baby boy three | segundo mês

acho que passei trinta dias a pensar nas maminhas, a falar de maminhas e a tratar das maminhas. passei um mês a tentar fazer com que dar de mamar não doesse, não massacrasse, não magoasse, não me fizesse chorar, nem gritar nem dizer palavrões… e ele cresceu, ficou gordinho, aprendeu a sorrir, faz um som que parece gargalhada, adora palrar, gosta de lhe mudem a fralda, relaxa quando o despimos e vestimos, tem olho azul, cabelo clarinho e muito, adora que se penteie, fica zen no banho dentro do balde, adormece sempre depois do banho, gosta de me ouvir cantar e vibra com o barulho dos manos, não diz um piu no colo do pai e sabe que ali se dormem sestas boas, gosta de passear na cozinha enquanto se faz o jantar e a chucha serve apenas para dizer que tem sono.

que mais…
ah, ainda mama… muito, com gosto e engasga-se de tanto leite que eu tenho para lhe dar… mas mãe sofre e sofre mesmo. vamos por partes…

amamentação: apesar das n tentativas para que tudo passe e melhore, para que eu relaxe a dar maminha, deixe que ter medo, parece que a coisa não vai passar disto. ainda tenho dores, mas já não vou na cantiga do “ele deve pegar mal”, finalmente à terceira expert de amamentação percebi que fiz ferida e enquanto essa não sarar, não há nada a fazer. mas eu apesar de parecer masoquista, também sei que para as sarar seria preciso parar de dar maminha, tirar sempre leite e viver basicamente dobrada sobre mim mesma e encher biberons, não quero… dou-lhe maminha de noite, e tento ao máximo tirar o que consigo, como tenho muito consigo encher logo para mais do que uma refeição, mas fico k.o., fico tão cansada, cheia de fome e vivo neste ritmo alucinante, mas ele está tão bem que nem imagino de outra forma. aceitei a dor que há um mês me pareceu impossível. tinha para mim o limite do 2º mês para lhe dar e depois tinha a certeza que ia deixar de dar, passava a leite em pó e passava a gozá-lo ainda mais… mas não consigo… ainda não fomos à consulta, mas temo que nem aí vou conseguir deixar… e seja o que a dor quiser. ando nisto…

cólicas: imeeeeeensas mas não é muito rabugento como foi há um mês, hoje já se controla melhor e apesar de ás vezes ficar muito tempo sem evacuar consegue estar tranquilo… é o menos para um bebé que é bonzinho e dorme muito bem

vacinas: nas primeiras, de hoje, do 2º mês, ele portou-se lindamente… já eu chorei. porque é que ainda não inventaram vacinas em modo spray, ou xarope? que maldade esta. mesmo não tendo chorado quase nada, eu odeio e tive mesmo que chamar a minha irmã para ir comigo. parece tolice, mas eu poupo-me ao que me faz impressão, já comigo é na boa tirar sangue, vacinas ou análises, olho sempre para a seringa sem problema nenhum… em bebés? odeio… e deixa-me muito incomodada. no fim quem deu colo foi o V à sua mãe!

noites: quero usar a palavra magníficas porque durmo um bloco de 6h e outro de 4h e ele adormece das duas x logo e sem precisar de mais nada se não de estar aconchegadinho na cama… não posso pedir mais. os manos fizeram noites de 5h de seguida só aos 5 meses e aos 6 meses é que passaram a dormir uma chamada de noite inteira que não deixava de ser acordarem de madrugada. o V com estes horários está acordado até mais tarde para que o pai o goze bem e acorda a tempo do ritmo escolar dos manos e faz parte da nossa rotina. encaixa na perfeição!

passeios: adora andar na rua! como os manos relaxa imenso com o ar da rua e não refila nunca quando o meto no sling ou no carrinho… ando imenso com ele na rua porque acredito que lhes faz optimamente bem andar na rua, ver gente, ouvir ruído de fundo… mal entramos em casa, acorda, chora e não se cala enquanto não comer! eu devia aprender a chegar a casa bem antes dele comer, mas eu também adoro andar no laréu! já foi jantar fora e quando mais rumor mais ele dorme profundamente!

trabalho: há dias muito bons, outros bons, outros péssimos para tentar trabalhar. o normal é trabalhar mais de noite quando o pai e os manos o namoram de tal maneira que nem percebem que eu cá estou!
mesmo assim, tenho que trabalhar todos os dias um bocado porque fico senil se não o fizer. não consigo não trabalhar!

