it’s my birthday | december thirteenth

e aqui estou eu de novo, passado um ano em pulgas para o dia treze de dezembro, o melhor dia do ano, se bem que preferia estar super activa e cheia de genica, ao contrário disso arrasto-me bem mais, não é da idade… credo que não me sinto nada velha nem um ano mais velha, tenho é um adereço de barriguita que já pesa e já leva com trinta e quatro semanas. dos gémeos também estava grávida nos meus anos mas só de doze semanas e no mesmo dia em que as fiz, e fiz anos deixei de ter enjoos e fiz praia nos trópicos com ondas altíssimas e uns dias maravilhosos. agora, já estou no hemisfério norte, com casaco, botas e um cachecol. é difierente, mas é tão bom e espero que a energia que eu ainda tenho não desapareça tão cedo que há muito para fazer… mas pensemos em mim durante três, ou melhor, treze minutos!!
eis a minha “pequena” lista de presentes que eu adorava receber no dia treze de dezembro, dia em que acordo vinte vezes para me auto dar os parabéns e dia em que salto da cama, quero mimos, presentes e muitos beijinhos. muitos destes desejos foram-me sugerimos por quem me conhece de gingeira e que mesmo assim me surpreendeu, tipo “vi isto, amo mas não sei se gostas!” ora essa, amei tudo e tudo conjuga com o tema do ano… sim eu tenho temas de prendas, não só para as que vou oferecer no natal, como para as que quero receber nos meus anos. …chamem-me ridícula, mas mais ridículo ainda é não gostar de festejar o dia em que nascemos. dito isto, que acham desta lista? 
é que entre peças enormes, lindas e tão portuguesas, também gosto de coisas super simples. adoro o relógio de valor um tanto ou quanto mais elevado, mas que combinaria muito bem com o meu pulso. canecas “you and me” que ele nunca usaria, mas que eu faria questão que ele me desse (depois do relógio), um serviço de chá para um, português, preto e tão lindoooooo.
tantas coisas, parece mal pedir tanto, mas o melhor é dividir pelas aldeias e que cada uma destas peças encontre o caminho para a minha cama no dia treze de manhã… se não, enfim, dou o desconto de mais doze dias e encontrarem caminho para debaixo da árvore… mas não exageremos. 
que chegue o dia treze rápidamente!!!!
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it’s my birthday | december thirteenth

1 | 2 | 3 e 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9

faltam aqui umas coisinhas… as que eu me vou oferecer a mim própria! que valem tanto quanto as outras, como por exemplo a sessão fotográfica dos anos… e que bem que me sabe sentir-me única por um dia. no fundo eu não preciso de nada, mas também não sou tão zen que não goste de receber presentes. quero algumas coisas, mas se não vierem, virão outras e de alguma maneira chegarão a mim. desde um bolo lindo para o brunch dos meus anos, à viagem a milão que mesmo que certa, sabe-me a ouro, a tatuagem para que me lembre do que sou, da capa do telémovel que preciso, para a agenda que é necessária desde o primeiro dia, ás almofadas e máquina fotográfica que me ajudariam a ser mais feliz certamente!! eu sei lá… a lista poderia ser mais pequena, mas os desejos, esses são infinitos, para mim e para os que me circundam… 

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me | myself and i

brigida brito | fotografia
a partir do momento em que comecei o processo de destralhar, limpar e organizar-me melhor percebi que preciso de tempo para ficar quieta. nunca na minha vida foi tão importante parar. parar, ouvir o silêncio e não ter absolutamente nenhum objectivo naquele momento que não seja ouvir-nos… todos os dias acrescento mais um momento desses, o objectivo é perceber que existe tempo. minutos, horas até, de tempo numa semana, recuperados ao que chamávamos tempo livre, mas que não era nada mais, nada menos que o encher o tempo de tarefas como ir buscar os miúdos, ir aos correios, ir ao médico, ir ao supermercado, ir à farmácia, tratar de contas, prolongar o horário de trabalho com a desculpa que “adianto já isto”. a menos que seja as contas para pagar, nada do resto tem data limite. 
the kids are all right, tem sido o meu lema, mesmo querendo ter mil e um programas para os entreter, eles estão bem na escola mesmo que não os vá buscar assim que acabam de meter a última dentada do lanche na boca… eles querem brincar, precisam brincar e se for na escola com os amiguinhos então que seja. todos os dias vou a horas diferentes e recuperei com isso o meu tempo. o meu tempo que deixou se ser só tratar das unhas ou tratar de assuntos soltos, passou a ser eu e só eu. 

