instaweek | 45.14

os dias passados a passear por lisboa dão-nos sempre razões para sorrir. voltamos sempre onde somos felizes porque nos faz bem e acordar sabendo que vamos passar o dia na cidade que amamos não podia ser melhor. em lisboa é preciso nunca esquecer de olharmos para cima, há sempre surpresas como este A lindo de morrer, mal colado pronto para cair nas minhas mãos, não fosse a primeira letra da palavra arte o que deixaria de fazer sentido caso viesse para casa comigo… enfim… um dia talvez. também se pode subir aos pontos altos e olhar para baixo e ver lisboa em planta que é sempre uma belíssima sensação. de coisas novas em lisboa há sempre muito para contar, mas a quase mais recente novidade será um pequeno cantinho onde fazer terapia, mas de gelado! poderia viver de gelados, e estes vão dar que falar tenho a certeza, nem que seja porque eu durmo por quem desenhou o espaço onde lisboa poderá provar um gelado com sabor a oreo, que eu só sei descrever como orgásmico… quase quase a abrir! não se chama “la fabbrica della felicitá” por nada! enquanto não abre eu vou descobrindo algumas pérolas em casa dos meus pais, desta vez foi o meu dossier de português do 5º ano… odiava a professora, mas verifiquei que a minha letra continua impecável desde então! 
e os meus livros da anita…….. que maravilha. edições tão diferentes, mas os mais antigos são os melhores. 

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where to eat | in bocca al lupo

fui ás cegas! eu pedi pizza para o jantar, mas boa
(regra da casa é que comida italiana só caseira e em casa, menos a pizza, mas não nos mexemos por uma pizza qualquer… se não for por alguma razão somos os piores clientes para ter por perto… somos exigentes e dos quatro, os piores são os miúdos!)
cheguei e vi que estava vazio… nunca fui de achar mau restaurantes vazios, para mim não é necessáriamente um sinal negativo, pode ser apenas sinal de que chegámos cedo (que não era o caso) ou que ainda é novo demais (que é o caso)…
espaço de “arquitecto” como agora é cool dizer, madeira pinho, ferro fundido antracite, bancos corridos, mesas grandes, azulejos brancos tipo metro de nova iorque, forno a lenha à vista que nos tranquiliza a costela italiana (eu não tenho uma, mas tenho um treco cada vez que vejo fornos eléctricos) e cozinheira/piazzaiola super sorridente!

a pizza é biológica… o que para mim tudo bem claro, ingredientes excelentes, mas aprendi que não têm fiambre, pois o fiambre nunca é biológico! miúdos com margherite e está a andar! pizza fina do mais fino que eu já vi! pizza italiana que se preze TEM que ser de massa fina… mas se for fina como papel vegetal não adianta… não chega! para acabar o jantar com fome não pago 12,00€… precisava de outra tonelada de mozzarella di buffala e mais umas crostas!
é de facto uma maravilhosa pizza, voltarei claramente até porque é aqui ao lado quase, mas o preço deixa-me reticente… prefiro que não seja biológica… prefiro que tenha fiambre se isso permitir ter um preço mais decente. em itália por uma pizza caprese não pago mais que 6€, não tenho fome e fica-me na memória…
espero que corra bem, espero de voltar um dia com casa cheia e que seja de facto uma tendência, mas por enquanto é uma boa pizza cara. desejo-lhe boa sorte, ou como se diz em italiano, IN BOCCA AL LUPO!

in bocca al lupo | rua manuel bernardes 58a . príncipe real
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twentyfourteenproject | 24.52

 
uma vez por ano eu sinto uma necessidade imensa de caminhar por esta cidade como se não houvesse amanhã. mesmo quando vivi aqueles anos todos fora pelo mundo, quando voltava precisava de voltar a percorrer todos os cantos da cidade como se nunca os tivesse visto antes.  sou apaixonada pelos detalhes e fico sem palavras quando reparo na luz e no tom de azul. o contraste entre pedra e céu é simplesmente magnífico. e eu não consigo viver sem tudo isto. está na hora… está na hora de voltar a subir estas colinas!
once a year i get the urge to walk through this city like there’s no tomorrow. even when i lived far away everytime i came back i would climb up these hills and see every little corner of it as if i have never seen it before. i am in love with the details i am absolutely overwhelemed by it’s light and it’s tone of blue. the contrast between stone and sky is just simply amazing. and i can’t get enough of it. it’s time… it’s time to go up those hills again!

