where to eat _ tartine

existem poucos locais neste mundo onde eu já almocei que me tenham feito sentir tão confortável ao ponto de lá ficar horas a fio. estranhamente alguns locais para comer em lisboa parece que têm tudo para nos fazer ir embora rapidamente, sejam as cadeiras medonhamente desconfortáveis, barulho de televisões penduradas em ângulos de desconfiar, comida servida a correr, etc. hoje em dia parece que nascem sítios giros e novos todos os dias, devem fechar tanto ou mais, mas os que ficam têm tendência em corrigir todos estes pormenores para que a experiência de um simples almoço seja diferente, deliciosa e simplesmente boa. 
é por isto que eu gosto da Tartine. quando soube que tinha aberto, descreveram-me como uma nova e gira padaria… ora, isso é pouco. para além da padaria é pastelaria, tem um bolinho/pastel, o “chiado” tão bem para o bairro onde está, levíssimo e tão bom, um perigo portanto. mas é também, um terraço amoroso, um brunch divinal, aos sábados E domingos!
a Tartine convida-nos a entrar pelo cheirinho a pão acabadinho de sair do forno e isso compensa pelos presos ligeiramente altos demais nas suas famosas tartines. para quem nunca as comeu, uma maneira muito simples de as descrever é uma fatia e pão com ingredientes por cima, ora… por melhor que seja o presunto e o queijo da serra, acho os preços altos… claro, está por nossa conta investigar o resto do menu e descobrir deliciosas tartelettes, saladas, massas e um eggs benedict de se chorar por mais, aqui os preços já me parecem bastante razoáveis. 
levo todas as minhas amigas que querem vir almoçar comigo lá, acho que vou ter que variar mais… a mesa do meio é o meu lugar preferido, pode parecer estranha para um almoço a duas, mas eu adoro, não só espalho os meus milhares de adereços pela mesa, como há espaço para pratos, cadernos, livros e os meus braços! é uma maneira completamente diferente de viver o almoço… trás-me boas memórias da bélgica…
a Tartine tem definitivamente um ar de Antuérpia, simples, calmo, chik e único.

there are few places in this world where i’ve had lunch and felt i could stay there until dinner. specially in lisbon. strangely, the old places in this city always have either unconfortable chairs, tables or noises, though the food was good, normal and cheap. nowadays with all these new somewhat cool lunch spots it almost feels that with so many opening and closing everyday, you never get to be “where everyone knows your name”. unlike cheers, trying out new eating adventures can make you annoyed  after a while, because almost none of them offer you that confortable atmosphere that makes you regret leaving. the food might be nice, the price ok, but it makes you rush out the door.

that’s why i like Tartine. what i knew about it, was that it was a nice bakery, with one amazing pastry, the Chiado, so perfectly named after this neighborhood, and it has a really cute terrace at the back. oh and of course it has brunch on saturdays AND sundays! what could i ask for more?

Tartine welcomes you with that amazing smell of fresh baked bread and that alone makes up for the slightly high prices on their delicious tartines. if you had to describe to those who have never eaten it, a tartine is basically a slice of bread with something on top… that’s how boring it could be, here it’s not. though the bread is in fact homemade and absolutely delicious, and the topings very tasty, i still felt they are too expensive for what they are… of course this makes me want to explore the menu more and i’ve discovered wonderful dishes that don’t make me think about the bill.

ever since i’ve discovered this place i’ve gone back to it with all my friends who decide to visit downtown and have lunch with me. i love it. the long pine table in the middle of the room, is probably one of the best lunch experiences ever, and a much needed one around here. it brought back many belgian memories….