Continue Reading

baby boy three | sling

SLINGS! a melhor coisa para embalar bebés! 
é talvez o produto que eu mais adoro a seguir a roupa em miniatura para bebés. se me ouvirem falar de slings ficam a saber as mil e uma vantagens para os bebés e para nós que os usamos e carregamos. ao contrário do sling, odeio ovinhos e chapéus-de-chuva… e para andar com um no braço é impossível andar com o outro na outra mão e o sling é perfeito para um excelente multi-tasking! ele no sling, guarda-chuva numa mão, saco das compras na outra! ou outros mil exemplos. 
quer sair de casa para ir buscar qualquer coisa rápida para comer? ir tomar um café? vai ali à farmácia e já volta? use um sling!
parece anúncio de televendas, mas eu vendo slings como pipocas! e sou apologista dos mesmos a 100%. há outras opções e acima de tudo cada uma, ou um (que os pais também gostam de os usar!), tem que saber o que prefere, tem que conhecer algumas opções antes de perceber bem o que gosta mais e com o qual se dá melhor… ou até o bebé, se bem que acredito que se nós tivermos confortáveis, eles estão ainda mais. 
passear com um bebé num sling é simplesmente delicioso, o calor, o mimo, o colo sem braços (já podem dizer ás avós que não dão demasiado colo ao vosso filho porque na verdade ele está num sling sem braços!), a ternura, a posição, o conforto e o aconchego é qualquer coisa inexplicável, parece apenas um pano onde se enfia uma criança, mas é muito mais que isso. para mim o sling serve não só para o tal multi-tasking e o tal colo sem ser colo, mas tem outras grandes vantagens. 
acredito que ajude imenso nas cólicas, a posição em que ficam no início é super confortável e ao estarem dobrados na posição quase fetal alivia imenso as dores de barriga e faz com que libertem os gases mais facilmente, atenção que não é a mesma posição do ovinho, pois o ovinho é muito mais duro e estão mais à larga… para os bebés que não gostam muito de chucha o sling é também um truque muito bom. ao estarem mais apertadinhos ficam mais seguros do meio ambiente, como a diferença entre meter um recém-nascido numa alcofinha ou logo numa cama de grades… eles precisam do conforto de um espaço mais pequenino e o sling permite que se sintam super seguros. ao se sentirem protegidos, introduzir uma chucha já não lhes parece tão estranho, não meto as mãos no fogo, mas experimentem insistir na chucha quando estão no sling… tenho quase a certeza que é muito mais fácil. 

 

sling | atelier da tufi
os manos passavam a vida no sling, os ovinhos nem saiam do carro e até quase aos 3 anos, sim, isso mesmo, andaram no sling, as posições vão mudando e o conforto adaptado à idade e necessidades do bebé. faço tudo com o sling, arrumo, estendo roupa, cozinho, vou à rua, ás compras, buscar os miúdos, enfim, faço tudo o que preciso de fazer com duas mãos tendo ao mesmo tempo um bebé lindo ao colo. não é para ficarem ali horas a fio, mas é sem dúvida uma maneira muito querida e eficaz de termos os nossos mini bonecos muito perto de nós e conseguirmos fazer tudo o resto. 

cinnamon buns e caffe latte | copenhagen coffee lab 
existem vários modelos de slings e outros tantos exemplos de babycarrying que podem experimentar, eu recomendo este. podem encontrar este modelo na #lojamaisqueridadobairro e se precisarem de ajuda ou do meu mini workshop, deixem aqui mensagem ou enviem email para info@atelierdatufi.com e combinamos uma hora para vos explicar tudo. claro que podem ir quando quiserem, mas eu recomendo sempre irem com o vosso bebé, seja em que idade for, mas quanto mais cedo melhor!! como os meus que andam no sling desde que saiem da maternidade. 
o amor destes slings também passa por poderem escolher os tecidos que quiserem e isso o Atelier da Tufi tem ás dezenas!! 