realizing you have time is probably the most chocking thing i have learnt since becoming a mother… almost as if you’d feel guilty if not taking that time and filling it with “things to do” and “entertaining the kids”, i’ve never thought of me as a “soccer mom”, those who cannot do anything besides arranging their social and activity life, but somehow i am slowly walking away from it and letting them be… the kids are all right and so am i.

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capire che hai tempo é stato piú dificile di quello che pensavo. non sono mai stata una mamma stressata che riempe il giorno con attivitá per i bimbi perché devonno essere sempre in movimento… piú che altro l’ho trascinato ovunque per le cose che dovevo fare io… peró, quello vuole dire lo stesso. usare quello tempo che hai libero tra lavoro e la scuola, per sederti e goderti il silenzio sará il tuo tesoro piú bello e quello che potrebbe darti di piú. i bimbi stanno bene, adesso sei tu. 

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keep calm and let go

e mais uma semana começa com tantas boas intenções apesar da chuva… apesar do rumo que o país poderá ou não tomar a partir do momento que temos um deputado do pan no parlamento… enfim.
mais uma semana de muitos arrumos, limpezas e controlo. todas as semanas recomeço um processo novo de organização, mesmo que a lista dos to-dos seja eterna e que já venha de trás de tal maneira rabiscada que só precise mesmo de um novo look, começo de novo, limpinha, sem erros nem correcções, pronta para reformular tarefas, ideias, planos e sugestões. é mais forte que eu, como se este meu amor a escrever, não quero escrever um livro quero apenas dar corda à mão, não me deixasse usar a mesma lista vezes sem conta e precisa de a reescrever para que a mente não se esqueça. 
o meu último exercício de memória é perdê-la. ultimamente tenho-me apercebido que guardo imensa coisa na cabeça, inútil. dá jeito para quem à minha volta perde coisas, ou já não se lembra de outras, não sabe se alguém faz anos ou se é preciso pagar uma conta qualquer não sei de quê… mas eu estou cansada de ser o hard disk externo dos outros e por isso mesmo o exercício de escrever tudo ajuda-me a ter sob controlo aquilo que quero ou não guardar na cabeça. é claro que, como tantas pessoas, a partir do momento que o escrevo, decoro-o e não me esqueço, mas há de vez em quando um momento em que digo “já não me lembro, vou ver…” e procuro nos cadernos, listas e lembretes e voilá, ali está o pormenor que não guardei na cabeça mas que soube mantê-lo por perto… isto, parece que não mas é um exercício terrívelmente difícil para mim. quem me conhece sabe que guardo tudo, associado aos mais estúpidos, estranhos, particulares pormenores, quase como uma cábula que em vez de estar escondida para um teste no liceu, está guardada na memória. também não vou perder isto de um dia para o outro, mas devagar se vai ao longe (já dizia o título do meu livro de português da segunda-classe) e com calma lá chegarei. perderei no processo tanta coisa à qual dei demasiado valor, mas a vida é feita disso mesmo… tudo no seu devido momento. 
agora só preciso de tempo e de coragem.