Tartine has and Antwerp french feel, clean, simple, cosy and tasty…

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chiado in the rain

será mesmo um bom dia?
eu tenho uma relação péssima com a chuva, principalmente quando tenho que andar na rua. não gosto, pronto confesso, não gosto nada dela! é o chão molhado, os sapatos sujos, os guarda-chuvas dos outros que se espetam no meu cabelo, é o meu guarda-chuva que dá cãibras no braço, eu sei lá… é uma grande chatice. se eu fosse ministro, porque parece que eles é que mandam por aqui, eu punha uma nuvem de chuva por cima de cada árvore citadina, umas quantas agrupadas sob cada campo agrícola, outras tantas no oceano (os peixes também merecem uns quantos fogos de artifício) e talvez colocasse poças de água nos jardins apenas para que as crianças pudessem saber o quão é engraçado chapinhar… mas não em cima de mim. simplesmente tirava a chuva do meu caminho e abolia chapéus de chuva.
a vista do meu escritório é esta e em dias de sol é do melhor que há no meio da cidade, mas com chuva é isto… escura, molhada e muito insossa. o eléctrico esse é que parece divertir-se a descer as calçadas, a da Estrela e a do Combro fazem competições entre si a ver quem vai esbarrar contra a parede primeiro…

is it really a good morning?
i have a really bad relationship with rain, specially if i’m outside, walking, running, minding my own business. i don’t like, i just don’t like it! the wet pavements, the dirty shoes, the umbrellas that bump into yours and sting your head, i don’t know… it’s just a pain in the neck… if i was a minister, it seems like you have to be one to decide things around here, i’d put a personal rain cloud on each city tree, a few ones together above plantations and agricultured fields, a few others above the oceans (i’m sure fish would love a bit of excitment too) and maybe a few puddles here and there, in parks and gardens so children can know what it is to splash around, but not on me! i’d just abolish it from my path… 
the view from my office on sunny days is beautiful, but the rain makes it grey, wet and so sad looking… only tram 28 seems to enjoy all of this seeing that between Calçada do Combro and Calçada da Estrela is a game of which tram flies off the trails and crashes on a wall first!

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chiado in the rain

será mesmo um bom dia?
eu tenho uma relação péssima com a chuva, principalmente quando tenho que andar na rua. não gosto, pronto confesso, não gosto nada dela! é o chão molhado, os sapatos sujos, os guarda-chuvas dos outros que se espetam no meu cabelo, é o meu guarda-chuva que dá cãibras no braço, eu sei lá… é uma grande chatice. se eu fosse ministro, porque parece que eles é que mandam por aqui, eu punha uma nuvem de chuva por cima de cada árvore citadina, umas quantas agrupadas sob cada campo agrícola, outras tantas no oceano (os peixes também merecem uns quantos fogos de artifício) e talvez colocasse poças de água nos jardins apenas para que as crianças pudessem saber o quão é engraçado chapinhar… mas não em cima de mim. simplesmente tirava a chuva do meu caminho e abolia chapéus de chuva.
a vista do meu escritório é esta e em dias de sol é do melhor que há no meio da cidade, mas com chuva é isto… escura, molhada e muito insossa. o eléctrico esse é que parece divertir-se a descer as calçadas, a da Estrela e a do Combro fazem competições entre si a ver quem vai esbarrar contra a parede primeiro…

is it really a good morning?
i have a really bad relationship with rain, specially if i’m outside, walking, running, minding my own business. i don’t like, i just don’t like it! the wet pavements, the dirty shoes, the umbrellas that bump into yours and sting your head, i don’t know… it’s just a pain in the neck… if i was a minister, it seems like you have to be one to decide things around here, i’d put a personal rain cloud on each city tree, a few ones together above plantations and agricultured fields, a few others above the oceans (i’m sure fish would love a bit of excitment too) and maybe a few puddles here and there, in parks and gardens so children can know what it is to splash around, but not on me! i’d just abolish it from my path… 
the view from my office on sunny days is beautiful, but the rain makes it grey, wet and so sad looking… only tram 28 seems to enjoy all of this seeing that between Calçada do Combro and Calçada da Estrela is a game of which tram flies off the trails and crashes on a wall first!

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