Continue Reading

baby boy three | sling

SLINGS! a melhor coisa para embalar bebés! 
é talvez o produto que eu mais adoro a seguir a roupa em miniatura para bebés. se me ouvirem falar de slings ficam a saber as mil e uma vantagens para os bebés e para nós que os usamos e carregamos. ao contrário do sling, odeio ovinhos e chapéus-de-chuva… e para andar com um no braço é impossível andar com o outro na outra mão e o sling é perfeito para um excelente multi-tasking! ele no sling, guarda-chuva numa mão, saco das compras na outra! ou outros mil exemplos. 
quer sair de casa para ir buscar qualquer coisa rápida para comer? ir tomar um café? vai ali à farmácia e já volta? use um sling!
parece anúncio de televendas, mas eu vendo slings como pipocas! e sou apologista dos mesmos a 100%. há outras opções e acima de tudo cada uma, ou um (que os pais também gostam de os usar!), tem que saber o que prefere, tem que conhecer algumas opções antes de perceber bem o que gosta mais e com o qual se dá melhor… ou até o bebé, se bem que acredito que se nós tivermos confortáveis, eles estão ainda mais. 
passear com um bebé num sling é simplesmente delicioso, o calor, o mimo, o colo sem braços (já podem dizer ás avós que não dão demasiado colo ao vosso filho porque na verdade ele está num sling sem braços!), a ternura, a posição, o conforto e o aconchego é qualquer coisa inexplicável, parece apenas um pano onde se enfia uma criança, mas é muito mais que isso. para mim o sling serve não só para o tal multi-tasking e o tal colo sem ser colo, mas tem outras grandes vantagens. 
acredito que ajude imenso nas cólicas, a posição em que ficam no início é super confortável e ao estarem dobrados na posição quase fetal alivia imenso as dores de barriga e faz com que libertem os gases mais facilmente, atenção que não é a mesma posição do ovinho, pois o ovinho é muito mais duro e estão mais à larga… para os bebés que não gostam muito de chucha o sling é também um truque muito bom. ao estarem mais apertadinhos ficam mais seguros do meio ambiente, como a diferença entre meter um recém-nascido numa alcofinha ou logo numa cama de grades… eles precisam do conforto de um espaço mais pequenino e o sling permite que se sintam super seguros. ao se sentirem protegidos, introduzir uma chucha já não lhes parece tão estranho, não meto as mãos no fogo, mas experimentem insistir na chucha quando estão no sling… tenho quase a certeza que é muito mais fácil. 

 

sling | atelier da tufi
os manos passavam a vida no sling, os ovinhos nem saiam do carro e até quase aos 3 anos, sim, isso mesmo, andaram no sling, as posições vão mudando e o conforto adaptado à idade e necessidades do bebé. faço tudo com o sling, arrumo, estendo roupa, cozinho, vou à rua, ás compras, buscar os miúdos, enfim, faço tudo o que preciso de fazer com duas mãos tendo ao mesmo tempo um bebé lindo ao colo. não é para ficarem ali horas a fio, mas é sem dúvida uma maneira muito querida e eficaz de termos os nossos mini bonecos muito perto de nós e conseguirmos fazer tudo o resto. 

cinnamon buns e caffe latte | copenhagen coffee lab 
existem vários modelos de slings e outros tantos exemplos de babycarrying que podem experimentar, eu recomendo este. podem encontrar este modelo na #lojamaisqueridadobairro e se precisarem de ajuda ou do meu mini workshop, deixem aqui mensagem ou enviem email para info@atelierdatufi.com e combinamos uma hora para vos explicar tudo. claro que podem ir quando quiserem, mas eu recomendo sempre irem com o vosso bebé, seja em que idade for, mas quanto mais cedo melhor!! como os meus que andam no sling desde que saiem da maternidade. 
o amor destes slings também passa por poderem escolher os tecidos que quiserem e isso o Atelier da Tufi tem ás dezenas!! 