brigida brito fotografia | site | facebook 

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medos | fears

milano | andiamo a casa
chama-se medo a esta minha ansiedade, este meu nervoso, este meu pânico silêncioso. medo de voar. ando de avião desde os meus nove anos e frequentemente… mesmo… algures no meu talvez 138º voo dei comigo a agarrar o braço da cadeira como se fosse ser atirada dali, a rezar o terço para dentro e focada na asa que estava ao meu lado como se a pudesse controlar e impedir que caísse… levantei-me quando vi o sinal do cinto desaparecer e fui ter com uma hospedeira… “desculpe… mas acho que estou a ficar com medo de voar”, ela achou que não era nada… percebo-a, ela faz isto 5x ao dia, e pensei que fosse ridículo que eu estivesse assim… tinha eu 25 anos… agora, 10 anos depois sinto-me completamente rendida ao medo. por enquanto nenhum medo, ansiedade e pânico em relação a voar me impediu de voar. nunca deixei de ir a lado nenhum por isto… há voos piores e outros melhores. por exemplo a primeira x que vim de maputo, estava tão k.o. que dormi o voo todo… onze horas… nem queria acreditar… e que bom que foi voltar a ter segurança, mas o levantar deixa-me sempre com o coração na guela, caiem-me lágrimas, assim que sai o sinal do cinto levanto-me e vou ao wc… fico lá 5minutos e respiro fundo, ás vezes rezo, relaxa-me, peço um copo de água, maior parte das vezes dão-me um calmante fraquinho, conversam comigo e perguntam-me sempre onde estou sentada e que vão passando… eu não voo low cost por mil razões e mais algumas… esta é uma delas! 
já tentei analizar a coisa, mas desisti… cada voo é diferente, cada voo tenho a sensação que vou explodir de stress, e analiso tudo: sento-me à janela? fico no corredor? consigo comer? faz-me bem beber café? fico pela água? preciso de açúcar? vou falar com alguém? leio? vejo um filme? levo música?… o mais estranho é que há dez anos, antes daquele voo em que controlei a asa, eu chegava ao avião, trocava sempre de lugar para ocupar uns três sozinha, abria duas mesas para montar escritório e uma para a comida, demorava horas a almoçar, lanchava e tomava 4 cafés. dormia em voos de 2h e sabia os sons e movimentos do avião de cor. tinha a sensação que era eu que voava o monstro… mas agora… é tudo tão diferente… faltam cinco dias e eu já ando pensativa, não durmo bem e dou comigo a pensar como vou lidar com o voo e quantos calmantes vou tomar… não sei se preciso de ajuda, mas não posso ser a única… mais alguém? 

today’s post is not about architecture, though i may still throw in a interior design for there are updates to the boy’s bedroom, anyway… i feel like i need to deal with this thing i’m going through… flying! since i can remember i wanted to fly, i wished for it on a daily basis, i loved flying on airplanes because it literally was the closest i could get to this crazy dream. coming from a family where my grandmother was the first woman to get a plane permit in mozambique i secretly wished i could achieve such a moment by learning how to fly myself… with my arms. my relationship with airplanes went from when i was little to now, as crazy love to horrible fear.

i don’t really remember when it started but i have done the math and on what i think was my 138th flight i found myself taking off holding my breath and silently praying while i looked out the window and focused on the wing, as if i was stopping it from falling. i have no idea why… i don’t even have one bad experience that could justify such behavior. i tried to analyze it myself, but just keep making it worse, because every flight i take makes me literally think i will not make it for heart reasons. 
i am now five days always from flying and already i find myself a bit nervous, i can’t fall asleep quickly, i find myself telling myself to calm down, i am trying to decided if this time i will take some sort of drug to calm down, or drink whisky… if i should sit by the window and pretend i have control over the wing again, or if it’s better to just stay in the aisle and have easy access to hostess’ and bathrooms. should i or shouldn’t i let the whole plane know i am afraid, or try to keep it in for my children’s sake… i have no recipe for the perfect flight anymore. and this coming from someone who would literally occupy three seats in order to have two tables for “office space” and one for food. i used to lay down to sleep even on a 2h flight… i do not understand what happened along the way, but it did and i need to understand it in order to not scream as we go up… do you have any tricks? do you panic? do you cry? (‘cause i have…)
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me, myself and i | day one

