andrea | abc

Tem sido tão bom ver a reacção ao meu trabalho, de quem já me conhecia, obrigada pelo apoio que perceberam logo ser preciso e ser tão bem vindo, de quem não me conhece e que finalmente me vê como eu sou sem nada que me prende ou prende a imaginação. 
Desde dezembro que estou em modo Freelancer e tem sido magnífico trabalhar sozinha, o que na verdade nunca acontece e sem querer entrar em pormenores que podem provocar azia, neste momento sinto-me tão bem e tão bem acompanhada por quem me enche a alma, enche o coração e enche os dias de trabalho!
A reacção tem sido tão positiva que só faz com que eu acredite cada vez mais que o que vem por aí é bem melhor do que já passou e por isso há que fazer para que não desilude! 
Vou mostrando por aqui o que tenho feito, enquanto a loja online não abre por estar em mãos de “analfabeta na matéria”, eu, e não só… eu sou a minha pior cliente! Se esta loja nunca aparecer, não estranhem, ela vai aparecer, mas eu sou muito picuinhas… 

Estes ABCs são personalizáveis e foram a ideia mais engraçada de refazer os quadros de letras dos oftalmologistas que eu adoro e que vejo com regularidade, não fosse eu um bocadinho vesga! Que acham? as encomendas têm sido mais que muitas e eu estou a adorar fazer o que gosto e voltar a escrever datas e dados que nunca nenhuma mãe quer esquecer, mas que precisa sempre ir ver ao livrinho do bebé! É o peso, o peso é o dado mais chato de lembrar parece! 
Para encomendar o seu envie email para a.portugaldeveza@gmail.com, só preciso dos dados e da cor que prefere! Sigam no instagram os que vou publicando! 

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it’s my birthday | 37

mini sessão . seis anos e vinte e oito semanas | mariana megre fotografia 

que seja o único ano em que partilho o meu dia de anos com outras pessoas… e que se o deva fazer que seja só e apenas convosco, os meus três pequenos homens. há quanto tempo andávamos à espera que eu estivesse bem disposta para passarmos uma manhã com a mariana, a fazer a nossa sessão anual dos manos… este ano em maio foi quase impossível, tentámos mas os meus enjoos e aquele tempo sinistro entre chuva, vento e nuvens cinzentas fizeram com que a vontade faltasse e o entusiasmo fugisse do nosso controlo… lá nos rendemos e esperámos que o verão passasse para descobrir que afinal o que nós queríamos era uma barrigudinha já notável, dois manos já a saber ler e um dia de outono que mais parecia pleno verão. e que bom que soube sair de casa pela fresquinha, ir ao maat sem filas, antes da cidade acordar e ver o rio, assim como se ainda ninguém o tivesse descoberto nem que soubesse que havia parte da cidade tão espectacular como esta.

calor, arquitectura, lisboa, rio tejo, manos, barriga e uma mãe bem disposta!

e hoje faço anos.

o que eu adoro fazer anos. de há uns anos para cá que neste dia preciso ser mimada preciso de me ver como os outros me veêm e quem melhor do que usa máquinas fotográficas e faz parar o tempo durante uns momentos. que magnífico presente receber logo de manhã estas imagens, ver-nos juntos, saber que vem aí mais um e que eu nunca estive tão bem acompanhada. as cores, os sorrisos, o tom, o calor, já não estamos bronzeados mas o branco faz-nos bem, que morenos que eles são, que crescidos, que miúdos queridos de sua mãe… e que vontade de vos ver com o mano nos braços, ao colo e a chamar por vocês.

e eu hoje faço anos…

grávida como há seis anos, mais cansada, mais needy de mimos sejam eles de chocolate ou de mozzarella ou de colo, mas pronta para o próximo ano. vai ser um ano diferente, mas eu continuo igual… nos meus anos acho sempre que estou bem, olho para o que se passou e apesar de tudo, tenha sido triste, estranho, difícil, gratificante, feliz ou alegre ,precisa de análise e chegar a este dia com um sorriso na cara e dizer, valeu a pena.