Continue Reading

baby boy three | his corner

numa casa pequena não há muito por onde inventar, o baby V sempre foi destinado a ficar no quarto dos manos quando passasse à cama de grades, que no caso dos gémeos foi aos três meses porque eu já não distinguia os sons da noite dos deles, do meu respirar e do choro da fome, passava as noites a abrir os olhos a achar que estavam quase a acordar… como só comiam quando acordassem passei noites sem fechar um olho. com o V já decidimos que ao passar para o quarto dos manos tem que passar mais tarde, mais crescido e com noites mais longas, não só pelo espaço como acredito também que os manos precisam do sono, precisam do descanso estando eles numa ano importante, o da primeira classe. precisam do descanso e de noites bem dormidas. assim sendo criei o cantinho do Vasco no nosso quarto com alguns detalhes que adoro, simples, poucas coisas que quero que depois passem com ele para o quarto grande. 
em frente à nossa cama tínhamos uma parede branca, uma cómodas brancas e duas prateleiras brancas com algumas coisas. em cima da cómoda não tínhamos nada praticamente, usava-as mais para pousar o que fosse preciso que outra coisa. passou rapidamente a ter uma função, muda-fraldas e apoio do mesmo. destravei uns armários, mais outras cómodas espalhadas pela casa e as cómodas, seis gavetas passaram a ser todas do novo membro da família. como recebi tanta roupa e acessórios emprestados foi num instante que enchi tudo, mais um terço do armário dos manos que estava vazio.  sou muito prática, odeio exageros e principalmente na roupa gosto de ter suficiente sem exageros, mas com um novo bebé a nascer no inverno, coisa que desconhecia como era, preferi guardar tudo e ir aos poucos re-arrumando, re-pensando e meter de lado assim que já não servir. 

no cantinho do Vasco no nosso quarto metemos só peças que nos são queridas, principalmente da #lojamaisqueridadobairro que essa é minha e tão querida mesmo. cliquem nos link para verem de onde são as peças e prometo que encontram coisas ainda mais giras e podem todas, ou quase, ser personalizadas. os quadros das cidades são meus, feitos há muito em mente para o #babyboythree que terá sempre no sangue estas duas cidades tão nossas. mas o amor do quadro pequenino, do vasco pescador é da querida tia Marta que sabe como nos fazer sorrir e tem jeito para um mundo de coisas fantásticas! 
acho que o resultado, apesar do preto e branco que pode para muitos não ser o ideal para um bebé, ficou muito querido e perfeito para receber mais um rapaz nesta casa. mais tarde passará tudo para o quarto grande e aqui ficarão apenas os quadros das cidades que esses são da mãe e do pai e merecemos ter presente sempre de onde viemos e o que já vivemos. 

Continue Reading

baby boy three | his corner

numa casa pequena não há muito por onde inventar, o baby V sempre foi destinado a ficar no quarto dos manos quando passasse à cama de grades, que no caso dos gémeos foi aos três meses porque eu já não distinguia os sons da noite dos deles, do meu respirar e do choro da fome, passava as noites a abrir os olhos a achar que estavam quase a acordar… como só comiam quando acordassem passei noites sem fechar um olho. com o V já decidimos que ao passar para o quarto dos manos tem que passar mais tarde, mais crescido e com noites mais longas, não só pelo espaço como acredito também que os manos precisam do sono, precisam do descanso estando eles numa ano importante, o da primeira classe. precisam do descanso e de noites bem dormidas. assim sendo criei o cantinho do Vasco no nosso quarto com alguns detalhes que adoro, simples, poucas coisas que quero que depois passem com ele para o quarto grande. 
em frente à nossa cama tínhamos uma parede branca, uma cómodas brancas e duas prateleiras brancas com algumas coisas. em cima da cómoda não tínhamos nada praticamente, usava-as mais para pousar o que fosse preciso que outra coisa. passou rapidamente a ter uma função, muda-fraldas e apoio do mesmo. destravei uns armários, mais outras cómodas espalhadas pela casa e as cómodas, seis gavetas passaram a ser todas do novo membro da família. como recebi tanta roupa e acessórios emprestados foi num instante que enchi tudo, mais um terço do armário dos manos que estava vazio.  sou muito prática, odeio exageros e principalmente na roupa gosto de ter suficiente sem exageros, mas com um novo bebé a nascer no inverno, coisa que desconhecia como era, preferi guardar tudo e ir aos poucos re-arrumando, re-pensando e meter de lado assim que já não servir. 

no cantinho do Vasco no nosso quarto metemos só peças que nos são queridas, principalmente da #lojamaisqueridadobairro que essa é minha e tão querida mesmo. cliquem nos link para verem de onde são as peças e prometo que encontram coisas ainda mais giras e podem todas, ou quase, ser personalizadas. os quadros das cidades são meus, feitos há muito em mente para o #babyboythree que terá sempre no sangue estas duas cidades tão nossas. mas o amor do quadro pequenino, do vasco pescador é da querida tia Marta que sabe como nos fazer sorrir e tem jeito para um mundo de coisas fantásticas! 
acho que o resultado, apesar do preto e branco que pode para muitos não ser o ideal para um bebé, ficou muito querido e perfeito para receber mais um rapaz nesta casa. mais tarde passará tudo para o quarto grande e aqui ficarão apenas os quadros das cidades que esses são da mãe e do pai e merecemos ter presente sempre de onde viemos e o que já vivemos. 

