baby v at the hospital | day 3

13.01.2018 _ desde que chegamos que já te vi muito mal, melhor, quase bom para ao quarto dia perceber que vai ser longa ainda a nossa estadia. voltei de casa com mais energia, já te dei banho e li-te uma história mas tu preferes dormir… enquanto dormes eu arrumo a “casa”, olho para a cadeira e penso que vou ter mm que me habituar a dormir aqui. percebo agora que amanhã é domingo…

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baby v at the hospital | day 2

12.01.2018 _ dias sem fim . hoje durmo em casa, preciso sentir, ouvir e mimar os teus manos. vou com o coração pequenino, mas sei que ficas bem, com o pai que te adora que faria qq coisa por ti, com ele sei que dormes melhor por n me ouvires chorar baixinho, com ele vais acalmar por n sentires o quanto estou ansiosa… dorme bem meu pequenino, amanhã quando acordares já aí estou… agora preciso mm de dizer aos teus manos “voltei”

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baby v at the hospital | day 1

11.01.2018 _ associo estas paredes a tristeza, estes muros a desgostos, estas enfermeiras a cansaço e os médicos a dramas, associo este não-silêncio a medo, estas luzes sempre acesas a receio e todas estas interrupções a constante preocupação… tenho aqui um terço do meu coração e a cada minuto que passa lido pior com tudo isto. estou cansada, feita num caco, a precisar de te ter no colo sem sete fios e duas máquinas. tenho medo… sei que o sentes, mas não deixo de o ter. quero fugir daqui contigo mas melhor n posso fazer por ti. quero dizer aos teus manos para não chorarem, que estás bem, mas nem para isso tenho coragem. 
sim tens razão mundo, há coisas piores, mas este agora é o meu pequeno drama, e tudo o que sinto está concentrado aqui… 🙏🏼

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baby boy three | primeiras sopas

cebola . cenoura . batata | maçã
a fase dos primeiros alimentos é uma das mais giras. não há como dar um sabor novo a um bebé. com os manos adorei a experiência, gostavam de tudo e foram bebés muito bons para comer, foram e são. claro que agora são mais esquisitinhos, mas também podera, aos sete anos sabem que existe pizza e que sopa não tem a mesma piada! quando há um mês decidimos avançar com as primeiras sopas, coincidindo com o deixar de mamar, ao V, optei por seguir o mesmo método que segui com os manos, ou seja, fazer sopas de apenas um sabor, tendo por base cebola ou alho francês, para quase servir de “refogado sem azeite” para dar gosto, acabando com uma colher de café de azeite extra virgem cru quando está pronta para dar. aprendi isto com a minha sogra italiana e o que é certo é que os bebés cá de casa lambuzam-se todos. e é uma delícia ver… 

alho francês . courgette . batata doce | pêra
têm-me perguntado imenso sobre como e que sopas faço e como as conservo e a minha primeira resposta e mais rápida é logo “copinhos AVENT PHILIPS” porque sem estes, tenho 10 em casa, não conseguia nem ter noção das quantidades, nem capacidade para gerir as mais recentes das mais antigas. não gosto de fazer sopa para um mês, no máximo faço-lhe quatro doses de uma assentada, primeiro porque acho que os bebés têm sempre que ter um novo sabor/alimento cada três dias (assim tiramos logo dúvidas de gosto, consistência, alergias e eventuais desarranjos intestinais), e uma 4ª dose para o caso de ser preciso ir a algum lado e não ter tempo, um plano fora de planos e sabermos que há uma alternativa… mulher precavida… 

alho francês . cenoura . alface | banana

cebola . abóbora . cenoura | pêra . maçâ
a grande vantagem dos cominhos é mesmo a quantidade. saber que com cada copinho temos um almoço pronto é priceless. tira-me um peso de cima da organização familiar diária que nem vos digo. quando os gémeos começaram a comer fui logo comprar e na altura tinha uns maiores, mais altos, eram ideias para dois almoços, pareciam feitos para mim. esses acabei por os usar até aos três anos deles, fui deixando um aqui, outro ali, e sobraram-me dois dos dez, um tenho o chocolate em pó biológico que compro para que o possam meter no leite quando querem, o outro uso para o V quando a fruta é muito líquida, porque com a fruta não uso quantidade certa. dou-lhe a “sopa” muitas vezes tépida/ambiente e a fruta gosto de lhe dar com muita calma, e quanta ele quiser. normalmente já está cheio, mas delicia-se com o doce. 