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twenty fourteen project | 19

 
two years ago this week i was working in chiado, probably the most beautiful neighborhood of lisbon, not the most typical, but the most hip, cool, gorgeous, clean (as in buildings) and most of all sunny. there is a sunray just around pratically every corner, and i remember perfectly the moment i took this photo… i was just arrived to work and looked up at the bentton building in the corner just before i entered our office building and was blinded by the sunlight. i actually took the photo with my cellphone and couldn’t see much with it… i just knew i had to catch that light! oh and what a light… somehow a message of something beautiful about to happen. three months later i was deciding my future with S about opening our own shop! you never really know what’ll be around the next corner, but it’s important you see it and remember what is was like so you can know what you want things to be. 

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where to eat | flower power

já lá fui almoçar duas vezes e das duas vezes comi muito bem, mesmo bem. a comida é simples, sem grandes alaridos mas muito bem confeccionada, no prato fica tudo bonito e dá vontade de morder! as limonadas são óptimas, as tostas divinais. faz-me lembrar alguns dos cafés onde almoçava em antuérpia, pequeninos, familiares e muito cool. o espaço é super giro, muito à vontade, mas cosy. cheio de flower… duh! e elementos giros que fazem daquele espaço um óptimo lugar para estar. experimentem! 
flower power | calçada do combro n2 . bairro alto | 213 422 381 | mon-sun 10:00-21:00

i’ve been there for lunch twice and everytime i have eaten very well. the food is very good, not too pretensious, well plated and yummy looking! the lemonades are very very good, the toast are so tasty. it reminds me of some cafés i used to go to in antwerp. small, cosy, familiar and so cool. the space is super nice and so at ease. full of flowers… duh! and cute details that make the space and great place to just be. try it!
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lisbon tiles | azulejos

estar em casa com miúdos no carnaval mais uns cunhados e sobrinhos italianos faz-me andar no meu próprio bairro como turista, e embora já o conheça bastante bem, não me deixo de me surpreender com alguns pormenores. e os azulejos? nem sonham o que há por aqui de património… alguns em tão mau estado, outros em perfeito, outros ainda lindos de morrer com detalhes giríssimos. se por aqui passarem aproveitem ao máximo olhar para cima do primeiro andar… ou não… estas imagens são todas ao nível do ombro. tenham uma óptima semana, e contem-me o que encontrarem por aí. 
being home with kids on carnival holidays, plus two in-laws plus two nephews, means we get to walk around our own neighborhood like turists, and though i think i know it pretty well i still am amazed by what we find. and the tiles? you have no idea about the gorgeous tiles we have around here, it’s worth a visit just for this. bring your camera, enjoy the beautiful views and look above your head, or not, these tiles were about shoulder height. have a great weekend, tell me what you find!
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places i’ve been | tapada das necessidades