o balanço entre ser andrea, mulher, mãe, profissional, empreendedora é dos mais difíceis que já vivi, e no entanto já não sei o que é ser apenas uma destas coisas, tudo faz sentido assim, talvez seja demais, talvez pudesse ser menos mas não o saberia ser nem o quereria ser. não sou eu se não for assim. tenho desejos para mim mesma todos os anos, o balanço é feito agora, é perceber que apesar dos medos, ansiedades e reticências tudo o que faço o faço em pleno, a cem por cento e confiante que disso tirarei o que me levará em frente. não gosto de me martirizar, escolhi esta profissão, escolhi este trabalho, escolhi estes filhos, esta casa, este bairro, este país, este percurso e é aqui que eu quero estar e é aqui que eu serei em pleno, eu. a minha vida já deu voltas, daquelas de que nos viram do avesso e que boas voltas essas foram. tudo o que sou, fui eu que o escolhi para mim… mesmo que algumas voltas tenham vindo por surpresa, vieram porque eu assim permiti.

que eu saiba sempre manter o equilíbrio, que eu saiba sempre parar e respirar fundo, que eu saiba sempre ver o que tenho de bom acima do que tenho de menos bom… que eu nunca esqueça o que aqui me trouxe e o que daqui levo.

eu hoje faço anos e estou bem.

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it’s my birthday | 37

mini sessão . seis anos e vinte e oito semanas | mariana megre fotografia 

que seja o único ano em que partilho o meu dia de anos com outras pessoas… e que se o deva fazer que seja só e apenas convosco, os meus três pequenos homens. há quanto tempo andávamos à espera que eu estivesse bem disposta para passarmos uma manhã com a mariana, a fazer a nossa sessão anual dos manos… este ano em maio foi quase impossível, tentámos mas os meus enjoos e aquele tempo sinistro entre chuva, vento e nuvens cinzentas fizeram com que a vontade faltasse e o entusiasmo fugisse do nosso controlo… lá nos rendemos e esperámos que o verão passasse para descobrir que afinal o que nós queríamos era uma barrigudinha já notável, dois manos já a saber ler e um dia de outono que mais parecia pleno verão. e que bom que soube sair de casa pela fresquinha, ir ao maat sem filas, antes da cidade acordar e ver o rio, assim como se ainda ninguém o tivesse descoberto nem que soubesse que havia parte da cidade tão espectacular como esta.

calor, arquitectura, lisboa, rio tejo, manos, barriga e uma mãe bem disposta!

e hoje faço anos.

o que eu adoro fazer anos. de há uns anos para cá que neste dia preciso ser mimada preciso de me ver como os outros me veêm e quem melhor do que usa máquinas fotográficas e faz parar o tempo durante uns momentos. que magnífico presente receber logo de manhã estas imagens, ver-nos juntos, saber que vem aí mais um e que eu nunca estive tão bem acompanhada. as cores, os sorrisos, o tom, o calor, já não estamos bronzeados mas o branco faz-nos bem, que morenos que eles são, que crescidos, que miúdos queridos de sua mãe… e que vontade de vos ver com o mano nos braços, ao colo e a chamar por vocês.

e eu hoje faço anos…

grávida como há seis anos, mais cansada, mais needy de mimos sejam eles de chocolate ou de mozzarella ou de colo, mas pronta para o próximo ano. vai ser um ano diferente, mas eu continuo igual… nos meus anos acho sempre que estou bem, olho para o que se passou e apesar de tudo, tenha sido triste, estranho, difícil, gratificante, feliz ou alegre ,precisa de análise e chegar a este dia com um sorriso na cara e dizer, valeu a pena.