alho francês . brócolos . courgete | manga

cebola . courgette . couve-flor | alperce

de tudo o que já comeu, e nisso também sai aos seus manos, só não achou muita piada à batata normal. percebo-o… mas já lhe disse “quando descobrires batatas no forno quero ver”. quando eu digo que dou apenas um sabor, visto eu ter escrito três ingredientes em cada imagem, é porque faço diferentes quantidades de cada um, e quando os provo quero que sobressaia mesmo o mais importante. odeio provar comida, mas nestes primeiros primeiro ano, faço-o sempre. quero que se lhe dou couve-flor, saiba a couve-flor, se for batata-doce e me souber a cenoura vou aumentando, o azeite extra virgem faz a diferença porque dá ênfase ao ingrediente mais importante e como faz muito bem à saúde meto-o cru, o chamado fio de azeite. assim tenho a certeza que quando começar a misturar mais coisas o paladar está exercitado e reconhece tudo. a papaia também não teve muito sucesso e parece que a ameixa (não tenho foto… actualizada) também não vai ser uma fruta preferida, coisa que os manos só provaram aos dois anos porque em moçambique não havia…

que é todo um processo de aprendizagem, lá isso é, mas é das coisas que mais adoro… ver bebés a crescer, a experimentar coisas novas e a ver reacções, olhares e acima de tudo como é reconfortante saber que também isto aprendem de nós, comer!

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baby boy three | sexto mês

seis meses… já és tanto e tão pequenino. já preenches a nossa vida em cheio e em tudo o que fazemos fazes parte dela também. já és tão pessoa aqui em casa como qualquer um de nós. já tens cama no quarto dos rapazes, já usas a banheira grande, tens cadeirinha na mesa de jantar, tens um cabide na casa-de-banho, outro na entrada e tens um lugar reservado para os teus sapatos quando começares a usar. já tens prato de sopa, prato raso, caneca, copo e talheres… tens brinquedos só teus. tens gavetas só para ti e no armário dos manos deixou-se uma das portas só para ti. já és tanto e tão pequenino.
só passaram seis meses e no entanto já fazes tantas coisas, deixaste de mamar, deixaste-me voltar ao trabalho, arranjaste a babá mais querida do mundo, já te sentas, parlas o dia todo, já tens sestas bem definidas, almoças e lanchas, queres mais sling do que carrinho, chamas por nós, esticas os braços para que te levem, sabes quando alguém chegou a casa, ficas muito contente quando vês os manos e crianças em geral fazem-te feliz. 
foi o primeiro mês de volta ao trabalho, e ninguém mais do que nós os dois sabe o que isso me custou… desabafei contigo tantas vezes e mesmo quando sorris só porque eu olho para ti, foi bom ter com quem falar. foi difícil e ainda o é por vezes, mas quem sabe não passa e tudo fica mais fácil porque te vejo feliz. fazes-me companhia todos os dias quando volto a correr para casa, somos uma mini equipa quando vamos buscar os manos, quando chegamos a casa e coordenamos as tropas. adoras ficar de olho num mano enquanto eu trato do outro, adoras estar na cozinha com o pai enquanto ele faz o jantar, o terraço ao final do dia é o teu sítio preferido e já regas as plantas com o pai antes de ires para a cama. acordas de manhã e o primeiro sorriso é para os manos que ainda dormem, sabes perfeitamente quem são. 
deixaste de ser bebé recém-nascido. agora comes à mesa, já podes entrar na minha fase preferida, a que envolve pão e bolachas!! não tarda estaremos à mesa com outras 11 pessoas, tios e primos e avós italianos e vais delirar com a confusão!! eu vou desesperar… mas tu… tu vais amar! 