they say a mother’s arms are made of tenderness and children sleep sound in them… but not tonight and not for the next 9 nights of my life. my boys, all three of them are gone for the week and i am still not sure i can handle the amount of time i will have to think. sit, stay and relax. it’s funny because when one becomes a parent, though you love your children you long for quiet time, you dream of romantic nights with him without worrying that you’ll have to wake up early with hungry for breakfast, cartoons and bike ride kids. i’ve had nights without my kids, usually not more than three without seeing them and in all these 4 and a half years only one night all by myself. it’s not like i need it to be happier, i am a dedicated mom and wife and i love what i bring to this family, i know i don’t really need free time, specially not this much… but then again. i have nine days left of my time and maybe just maybe i will enjoy it.
what really had me worried wasn’t the fact of having a whole week of being alone, it was the saying goodbye, the taking them to the airport and keeping that smile on when your children are so excited they can’t see anyone cry. i kept my cool saying goodbye, tried to be strong, but in the end with M and F hugged me tight just before passing the gate i let myself relax and i cried, and cried and cried and kept crying until three hours later i got a message saying they were ok, landed safely and we’re finally home… milan is home to the four of us, his home forever and mine for the last 11 years and for the boys it’s where the horizon is so far you can see all the way to lisbon. as soon as the msg arrived i felt a weight off of my shoulders as if afraid of letting go until i knew they were safely there… no one can understand this fear i have of flying, i don’t understand it myself most of the time and i wish i did because it would probably help a lot if i just knew why… but this is more than that, it’s the letting go that’s hard, the not seeing, the not being part of what they do… i think that’s why we mothers cry when they go to kindergarten and become people outside of our little world, letting your children on a plane with just dad is part of the process, probably even for dad, because maybe he also needs this, the responsibility the freedom of choosing and deciding everything… it gives us some control i sure deep down love it. i’m sure this will be good for him… for us.

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this is who i am

não sei bem como escrever este post sem correr riscos de parecer convencida, ou simplesmente parva, mas acabei de fazer anos, e sinto-me melhor do que nunca. sim, cansada, exausta fisicamente, com a cabeça cheia de tudo e mais alguma coisa, mas bem. gosto de quem sou! e quantas pessoas o dizem? acredito que muitas o sintam, dizer parece mal mas eu acabei de fazer anos e acho que o posso dizer…

eu todos os anos, desde há muitos anos, precisamente desde que passei a festejar o meu querido dia 13 sozinha e em pontos diferentes do mundo, foram 9 ao todo mais os últimos 3 que aqui já passei, que me prometi que eu mesma sei o que gosto e o que quero e preciso. adoro prendas, mas tenho um carinho especial por algo que eu escolho para mim, já foram peças de roupa que vi em outubro e esperei dois meses para as comprar, livros que comprei mas só no meu dia pude abrir e começar a ler, viagens compradas e ansiosamente esperadas a partir do dia 13, já foi um respirar de alívio pelas 12 semanas de gravidez, um corte de cabelo já muito preciso, e já foi o silêncio de acordar no meio do mato numa ilha deserta… enfim, tantos aniversários tão diferentes e tão meus. e este ano, não foi excepção… escolhi algo que nunca tinha feito, pelo menos não apenas para mim. escolhi ver-me!

a mariana megre percebeu-me logo quando lhe liguei e disse “quero fotos da andrea! não da mãe, não da arquitecta, não da outra tufi, não da esposa ou filha, quero apenas da andrea!”
esta sou eu, a que gosta de saias curtas, de tocar o cabelo, da letra A, de café. que gosta de rir, sorrir e ficar quieta. que é envergonhada, fala muito e que quer ouvir tudo.
esta sou eu. com trinta e quatro anos, eu gosto de mim.

  

i’m not really sure how i should write this post without sounding full of myself or just ridiculous, but i just had my birthday and i feel better than ever. sure, tired, exhausted, my head feels like it will explode, but i feel wonderful. i like who i am! and not many people say it out loud, but i think having just blown a few more candles on a birthday cake allows you to say whatever you feel like…

every year i give myself a present, it’s tradition since that first year i lived away from home, nine in total and three already back here, it’s somthing i promised myself a while ago that i know what i like, need and want. i love presents don’t get me wrong, but i save that special thing every year for me to give myself. from clothes i saw in october but waited until december to buy it, books i’ve bought before the day and kept it wrapped until then, plane tickes waiting for me to board away, twelve weeks of a special pregnancy, a haircut much needed and a wonderful gift of silence waking up in a deserted island… so many and so different, but so mine. this year was no exception… i picked something i had never done before, or shall i say never done for myself. i chose to see myself!

mariana megre understood me completely when i told her “i want photos of me, of andrea! not the mother, not the architect, not the other tufi, not the wife or daughter or sister, i want to just see andrea!” 
this is me, the girl who likes short skirts, to touch her hair, the letter A, coffee. who likes to laugh, smile and stay put. who is shy, who talks a lot and loves to listen to everything. 
this is me. i’m thirty four. i like me.