o balanço entre ser andrea, mulher, mãe, profissional, empreendedora é dos mais difíceis que já vivi, e no entanto já não sei o que é ser apenas uma destas coisas, tudo faz sentido assim, talvez seja demais, talvez pudesse ser menos mas não o saberia ser nem o quereria ser. não sou eu se não for assim. tenho desejos para mim mesma todos os anos, o balanço é feito agora, é perceber que apesar dos medos, ansiedades e reticências tudo o que faço o faço em pleno, a cem por cento e confiante que disso tirarei o que me levará em frente. não gosto de me martirizar, escolhi esta profissão, escolhi este trabalho, escolhi estes filhos, esta casa, este bairro, este país, este percurso e é aqui que eu quero estar e é aqui que eu serei em pleno, eu. a minha vida já deu voltas, daquelas de que nos viram do avesso e que boas voltas essas foram. tudo o que sou, fui eu que o escolhi para mim… mesmo que algumas voltas tenham vindo por surpresa, vieram porque eu assim permiti.

que eu saiba sempre manter o equilíbrio, que eu saiba sempre parar e respirar fundo, que eu saiba sempre ver o que tenho de bom acima do que tenho de menos bom… que eu nunca esqueça o que aqui me trouxe e o que daqui levo.

eu hoje faço anos e estou bem.

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it was my birthday | 36

oficina colectiva | site | facebook
quem me conhece sabe que eu nunca deixaria passar este dia sem o fazer notar. sou daquelas que andaria na rua com um balão gigante com a idade que faço sem problema nenhum… andaria? não, ANDO! andei! porque fazer anos, é mesmo apenas um dia por ano e esse dia, normalmente é só nosso! eu gosto muito de o dizer ao mundo! 
este ano fiz exactamente isso, andei de balões na rua, gigantes e literalmente com a idade que tenho… amei! porque não vale a pena esconder nada, não sei se mostro a idade mas pouco ou nada me altera o sistema nervoso… adoro fazer anos independentemente de ter estes ou outros balões na mão. a minha avó… adorou fazer anos até aos noventa e quatro e eu serei igual. por isso já sabem… a partir de outubro lá estarei no vosso caminho para vos lembrar que dia 13 de Dezembro está quase a chegar!
a Oficina Colectiva mais uma vez deixou-me invadir o estaminé para compôr um brunch para amigos, família e quem quisesse entrar! não sou de grandes festas, não sou de grandes eventos, gosto disto de momentos de porta aberta em que quem quiser pode vir e estar um pouco à conversa. o ano passado correu lindamente e este ano não ficou atrás, mesmo com os miúdos doentes, consegui viver o momento sem pressas e com chuva como requer a tradição. só no hemisfério sul é que não tive chuva nos meus anos… mas no norte, faz parte! 

gosto sempre de decorar um pouco o espaço embora seja já tão especial, vintage e tão acolhedor, mas eu preciso de dar-lhe mais um toque, deixando sempre tudo para que eles tenham decoração para o natal que começa só no dia a seguir ao meu! juntei pequenas coisas que adoro, as tasselgarland da pieceofpaper, as bases de bolo da almagémea, os balões da pakaparty, o bolo de bolacha homenageando a minha querida avó da padariaportuguesa, os macarons fenomenais mais o bolo mini lindo da cakecakecake. os pormenores são mesmo isso, apontamentos de coisas que me fazem sorrir e suspirar de tão queridos. não é preciso mais… só os amigos.  

piece of paper | facebook

cake cake cake | facebook

nem todos os anos correm bem todo o ano, por vezes acabam pior do que começaram, mais tristes ou mais stressantes, desde que tenho uma loja esta altura leva-me à loucura e não pela positiva… outras vezes há tanta coisa boa a acontecer que nem damos pelo tempo passar… mas no dia treze eu paro sempre! seja durante a semana ou ao domingo, o que eu quero é falar de mim! claro que penso no ano que passou, no que vai começar, no que sinto, no que quero, no que fiz e vou fazer, mas no meu dia no fundo eu só quero que seja um dia MEU. sou das que responde a TODAS as mensagens, seja por sms, watsapp, facebook, o que for… se me dedicaram três segundo, eu dedico cinco e adoro! dizem que vivo para isto… têm razão, talvez até demais, mas eu preciso e gosto tanto! 
será do dia, será do signo, será de mim… o que for, faz-me bem. e agora siga que faltam mais 365 dias para fazer 37! eu depois aviso com a devida antecedência… em outubro!