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baby boy three | quinto mês

cinco meses durou este momento, foi um momento, no entanto não passou a correr. foi uma fase, uma fase boa, nossa, tão cheia e tão precisa. acabou esta e começam tantas outras. hoje (ontem) fizeste cinco meses e eu percebi que durante este tempo combatemos tanto e encontramos um equilíbrio só nosso… esse ninguém nos tira, nada nem ninguém nos tira o teu início, a minha dor, a tua espera, a tua paciência, a minha perseverança, o meu choro, os meus palavrões, os meus medos, os meus queixumes e lágrimas, o teu primeiro sorriso apesar do sofrimento, a tua gargalhada apesar da minha luta, o teu crescimento apesar da dúvida. ninguém nos fará esquecer o que foi querer dar-te de comer e ter medo de te ter tão perto. o que foi chorar, berrar mesmo sabendo que te fazia bem.

se à nossa volta nos diziam para parar e eu lutava para no meu fundo encontrar o botão do desligar o leite materno para poder parar com algo que me fazia sofrer, hoje, passados 150 dias, sei que a nossa missão foi cumprida. queria dar mais, mas também sempre quis dar mais e bem dado, com calma, sem nada para além de tempo… não foi assim, já aqui o disse pelo menos outras quatro vezes, em cada mês que passava fazia uma avaliação… nunca consegui parar, hoje talvez diga que ainda bem, mas tantas vezes me perguntei porquê… afinal, a resposta é simples, por ti.

há três dias que acordas durante a noite e quando te dou a maminha, recusas… bebes leite em pó… e eu choro, agora com todo um outro tom e sentimento, não de falha, caramba, não falhei, acho que não falhei, mas de pena porque no fundo foi uma batalha, se bem que superada, o meu coração de mãe diz que podíamos ter ido mais longe, mas como se hoje voltei ao trabalho? como se eu ando nervosa? ansiosa? e com tantas saudades tuas?… tu já o sentias e acredito que seja o teu modo de me dizer “mãe, pare, já chega”

o leite, meu, ainda existe, ainda tenho e bem, vou deixar secar naturalmente, já não o sinto subir há uns dias, mas sei que o tenho ainda. vou fazer como aos teus irmãos, com calma, deixar de pensar nisso, ao pouco não to dar e aos poucos deixar que essa fase deixe saudades.

começaste as sopas e fruta mais cedo, bem mais cedo que os manos, mas porque para beberes mais leite em pó preferi introduzir comida verdadeira, tem sido uma delícia ver-te provar tudo com gosto e com cuidado, sujas-te imenso, metes todos os dedos à boca, mas não cospes nem vomitas e choras entre colheres, há que manter um ritmo e um andamento típico de qualquer criança vinda do lado paterno. que bom que é ver-te crescer, bem, saudável, feliz e tão bem acompanhado.
estamos a fazer alguns sacrifícios para que não sintas este meu retorno, ou abandono, e que tudo à tua volta seja o mais natural possível… com pena minha foi abrupto e sinto que não o fiz da melhor maneira, mas que seja agora assim e que todos os momentos contigo sejam sempre de qualidade e que deixem boas memórias a todos. que sejas feliz acompanhado desta tropa que vai tentar manter-nos todos a funcionar e que sejamos capazes de estar tranquilos e serenos com as decisões que tomarmos para ti e contigo.

mais um mês de um bebé tão doce. obrigada v, por tudo, por ti.

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quarto mês | babyboythree

Quando ontem postei a imagem dos quatro meses do V logo recebi msgs a perguntar como estava a saga da amamentação! Parece que deixei bem impresso o drama que isso foi… e não deixou de ser. a grande diferença entre o primeiro mês e agora é sem dúvida a dor constante. Essa já era.. e o sol apareceu. Estar em permanente dor e não poder sair de casa foi sem dúvida o pior de tudo, quando o sol apareceu apesar de ainda haver dor, há mais vontade de sair… hoje, aos quatro meses o V passa mais tempo fora de casa comigo, claro, do que dentro e para a cabeça faz toda a diferença, a minha!

