, que não queria ser a mãe que liga para confirmar que está tudo bem, que ia passar aquelas poucas horas a suspirar… e no entanto, quando percebi que o tempo de repente tinha passado eu estava tranquila e eles cheios de saudades boas, das que os fazem correr para nós, mas que nos levam logo a ver o que descobriram. jurei naquele dia que nunca mais iria ter medo, a escola faz parte, seja em que idade, e que eles terão tantos dias bons como momentos menos bons e que até esses servem para crescer.

hoje revivi tudo de novo. claro que estão mais crescidos, menos dependentes daquele colo e abraço, mas mesmo assim tão meus, e tão pequeninos. na maternidade sempre me custou equilibrar emoções, o que me custa a mim nem sempre lhes custa a eles e o que lhes causa tristeza nem sempre fez sentido para mim… hoje quem precisou de colo fui eu e tanto que horror. continuo sem explicar porquê, nem apontar o momento ou o detalhe que mexeu comigo, terá sido só emoção, terá sido só tentar dividir a minha atenção pelos dois, garantir que cada um está bem sem medos nem receios nem questões, terá sido do pânico em achar que eles se vão perder nos corredores, ou não gostarem de ali estar, terá sido de ainda não ter comprado o material todo, dos livros que não forrei a tempo, eu sei lá… sei que saí dali cheia de orgulho mas com o meu coração nas mãos e eu que achava que isto ia ser peanuts, que ia ser tão simples, mas mesmo com seis anos, eles não deixam de mexer comigo e de exigirem tudo de mim quer peçam ou não,

sempre achei que as mães “da primária” tinham tudo sob controlo, tudo bem gerido, emoções e logística, mas eu hoje sinto-me caloira. sinto-me perdida como se fosse eu a começar a escola de novo… como se hoje eu também fosse aluna e tantas das coisas que vivi vieram ao de cima. é verdade que estou grávida e talvez meia tonta e com as hormonas todas trocadas e à flor da pele… mas o que é certo é que faltam cinco horas e não sei bem como gerir isto.
preciso de os ver bem, alegres, felizes e com vontade de fazer tudo outra vez amanhã… mas vou ter que me armar em forte… porque se um deles correr para os meus braços com aquele sorriso desdentado, a explicar três mil coisas ao mesmo tempo, alguém que me segure, sou capaz de os afogar em beijos … e algumas lágrimas…

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primeiro dia da primeira classe

desde que os deixei na escola, no primeiro dia da primeira classe (ou ano, já percebi que há coisas que já mudaram desde que eu fui miúda…) que estou a tentar processar e explicar o que sinto. passei o verão a achar esta nova etapa maravilhosa e cheia de potencial, imaginei tudo quase ao pormenor, não do que seria cada dia, mas o que seriam as minhas expectativas, as minhas ansiedades, os meus medos e vontades. tentei nunca transmitir nada para além de que estava para começar algo muito bom, algo novo e cheio de coisas boas…

mas o tempo passou e hoje quando os deixei tive tanto medo, tanto receio por eles. e eles na boa. eles tranquilos, ansiosos de ver amigos, de ver gente nova, de conhecer a sala, a mesa e a professora… e eu a reter as lágrimas.
lembro-me do primeiro dia da creche, com dezoito meses deixei-os bem, meio confusos mas já de brinquedos novos na mão, sentei-me no banco da entrada da escolinha e chorei, pensei que não ia conseguir passar aquela manhã, que não queria ser a mãe que liga para confirmar que está tudo bem, que ia passar aquelas poucas horas a suspirar… e no entanto, quando percebi que o tempo de repente tinha passado eu estava tranquila e eles cheios de saudades boas, das que os fazem correr para nós, mas que nos levam logo a ver o que descobriram. jurei naquele dia que nunca mais iria ter medo, a escola faz parte, seja em que idade, e que eles terão tantos dias bons como momentos menos bons e que até esses servem para crescer.

hoje revivi tudo de novo. claro que estão mais crescidos, menos dependentes daquele colo e abraço, mas mesmo assim tão meus, e tão pequeninos. na maternidade sempre me custou equilibrar emoções, o que me custa a mim nem sempre lhes custa a eles e o que lhes causa tristeza nem sempre fez sentido para mim… hoje quem precisou de colo fui eu e tanto que horror. continuo sem explicar porquê, nem apontar o momento ou o detalhe que mexeu comigo, terá sido só emoção, terá sido só tentar dividir a minha atenção pelos dois, garantir que cada um está bem sem medos nem receios nem questões, terá sido do pânico em achar que eles se vão perder nos corredores, ou não gostarem de ali estar, terá sido de ainda não ter comprado o material todo, dos livros que não forrei a tempo, eu sei lá… sei que saí dali cheia de orgulho mas com o meu coração nas mãos e eu que achava que isto ia ser peanuts, que ia ser tão simples, mas mesmo com seis anos, eles não deixam de mexer comigo e de exigirem tudo de mim quer peçam ou não,

sempre achei que as mães “da primária” tinham tudo sob controlo, tudo bem gerido, emoções e logística, mas eu hoje sinto-me caloira. sinto-me perdida como se fosse eu a começar a escola de novo… como se hoje eu também fosse aluna e tantas das coisas que vivi vieram ao de cima. é verdade que estou grávida e talvez meia tonta e com as hormonas todas trocadas e à flor da pele… mas o que é certo é que faltam cinco horas e não sei bem como gerir isto.
preciso de os ver bem, alegres, felizes e com vontade de fazer tudo outra vez amanhã… mas vou ter que me armar em forte… porque se um deles correr para os meus braços com aquele sorriso desdentado, a explicar três mil coisas ao mesmo tempo, alguém que me segure, sou capaz de os afogar em beijos … e algumas lágrimas…

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um domingo diferente | zoo

apesar do dia terrível que tive ontem, passei o dia super satisfeita com o nosso fim-de-semana, para além de ter voltado o sol, passamos o sábado e o domingo entre amigos, família e no zoo! a manhã de domingo foi passada entre gente gira e acções de louvar. A barral patrocina o novo leãozinho Max do Zoo de Lisboa e que querido que é… assim a 30 metros de distância claro… eu vi-o morder um bife e por mais que eu precisasse de perder vários, não era com aquela força de certeza!

Foi bom fazer parte de um grupo especial no zoo e aprendermos um pouco mais sobre os leões do zoo de Lisboa, ver os miúdos completamente fascinados e a delirar com tamanhos animais e dimensões. Reservaram a varanda dos leões só para nós e foi magnífico vê-los de tão perto… fez-me lembrar o Kruger Park, em que estacionávamos tão perto deles sempre com a mudança metida… aqui foi mais seguro mas mesmo assim emocionante.

Que bom que é ter marcas queridas e tão nossas como a #barralportugal por trás de eventos e animais tão precisos e especiais. Que venham mais destes momentos, que nos façam pensar e aprender mais sobre o que é feito aqui mesmo ao lado de casa para preservar bichos tão magníficos.

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