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it was my birthday | 36

oficina colectiva | site | facebook
quem me conhece sabe que eu nunca deixaria passar este dia sem o fazer notar. sou daquelas que andaria na rua com um balão gigante com a idade que faço sem problema nenhum… andaria? não, ANDO! andei! porque fazer anos, é mesmo apenas um dia por ano e esse dia, normalmente é só nosso! eu gosto muito de o dizer ao mundo! 
este ano fiz exactamente isso, andei de balões na rua, gigantes e literalmente com a idade que tenho… amei! porque não vale a pena esconder nada, não sei se mostro a idade mas pouco ou nada me altera o sistema nervoso… adoro fazer anos independentemente de ter estes ou outros balões na mão. a minha avó… adorou fazer anos até aos noventa e quatro e eu serei igual. por isso já sabem… a partir de outubro lá estarei no vosso caminho para vos lembrar que dia 13 de Dezembro está quase a chegar!
a Oficina Colectiva mais uma vez deixou-me invadir o estaminé para compôr um brunch para amigos, família e quem quisesse entrar! não sou de grandes festas, não sou de grandes eventos, gosto disto de momentos de porta aberta em que quem quiser pode vir e estar um pouco à conversa. o ano passado correu lindamente e este ano não ficou atrás, mesmo com os miúdos doentes, consegui viver o momento sem pressas e com chuva como requer a tradição. só no hemisfério sul é que não tive chuva nos meus anos… mas no norte, faz parte! 

gosto sempre de decorar um pouco o espaço embora seja já tão especial, vintage e tão acolhedor, mas eu preciso de dar-lhe mais um toque, deixando sempre tudo para que eles tenham decoração para o natal que começa só no dia a seguir ao meu! juntei pequenas coisas que adoro, as tasselgarland da pieceofpaper, as bases de bolo da almagémea, os balões da pakaparty, o bolo de bolacha homenageando a minha querida avó da padariaportuguesa, os macarons fenomenais mais o bolo mini lindo da cakecakecake. os pormenores são mesmo isso, apontamentos de coisas que me fazem sorrir e suspirar de tão queridos. não é preciso mais… só os amigos.  

piece of paper | facebook

cake cake cake | facebook

nem todos os anos correm bem todo o ano, por vezes acabam pior do que começaram, mais tristes ou mais stressantes, desde que tenho uma loja esta altura leva-me à loucura e não pela positiva… outras vezes há tanta coisa boa a acontecer que nem damos pelo tempo passar… mas no dia treze eu paro sempre! seja durante a semana ou ao domingo, o que eu quero é falar de mim! claro que penso no ano que passou, no que vai começar, no que sinto, no que quero, no que fiz e vou fazer, mas no meu dia no fundo eu só quero que seja um dia MEU. sou das que responde a TODAS as mensagens, seja por sms, watsapp, facebook, o que for… se me dedicaram três segundo, eu dedico cinco e adoro! dizem que vivo para isto… têm razão, talvez até demais, mas eu preciso e gosto tanto! 
será do dia, será do signo, será de mim… o que for, faz-me bem. e agora siga que faltam mais 365 dias para fazer 37! eu depois aviso com a devida antecedência… em outubro!