Essa dor constante desapareceu realmente, mas a pega, essa não a consegui corrigir e mesmo não achando que já é tarde para o fazer, já não me ralo tanto. ele come muito bem, de noite mama e tiro leite quando consigo, mais ou menos duas x por dia, e quando saio de casa levo leite em pó, não faço dramas, não deixo de lhe dar maminha e consigo sempre que posso tirar para que tome o meu caso eu precise sair ou estiver com o peito ainda muito sensível. Isso não desapareceu. A sensação de ter leite a mais ainda não desapareceu, mas cheguei a um equilíbrio, principalmente mental, o meu. Hoje em dia, eu e o baby V somos melhores juntos do que fomos há 3 meses. Consultei quatro CAMs e apenas na última vi luz ao fundo do túnel, obrigada Francisca da Let’sGrowUp, porque me abriu os olhos quanto ao que realmente era importante, sarar as feridas para sarar a mente. Enquanto eu tivesse feridas não havia volta a dar e para sarar seria preciso algum distanciamento dele para que o peito descansasse…

Redescobrimo-nos os dois e hoje neste equilíbrio tranquilo e pacífico para ambos, somos mais fortes e mais unidos que nunca, de tal maneira que ao contrário dos manos… este, se me vê a sair de perto dele choraminga, se o pai lhe pega ao colo e o vira para a frente… e me vê, chora! vai com facilidade para outros colos, mas não quer estar nunca sozinho.

Ri-se como se não houvesse amanhã e põe toda a gente a rir. É delicioso vê-lo interagir connosco e com todos. É daqueles que adora que as velhotas interajam com ele nos cafés e no bairro já faz as delícias dos vizinhos que o vêm todos os dias.

E aos quatro meses, tivemos já uma constipação para curar… nunca tive um bebé tão pequenino doente e por isso apanhou-me de surpresa, mas na verdade é um querido. Apesar de doente, dorme muito e pede mais colo, mas é amigo da sua mãe.

Continua a ser um doce, continua a ser bonzinho, a fazer noites longas e comer muito bem, seja onde for com quem for. Com ele aprendi já imensa coisa… recomeçar é sempre bom, sempre preciso. E que bom que é todos os dias ver este bebé por perto, abraça-lo até à gargalhada, e cheirá-lo até mais não.

Os manos continuam apaixonados, mais calmos nas reacções connosco pais, e sempre muito ternurentos com o mano. Querem que ele cresça depressa para saberem o que faz e como faz o quê um bebé! Querem que se vire, que gatinhe, que ande, que fale e que saiba tudo sobre star wars e o benfica. Gostam muito dele, é o que mais me dizem durante o dia, mas apesar da idade sei que não têm noção de muita coisa, principalmente da fragilidade dele… mesmo assim, dou-lhes tarefas para me ajudarem, nunca envolvendo fraldas lol, mas coisas como tomarem conta dele enquanto estou com um dos manos no banho, brincar com ele enquanto eu estou a tentar trabalhar, lerem-lhe histórias enquanto eu estou na cozinha… é bom. Era só isto… era só isto que eu queria.

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baby boy three | terceiro mês

durante este terceiro mês já não me apeteceu falar mais do assunto da amamentação, as dores continuaram, a feridas não fecharam e eu pouca paciência tenho para falar sempre do mesmo… houve alguma esperança mesmo antes da páscoa, mas foi sol de pouca dura. a solução foi mesmo ocupar-me ao máximo, passear sem rumo horas a fio e tentar não pensar no assunto até ao último segundo para que o momento fosse o mais natural possível, com dores ou sem dores o importante é dar-lhe de comer e isso eu não lhe podia recusar.

mas o terceiro mês não foi de todo só isso, foi uma descoberta de coisas novas. as mãos, os manos e a gargalhada. as mãos, essas coisas gordinhas e boas de morder, metem-se na boca e sabem tão bem. o pai entra em pânico a imagina-lo a chuchar no dedo, já eu deixo-o, não pelo dedo, mas porque é bom vê-lo descobrir o corpo e as mãos são mesmo de se morder. quando for mais preciso e chegar ao dedo talvez o pare… até lá, deixem-no. a descoberta dos manos foi aos poucos, de repente já não mama tranquilo porque os procura, já não quer ficar sozinho no tapete e espreguiçadeira porque os procura, se os ouve, pára e se os vê pisca os olhos qual cachorrinho que percebe que vai à rua!