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learning to be me

…nunca uma semana me levou a questionar tanta coisa na minha vida acho eu, por mais coisas positivas que este último ano me trouxe, trouxe também consigo extras que fugiram do meu controle e aos quais eu dei tanta atenção que acabei por tropeçar noutras questões que não tinha previsto. não falo da sociedade onde me meti e onde me sinto cada vez mais em controle de tudo e mais segura da escolha que fiz, não falo da loja mais querida do bairro que é a nossa cara, não falo das escolhas que como mãe tomo todos os dias e vejo os frutos dessas mesmas decisões, mas o que me custa são as pessoas. não sei lidar bem com pessoas que enganam, que se deixam levar por mundos tão fantasiosos, não sei lidar bem com enganos, decepções e histórias sem nexo. justificações que são obviamente contraditórias deixam-me com os nervos à flor da pele, acumulado com pessoas que têm dificuldade em sorrir, ou em dizer “bom dia” faz com que esta última semana tenha sido umas das menos gratificantes nos últimos tempos.
o respeito que tinha por quem atende o público em geral cresceu obviamente desde que eu própria o faço o dia todo, todos os dias da semana, mas não de todo aceito aquelas que atendem mal encaradas, faço, fazemos as duas um enorme esforço, é esgotante, é cansativo, mas ninguém tem que pagar por esse cansaço, esforço-me diariamente para que tenha sempre um sorriso ou um ambiente positivo e cheio de energia na loja, não consigo sempre, mas tento, tento mesmo, e só não consigo pois o esforço não pode vir só de mim, não sou de pedra e há situações verdadeiramente difíceis. sorrisos talvez só mereçam certas pessoas, e acredito que quando se entre numa loja não sejamos obrigados a fazer sala, não exijo converseta com cada cliente, mas quero a devida atenção, quero que se sintam bem e tratarem-nos como as donas de uma loja linda com coisas amorosas, abertas a novas ideias, mas criativas, com ideias giras e com vontade de ajudar no que for preciso, não somos indiferentes aos gostos das pessoas e tratamos cada projecto como o único, os atrasos e imprevistos acontecem, não fosse isto tudo feito à mão e em colaboração com artesãos, pessoas únicas que nos ajudam a criar tudo tão lindo. não somos apenas empregadas de balcão, não somos escravas de ninguém e muito menos indiferentes a atitudes de exigência verdadeiramente arrepiantes, friezas que metem medo, atitudes muito mas mesmo muito tristes.
devia aprender a não levar nada a peito, assumir uma postura de “a loja é minha, nossa, quem manda sou eu e se não temos, azar”… mas eu não sou assim, não quero ser assim, e no entanto a este ritmo arrisco-me a um dia acordar sem vontade, sem paciência e essa pessoa não sou eu. talvez comece por mim, mudar esta minha incapacidade de esperar algo de bom nas pessoas… no fundo eu sei que são, mas ali naquele lugar assumem outra postura que eu não entendo, da mesma maneira que parece ser muito normal que tantas pessoas se auto proclamem senhoras de algum dom, coisa que eu pouco ou nada sou, mas não consigam depois demonstrar isso em pessoa porque o ecrã do computador ajuda tanto a criar egos enormes e cheios de força. pena que assim seja, porque depois só vivem disso. o confronto é difícil para todos mas eu prefiro mesmo assim o frente-a-frente e não desilusões virtuais. sei que eu tenho que aprender a proteger-me mais e a sofrer menos, a atender com ligeireza e aprender que eu não faço milagres e não posso assumir compromissos para agradar trombas e arrogâncias… mas não quero deixar de sorrir, por ninguém e por nada. quero ser eu. e quero que a minha loja, casa, vida seja a minha cara… a sorrir.

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A love | Amo

A|A|A|A|A|A
ando assim! apaixonada pelo que faço, pelo meu nome, aliás não… pela minha letra. desde sábado que ainda não parei de sorrir e hoje ainda há mais razões para continuar assim… feliz!
this is me! in love with what i do, with my name, no… my initial! i have been smiling non-stop since saturday and today is another day with other big news to come! yes… i’m happy!
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