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keep calm and let go

e mais uma semana começa com tantas boas intenções apesar da chuva… apesar do rumo que o país poderá ou não tomar a partir do momento que temos um deputado do pan no parlamento… enfim.
mais uma semana de muitos arrumos, limpezas e controlo. todas as semanas recomeço um processo novo de organização, mesmo que a lista dos to-dos seja eterna e que já venha de trás de tal maneira rabiscada que só precise mesmo de um novo look, começo de novo, limpinha, sem erros nem correcções, pronta para reformular tarefas, ideias, planos e sugestões. é mais forte que eu, como se este meu amor a escrever, não quero escrever um livro quero apenas dar corda à mão, não me deixasse usar a mesma lista vezes sem conta e precisa de a reescrever para que a mente não se esqueça. 
o meu último exercício de memória é perdê-la. ultimamente tenho-me apercebido que guardo imensa coisa na cabeça, inútil. dá jeito para quem à minha volta perde coisas, ou já não se lembra de outras, não sabe se alguém faz anos ou se é preciso pagar uma conta qualquer não sei de quê… mas eu estou cansada de ser o hard disk externo dos outros e por isso mesmo o exercício de escrever tudo ajuda-me a ter sob controlo aquilo que quero ou não guardar na cabeça. é claro que, como tantas pessoas, a partir do momento que o escrevo, decoro-o e não me esqueço, mas há de vez em quando um momento em que digo “já não me lembro, vou ver…” e procuro nos cadernos, listas e lembretes e voilá, ali está o pormenor que não guardei na cabeça mas que soube mantê-lo por perto… isto, parece que não mas é um exercício terrívelmente difícil para mim. quem me conhece sabe que guardo tudo, associado aos mais estúpidos, estranhos, particulares pormenores, quase como uma cábula que em vez de estar escondida para um teste no liceu, está guardada na memória. também não vou perder isto de um dia para o outro, mas devagar se vai ao longe (já dizia o título do meu livro de português da segunda-classe) e com calma lá chegarei. perderei no processo tanta coisa à qual dei demasiado valor, mas a vida é feita disso mesmo… tudo no seu devido momento. 
agora só preciso de tempo e de coragem.

brigida brito fotografia | site | facebook 

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keep calm and let go

e mais uma semana começa com tantas boas intenções apesar da chuva… apesar do rumo que o país poderá ou não tomar a partir do momento que temos um deputado do pan no parlamento… enfim.
mais uma semana de muitos arrumos, limpezas e controlo. todas as semanas recomeço um processo novo de organização, mesmo que a lista dos to-dos seja eterna e que já venha de trás de tal maneira rabiscada que só precise mesmo de um novo look, começo de novo, limpinha, sem erros nem correcções, pronta para reformular tarefas, ideias, planos e sugestões. é mais forte que eu, como se este meu amor a escrever, não quero escrever um livro quero apenas dar corda à mão, não me deixasse usar a mesma lista vezes sem conta e precisa de a reescrever para que a mente não se esqueça. 
o meu último exercício de memória é perdê-la. ultimamente tenho-me apercebido que guardo imensa coisa na cabeça, inútil. dá jeito para quem à minha volta perde coisas, ou já não se lembra de outras, não sabe se alguém faz anos ou se é preciso pagar uma conta qualquer não sei de quê… mas eu estou cansada de ser o hard disk externo dos outros e por isso mesmo o exercício de escrever tudo ajuda-me a ter sob controlo aquilo que quero ou não guardar na cabeça. é claro que, como tantas pessoas, a partir do momento que o escrevo, decoro-o e não me esqueço, mas há de vez em quando um momento em que digo “já não me lembro, vou ver…” e procuro nos cadernos, listas e lembretes e voilá, ali está o pormenor que não guardei na cabeça mas que soube mantê-lo por perto… isto, parece que não mas é um exercício terrívelmente difícil para mim. quem me conhece sabe que guardo tudo, associado aos mais estúpidos, estranhos, particulares pormenores, quase como uma cábula que em vez de estar escondida para um teste no liceu, está guardada na memória. também não vou perder isto de um dia para o outro, mas devagar se vai ao longe (já dizia o título do meu livro de português da segunda-classe) e com calma lá chegarei. perderei no processo tanta coisa à qual dei demasiado valor, mas a vida é feita disso mesmo… tudo no seu devido momento. 
agora só preciso de tempo e de coragem.