e para mim o melhor é mesmo o rir sem parar, a gargalhada silenciosa e o espernear quando ri muito como se todos corpo fizesse o som que fará não tarda e nos vai derreter o coração. sempre bem disposto, com os seus momentos mais chatos e menos tranquilos é um bebé bom, amigo dos sonhos e das noites, amigo dos passeios intermináveis no sling com o pai, amigo das idas e vindas da escola, e muito amigo da mãe com quem conversar incessantemente.

recomeçar passado seis anos a tratar de um bebé tem sido uma descoberta, nem sempre fácil nem simples, claramente não é tudo novo, apesar de tudo manusear um bebé não é agora tão assustador como foi manusear os gémeos mais pequeninos e tão estranho para ambos. agora, é tudo novo simplesmente porque o V é bastante diferente dos manos e agora é tudo diferente na nossa vida. tenho tempo para ele como nunca tive para nenhum dos manos individualmente. lembro-me que quando um dos manos acordava já com 6 meses depois da sesta, eu “raptava-o” para o jardim e dizia apenas à babá “leve-me o outro ao jardim quando acordar” porque queria muito gozar um sozinho, independentemente de qual era, era importante que me tivesse só para ele. agora o V é outra coisa, tem-me só para ele todo o dia, e somos uma mini equipa de tarefas domésticas e trabalho. a alcofa passou a ser uma continuação da minha mesa de trabalho e eu sento-me com uma mão no teclado  e a outra nas bochechas mais fofas de sempre, a meter a chucha, a fazer festinhas e a embalar. tudo se pode fazer apenas com uma mão e se assim não fosse não conseguiria trabalhar durante esta “licença”.

o que é certo é que tem sido muito bom ver este pequeno ser crescer, rir, falar e aos poucos brincar. faz as delícias de todos e é sem dúvida lindo, fofo, muito querido e social. dorme bem, come bem… não me posso queixar de todo. tem os seus momentos mas até agora houve sempre razão para os choros, para as irrequietações, para os horários curtos e para precisar de colo e enquanto assim for melhor. as comparações com os manos este mês não as há, parece-me tudo bastante igual e dito isto bastante normal. o V é maior de tamanho, ás vezes apetece-me pô-lo sentado e lembro-me que não tem 6 meses mas sim 3 e será esta a maior diferença com os manos, é maior, mais pesado e não tão frágil como eles eram nesta altura. mas todos com três meses começaram a meter as pernas ao léu, o calor chegou e apesar de estarem em hemisférios diferentes, ver bebés com roupas frescas é sempre muito bom.

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baby boy three | presente dos manos

pedi aos manos mesmo antes do V nascer que fossem pensando em pequenos presentes para lhe darmos ao longo do primeiro ano, em cada mês. eu tratava de arranjar ou comprar, mas eles escolhiam. tem sido um amor,  ouvi-los falar do que querem dar no próximo mês. têm tendência a propôr ou coisas muito queridas, de bebé ou logo adereços de star wars.

no primeiro pediram uma almofadinha nuvem das que existem lá na #lojamaisqueridadobairro com etiquetas para eles tocarem e sentirem diferentes toques e é tão fofa que percebo perfeitamente. quiseram meter na cómoda onde lhe mudamos a fraldas, mas já foi promovida para a cama dele agora que já não dorme à noite na alcofa, passa o dia na sala com ela. a nuvem é um amor e claro, aproveitei para a mandar fazer nos tons lá de casa, em cinzas claros para que seja neutra, sempre a pensar no quarto deles no futuro.

o V ainda não liga muito mas que não pense que não notámos que adora dormir encostado a ela a sesta da tarde, não tarda já a agarra e já a morde! ansiosa por mais…