Continue Reading

baby boy three | primeiro mês

o primeiro mês…

ainda só tens um mês e eu acho que já cá estavas há imenso tempo, parece que nunca não cá estiveste e parece que fazes parte dos nossos rituais, das nossas rotinas e horários há muito mais que um mês… e no entanto… tens 33 dias.

comecemos então pelas comparações… não posso deixar de falar deste primeiro mês do V sem me lembrar do que foi o primeiro mês dos manos M e F. as comparações entre os gémeos sempre foram a meu ver de evitar, recusava-me a ter que responder quando tinham trinta dias quem era o mais teimoso e mais independente, coisa que para o resto do mundo é muito importante saber… mas agora, faz todo o sentido. não num gesto de ver o que foi melhor ou pior, mas porque quero também aprender com o que fiz, deixei de fazer, não consegui fazer e espero vir a fazer desta vez.

a primeira grande questão é e foi a amamentação.
sempre disse que a conseguirem, dêem de mamar! o nosso leite a ser bom é mesmo bom, mas dramas não, nem para o oito nem para o oitenta… e certo e sabido, todas as crianças e maternidades são diferentes. os manos mamaram até aos 8 meses… mas quando todas as pessoas à minha volta diziam que ia ser impossível, que eu não ia ter nem leite, nem tempo nem cabeça para tal feito… pois talvez por isso mesmo cada vez que tinham que comer, vinham para cima de mim e prova superada… decidi parar por questões de trabalho e eles sem problema passaram para o biberon e leite artificial. não tive dores, tive duas mastites bem superadas, não me queixei mais do que uma pessoa se queixa do sono e de não dormir. agora… este bebé mama bem, eu continuo com leite para gémeos ou mais… mas as dores, ai as dores. como  possível ter dores destas?
eu tive cesarianas… não sei o que é um parto normal, não sei o que são contracções fortes, não sei o que é partir um membro, apenas sei que a dor mais forte que tive foi de uma enxaqueca… mas isto? as dores, a pele, o sangue, o medo da dor… nunca na vida imaginei. se acho necessário, não. ter dores não fazia parte dos meus planos nem sequer alguma vez pensei que ao sentir dor quisesse continuar a dar de mamar a um bebé… mas ele cresce, ele come bem, ele dorme bem, apesar das cólicas que me fazem estar horas a ouvi-lo chorar sem saber como o acalmar, imagino a ele… este baby saiu aos manos e é tranquilo… mas chega à hora e é ver-me quase chorar, espernear antes dele agarrar a maminha… já chorei muito, já gritei imenso, já disse tanto palavrão e mesmo assim deixo-o vir… porque… porque não? coitado, ele merece o que lhe faz bem, eu mereço tê-lo perto de mim, mas quanto tempo vou aguentar eu isto? não sei… mas tanto a obstetra como a pediatra pediram-me para aguentar mais dois meses, a minha irmã garante que isto vai ficar melhor e daqui a nada já não tenho dores nem ferida… mas eu não vejo o fim e não vejo como. se paro sinto-me péssima mãe ou no mínimo má pessoa, se continuo sinto que também não gozamos o momento a cem por cento porque dos vinte minutos de mama passo quinze a agarrar a mama de tal maneira com força para sentir outra dor em vez da dele. espero só que ele não perceba, que no fundo saiba que o faço por ele, que talvez até aguente bem mais que mais dois meses… mas que nunca me falte a vontade de lhe dar o que é meu e melhor, mas que no dia em que parar não me martirize e não me pressione porque tentei e tento sempre.