brigida brito fotografia | site | facebook 

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a letter

death is a difficult thing for anyone, it is very tricky… it is not as clear as it seems, and feels so unnatural, more than it should. one of the most natural things in the world becomes one of the most horrible and strange thing you ever go through. some mourn, some question, some cry, some get angry, some trauma, some even celebrate… but we all go through it, one time or another. 
it is also one of the most selfish things we go through in life too… we are sadden by their death, but more about our loss, we remember them but we can’t imagine going through life without them, we miss them, but we cry for what they mean to us… it is a strange but needed process to be able to aknowledge someone’s death… the realization that they are gone, forever. 
no matter how they went, suddendly, tragically, by choice, by disease, slowly or in a blink of an eye… it always hurts, it always makes us feel hurt, sad and most of all lonely. mostly because we realize everything that we have done lately seems so small, shallow sometimes even ridiculous compared to what that person has just gone through before death… how scared were they, by themselves before it happened, while we were watching tv comfortable in our house, how did it all happen without a soul around to hold his hand while we were sound asleep… questions flow in but answers don’t and we’ll live in doubt for a while… but just a while. nothing goes back to what it used to exactly, but we will go back to our lives, remembering on occasion what that loved one meant and still means to us, but our lives do go on, they have to somehow. it is difficult i am sure, for i have experienced it myself. i go through all the stages except celebrating… i have still to learn to do that. though i have lost loved ones in different stages of my life, some have become now amazing memories of what we had and how they were, and not so much of how they died… which can leave such hurt. 
we do not get better at dealing with death as we get older, we just cry less and understand more, but it still hurts a lot and i believe it scares us more than when we were little, because immagination is part of a child’s process of coping with a loved one dying… as for adults, there is no image of a beautiful garden or a lost paradise or of a secret hideout… there is yes, an empty space at the dinner table, a empty bed, a phone number you’ll never call again, a joke that made him laugh, an awkward silence when someone mentions his name, a short lived life and a future gone… there is no believing in happiness beyond, there is a brutal reality of “never again”… so yes, it is one of the most selfish things you have to go through in life, realizing who you are without them… but memories keep those who have gone in our hearts forever, and smiles seem brighter, and hugs seem warmer when remembered after days, weeks, months and years gone by.
we do get through it, we do go back to our lives because thankfully we can, mourning is a process but not a way of life. for those who have lost someone dear to them today, i send all of my love for i will do what i can to lessen the hurt, to make you smile and be there to give you time. andrea

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a letter

death is a difficult thing for anyone, it is very tricky… it is not as clear as it seems, and feels so unnatural, more than it should. one of the most natural things in the world becomes one of the most horrible and strange thing you ever go through. some mourn, some question, some cry, some get angry, some trauma, some even celebrate… but we all go through it, one time or another. 
it is also one of the most selfish things we go through in life too… we are sadden by their death, but more about our loss, we remember them but we can’t imagine going through life without them, we miss them, but we cry for what they mean to us… it is a strange but needed process to be able to aknowledge someone’s death… the realization that they are gone, forever. 
no matter how they went, suddendly, tragically, by choice, by disease, slowly or in a blink of an eye… it always hurts, it always makes us feel hurt, sad and most of all lonely. mostly because we realize everything that we have done lately seems so small, shallow sometimes even ridiculous compared to what that person has just gone through before death… how scared were they, by themselves before it happened, while we were watching tv comfortable in our house, how did it all happen without a soul around to hold his hand while we were sound asleep… questions flow in but answers don’t and we’ll live in doubt for a while… but just a while. nothing goes back to what it used to exactly, but we will go back to our lives, remembering on occasion what that loved one meant and still means to us, but our lives do go on, they have to somehow. it is difficult i am sure, for i have experienced it myself. i go through all the stages except celebrating… i have still to learn to do that. though i have lost loved ones in different stages of my life, some have become now amazing memories of what we had and how they were, and not so much of how they died… which can leave such hurt. 
we do not get better at dealing with death as we get older, we just cry less and understand more, but it still hurts a lot and i believe it scares us more than when we were little, because immagination is part of a child’s process of coping with a loved one dying… as for adults, there is no image of a beautiful garden or a lost paradise or of a secret hideout… there is yes, an empty space at the dinner table, a empty bed, a phone number you’ll never call again, a joke that made him laugh, an awkward silence when someone mentions his name, a short lived life and a future gone… there is no believing in happiness beyond, there is a brutal reality of “never again”… so yes, it is one of the most selfish things you have to go through in life, realizing who you are without them… but memories keep those who have gone in our hearts forever, and smiles seem brighter, and hugs seem warmer when remembered after days, weeks, months and years gone by.
we do get through it, we do go back to our lives because thankfully we can, mourning is a process but not a way of life. for those who have lost someone dear to them today, i send all of my love for i will do what i can to lessen the hurt, to make you smile and be there to give you time. andrea