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baby boy three | segundo mês

acho que passei trinta dias a pensar nas maminhas, a falar de maminhas e a tratar das maminhas. passei um mês a tentar fazer com que dar de mamar não doesse, não massacrasse, não magoasse, não me fizesse chorar, nem gritar nem dizer palavrões… e ele cresceu, ficou gordinho, aprendeu a sorrir, faz um som que parece gargalhada, adora palrar, gosta de lhe mudem a fralda, relaxa quando o despimos e vestimos, tem olho azul, cabelo clarinho e muito, adora que se penteie, fica zen no banho dentro do balde, adormece sempre depois do banho, gosta de me ouvir cantar e vibra com o barulho dos manos, não diz um piu no colo do pai e sabe que ali se dormem sestas boas, gosta de passear na cozinha enquanto se faz o jantar e a chucha serve apenas para dizer que tem sono.

que mais…
ah, ainda mama… muito, com gosto e engasga-se de tanto leite que eu tenho para lhe dar… mas mãe sofre e sofre mesmo. vamos por partes…

amamentação: apesar das n tentativas para que tudo passe e melhore, para que eu relaxe a dar maminha, deixe que ter medo, parece que a coisa não vai passar disto. ainda tenho dores, mas já não vou na cantiga do “ele deve pegar mal”, finalmente à terceira expert de amamentação percebi que fiz ferida e enquanto essa não sarar, não há nada a fazer. mas eu apesar de parecer masoquista, também sei que para as sarar seria preciso parar de dar maminha, tirar sempre leite e viver basicamente dobrada sobre mim mesma e encher biberons, não quero… dou-lhe maminha de noite, e tento ao máximo tirar o que consigo, como tenho muito consigo encher logo para mais do que uma refeição, mas fico k.o., fico tão cansada, cheia de fome e vivo neste ritmo alucinante, mas ele está tão bem que nem imagino de outra forma. aceitei a dor que há um mês me pareceu impossível. tinha para mim o limite do 2º mês para lhe dar e depois tinha a certeza que ia deixar de dar, passava a leite em pó e passava a gozá-lo ainda mais… mas não consigo… ainda não fomos à consulta, mas temo que nem aí vou conseguir deixar… e seja o que a dor quiser. ando nisto…

cólicas: imeeeeeensas mas não é muito rabugento como foi há um mês, hoje já se controla melhor e apesar de ás vezes ficar muito tempo sem evacuar consegue estar tranquilo… é o menos para um bebé que é bonzinho e dorme muito bem

vacinas: nas primeiras, de hoje, do 2º mês, ele portou-se lindamente… já eu chorei. porque é que ainda não inventaram vacinas em modo spray, ou xarope? que maldade esta. mesmo não tendo chorado quase nada, eu odeio e tive mesmo que chamar a minha irmã para ir comigo. parece tolice, mas eu poupo-me ao que me faz impressão, já comigo é na boa tirar sangue, vacinas ou análises, olho sempre para a seringa sem problema nenhum… em bebés? odeio… e deixa-me muito incomodada. no fim quem deu colo foi o V à sua mãe!

noites: quero usar a palavra magníficas porque durmo um bloco de 6h e outro de 4h e ele adormece das duas x logo e sem precisar de mais nada se não de estar aconchegadinho na cama… não posso pedir mais. os manos fizeram noites de 5h de seguida só aos 5 meses e aos 6 meses é que passaram a dormir uma chamada de noite inteira que não deixava de ser acordarem de madrugada. o V com estes horários está acordado até mais tarde para que o pai o goze bem e acorda a tempo do ritmo escolar dos manos e faz parte da nossa rotina. encaixa na perfeição!

passeios: adora andar na rua! como os manos relaxa imenso com o ar da rua e não refila nunca quando o meto no sling ou no carrinho… ando imenso com ele na rua porque acredito que lhes faz optimamente bem andar na rua, ver gente, ouvir ruído de fundo… mal entramos em casa, acorda, chora e não se cala enquanto não comer! eu devia aprender a chegar a casa bem antes dele comer, mas eu também adoro andar no laréu! já foi jantar fora e quando mais rumor mais ele dorme profundamente!

trabalho: há dias muito bons, outros bons, outros péssimos para tentar trabalhar. o normal é trabalhar mais de noite quando o pai e os manos o namoram de tal maneira que nem percebem que eu cá estou!
mesmo assim, tenho que trabalhar todos os dias um bocado porque fico senil se não o fizer. não consigo não trabalhar!

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