a chuva passou, o sol decidiu vir ver-nos e nós temos passeado, caminhado, almoçado fora, conhecido sítios novos para pequeno-almoço, sempre com os horários controlados pois com estas dores o meu à vontade para dar de mamar na rua diminui imenso e hoje em dia programo tudo para estar num local fechado e longe de quem me possa ver chorar, gritar ou mandar um po*** bem alto…

faltam trinta minutos para que ele tenha fome… “nevertheless she persisted“…esperemos

Continue Reading

baby boy three | primeiro mês

o primeiro mês…

ainda só tens um mês e eu acho que já cá estavas há imenso tempo, parece que nunca não cá estiveste e parece que fazes parte dos nossos rituais, das nossas rotinas e horários há muito mais que um mês… e no entanto… tens 33 dias.

comecemos então pelas comparações… não posso deixar de falar deste primeiro mês do V sem me lembrar do que foi o primeiro mês dos manos M e F. as comparações entre os gémeos sempre foram a meu ver de evitar, recusava-me a ter que responder quando tinham trinta dias quem era o mais teimoso e mais independente, coisa que para o resto do mundo é muito importante saber… mas agora, faz todo o sentido. não num gesto de ver o que foi melhor ou pior, mas porque quero também aprender com o que fiz, deixei de fazer, não consegui fazer e espero vir a fazer desta vez.

a primeira grande questão é e foi a amamentação.
sempre disse que a conseguirem, dêem de mamar! o nosso leite a ser bom é mesmo bom, mas dramas não, nem para o oito nem para o oitenta… e certo e sabido, todas as crianças e maternidades são diferentes. os manos mamaram até aos 8 meses… mas quando todas as pessoas à minha volta diziam que ia ser impossível, que eu não ia ter nem leite, nem tempo nem cabeça para tal feito… pois talvez por isso mesmo cada vez que tinham que comer, vinham para cima de mim e prova superada… decidi parar por questões de trabalho e eles sem problema passaram para o biberon e leite artificial. não tive dores, tive duas mastites bem superadas, não me queixei mais do que uma pessoa se queixa do sono e de não dormir. agora… este bebé mama bem, eu continuo com leite para gémeos ou mais… mas as dores, ai as dores. como  possível ter dores destas?
eu tive cesarianas… não sei o que é um parto normal, não sei o que são contracções fortes, não sei o que é partir um membro, apenas sei que a dor mais forte que tive foi de uma enxaqueca… mas isto? as dores, a pele, o sangue, o medo da dor… nunca na vida imaginei. se acho necessário, não. ter dores não fazia parte dos meus planos nem sequer alguma vez pensei que ao sentir dor quisesse continuar a dar de mamar a um bebé… mas ele cresce, ele come bem, ele dorme bem, apesar das cólicas que me fazem estar horas a ouvi-lo chorar sem saber como o acalmar, imagino a ele… este baby saiu aos manos e é tranquilo… mas chega à hora e é ver-me quase chorar, espernear antes dele agarrar a maminha… já chorei muito, já gritei imenso, já disse tanto palavrão e mesmo assim deixo-o vir… porque… porque não? coitado, ele merece o que lhe faz bem, eu mereço tê-lo perto de mim, mas quanto tempo vou aguentar eu isto? não sei… mas tanto a obstetra como a pediatra pediram-me para aguentar mais dois meses, a minha irmã garante que isto vai ficar melhor e daqui a nada já não tenho dores nem ferida… mas eu não vejo o fim e não vejo como. se paro sinto-me péssima mãe ou no mínimo má pessoa, se continuo sinto que também não gozamos o momento a cem por cento porque dos vinte minutos de mama passo quinze a agarrar a mama de tal maneira com força para sentir outra dor em vez da dele. espero só que ele não perceba, que no fundo saiba que o faço por ele, que talvez até aguente bem mais que mais dois meses… mas que nunca me falte a vontade de lhe dar o que é meu e melhor, mas que no dia em que parar não me martirize e não me pressione porque tentei e tento sempre.

a chuva passou, o sol decidiu vir ver-nos e nós temos passeado, caminhado, almoçado fora, conhecido sítios novos para pequeno-almoço, sempre com os horários controlados pois com estas dores o meu à vontade para dar de mamar na rua diminui imenso e hoje em dia programo tudo para estar num local fechado e longe de quem me possa ver chorar, gritar ou mandar um po*** bem alto…

faltam trinta minutos para que ele tenha fome… “nevertheless she persisted“…esperemos

Continue Reading
Close Menu
×
×

Cart