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this is who i am

não sei bem como escrever este post sem correr riscos de parecer convencida, ou simplesmente parva, mas acabei de fazer anos, e sinto-me melhor do que nunca. sim, cansada, exausta fisicamente, com a cabeça cheia de tudo e mais alguma coisa, mas bem. gosto de quem sou! e quantas pessoas o dizem? acredito que muitas o sintam, dizer parece mal mas eu acabei de fazer anos e acho que o posso dizer…

eu todos os anos, desde há muitos anos, precisamente desde que passei a festejar o meu querido dia 13 sozinha e em pontos diferentes do mundo, foram 9 ao todo mais os últimos 3 que aqui já passei, que me prometi que eu mesma sei o que gosto e o que quero e preciso. adoro prendas, mas tenho um carinho especial por algo que eu escolho para mim, já foram peças de roupa que vi em outubro e esperei dois meses para as comprar, livros que comprei mas só no meu dia pude abrir e começar a ler, viagens compradas e ansiosamente esperadas a partir do dia 13, já foi um respirar de alívio pelas 12 semanas de gravidez, um corte de cabelo já muito preciso, e já foi o silêncio de acordar no meio do mato numa ilha deserta… enfim, tantos aniversários tão diferentes e tão meus. e este ano, não foi excepção… escolhi algo que nunca tinha feito, pelo menos não apenas para mim. escolhi ver-me!

a mariana megre percebeu-me logo quando lhe liguei e disse “quero fotos da andrea! não da mãe, não da arquitecta, não da outra tufi, não da esposa ou filha, quero apenas da andrea!”
esta sou eu, a que gosta de saias curtas, de tocar o cabelo, da letra A, de café. que gosta de rir, sorrir e ficar quieta. que é envergonhada, fala muito e que quer ouvir tudo.
esta sou eu. com trinta e quatro anos, eu gosto de mim.

  

i’m not really sure how i should write this post without sounding full of myself or just ridiculous, but i just had my birthday and i feel better than ever. sure, tired, exhausted, my head feels like it will explode, but i feel wonderful. i like who i am! and not many people say it out loud, but i think having just blown a few more candles on a birthday cake allows you to say whatever you feel like…

every year i give myself a present, it’s tradition since that first year i lived away from home, nine in total and three already back here, it’s somthing i promised myself a while ago that i know what i like, need and want. i love presents don’t get me wrong, but i save that special thing every year for me to give myself. from clothes i saw in october but waited until december to buy it, books i’ve bought before the day and kept it wrapped until then, plane tickes waiting for me to board away, twelve weeks of a special pregnancy, a haircut much needed and a wonderful gift of silence waking up in a deserted island… so many and so different, but so mine. this year was no exception… i picked something i had never done before, or shall i say never done for myself. i chose to see myself!

mariana megre understood me completely when i told her “i want photos of me, of andrea! not the mother, not the architect, not the other tufi, not the wife or daughter or sister, i want to just see andrea!” 
this is me, the girl who likes short skirts, to touch her hair, the letter A, coffee. who likes to laugh, smile and stay put. who is shy, who talks a lot and loves to listen to everything. 
this is me. i’m thirty four. i like me.

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