é um jardim… um parque… é único… é um lugar cheio de verde, grande, sem pretensões… triste quase, mas porque se percebe que já deve ter sido muito especial… agora está vazio… embora lindo. é onde está o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Igreja das Necessidades. para quem é viciado em café como eu, sofre um bocadinho mas leva de casa. é o sítio ideal para ficar sentado a contemplar o jardim, pois não há café por ali, mas enquanto os miúdos correm que nem uns loucos por aquele prado de relva, o melhor é mesmo sentar, descansar, respirar fundo e ouvir aquele silêncio. 
a Tapada já foi um local privado, onde a família real portuguesa ia à caça e fazia picnics. o Palácio das Necessidades era um convento, foi construído no séc.XVIII, a pedido do Rei D. João V, pela sua grande devoção a Nossa Senhora das Necessidades. o Palácio tornou-se, após a expulsão das ordens religiosas, a residência oficial dos reis da dinastia Bragança. passou a ser a sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros depois da proclamação da Republica em 1910. o jardim em cerca de 10Ha e faz parte da Reserva Nacional de Florestas. está aberto todos os dias, incluindo sábados e domingos… e é grátis!
enquanto o visitava depois de tanto tempo fora, vieram-me memórias de uma infância lá longe, feliz, mas não pude deixar de ter um pouco de tristeza no coração enquanto vi aquele espaço lindo tão sozinho… foi já com frio… mas foi uma maravilhosa surpresa. 
com tanto nas nossas vidas a custar dinheiro, este jardim faz-nos bem, faz-nos pensar, faz-nos precisar dele. 
tornou-se parte da nossa vida em Lisboa e não passamos sem ele, depois de um verão cheio de concertos, picnics, e simples diversão. embora me continue a fazer impressão como é que a cidade o deixa tão sozinho durante o resto do ano, começo a conhece-lo bem, assim como está, e adoro. tenho visto pessoas lindas, famílias felizes e tem sido um local de eleição para mil e uma sessões fotográficas que tanto estão na moda, aproveitando aquele imenso verde e olhar triste que com crianças a pular ganha tanta vida. é um local perdido no meio da cidade e nós amamos. 
é para voltar… ao silêncio… ou não!

not really sure how to translate this name, but it’s a garden… a park sort of, but a private one, or so it feels. it has nothing whatsoever for public use except plants, grass, pathways and a few beautiful buildings, one of which is the Portuguese Foreign Affairs Ministry and the Church of Necessidades. 
if you’re a coffee addict and your kids are adventurers, you can’t sit anywhere and enjoy a cup of coffee while they redo the garden, there is no playground so they will basically just run all over the place. but isn’t that the whole point… enjoying that view, that space and that silence.
it used to be a closed place where the portuguese royals would go hunting and have picnics. the Necessidades Palace used to be a convent. the Palace was built in the 18th Century, ordered by King João V, because of his devotion to Our Lady of Need (Necessidades). the Palace became, after the expulsion of the religious orders, the residence of the Bragança Dinasty Kings. 
it became the headquarters for the Foreing Affairs Ministry after the proclamation of the Republic in 1910. 
the garden has 10Ha and is part of the National Forest Reserve. it’s open every day of the week, including saturdays and sundays and… it’s free! 
while visiting after so long, i remembered light memories of a far away childhood though not clear enough. some sort of sad feeling lingered in the air… but overall a beautiful surprise, and untouched public garden. with so much in our lives costing a fortune, this place makes you think, makes you look twice, makes you need it…
it has become part of our lisbon life now, specially this past summer after so many concerts, picnics, and just plain fun we had there. tough it remains a mistery to me why the city allows it to be so empty throughout the rest of the year, i’ve come to know it quite well and love it to bits. i’ve seen so many happy families there, including a lot of photo sessions taking advantage of the wonderful greenery around. it’s an amazing lost place in the middle of town and we’re fans. 
it’s a place to return to… quietly… or not!

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waking up with… lisbon

tenho andado de madrugada pelas ruas de lisboa… sozinha… em silêncio… com o gelo da noite e o ar puro da manhã… as imagens não são as melhores, mas depois do esforço medonho de levantar o corpo da cama quente, sabe lindamente andar por aí… o destino, esse é que é outro drama… mas como vou lá passar muitas próximas madrugadas, é melhor nem me queixar já…
i’ve been raoming the streets of lisbon… alone… in silence… with the night’s cold and the morning’s fresh air… these imagens are nothing compared with what it really is, but after that trauma of making yourself leave your warm bed, it’s beautiful to walk through these streets at impropriate hours… the finish line of these walks is a drama in itself, but i better not complain yet, ‘cause i’ll be spending a lot of these early mornings there in the near future…
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