where to stay | essaouira

Essaouira foi a surpresa do meu ano| Se soubessem há quantos anos queria ir a Marrocos podiam imaginar melhor o bom que foi finalmente meter lá os pés!

Anos mesmo…

meteu-se pelo meio viver no hemisfério sul e entretanto ter três filhos. Não é que não tenha havido tempo físico para irmos, mas de repente percebemos que tinhamos de facto adiado mais do que esperado…

terrace of the Riad Madada Mogador

Para uma família como nós, que se divide em dois países, um dos quais Itália, por si só já merece ser visitada com tempo, o resto do mundo parece ainda mais longe. Enfim… conseguimos.

Chegamos num voo directo Lisboa-Marrakech, mas seguimos logo com transfer pago para Essaouira, cidade costeira virada para o Atlântico, o meu querido Atlântico…

Por questões de trabalho e tempo, não me pude dedicar a tudo no plano da viagem, mas confiei nos melhores, a Blue Olive foi top nesta organização e saímos de Lisboa com voos, hotéis e transfers (aeroporto-essaouira essaouira-marrakech marrakech-aeroporto) tudo pago e organizado de modo a podermos gozar as cidades como quiséssemos sem grandes stresses.

Foi tão simples, apesar das minhas indecisões, e tudo muito bem escolhido!!! Mega ajuda!

ervanária e oléos de argan … uma loja que é um mundo
portas e mais portas e mais portas para lugares mágicos

Essaouira,

foi até aos anos 60 conhecida como Mogador, nome dado pelos Portugueses, no entanto adaptado do nome original Bérbere. Chegámos em 1506, mas desde aí teve influências dos ingleses, franceses e holandeses, talvez por isso achei a cidade muito europeia e muito descontraída, aberta a todos apesar da imensa cultura muçulmana. Foi uma surpresa e tanto.

Eu que já tinha estado na Palestina, senti que aqui também me sentia em casa.

Lembrou-me Lisboa e percebo porque os mouros ficaram pela minha cidade tanto tempo, talvez porque também em Marrocos existem lugares assim, virados para o mar, com uma brisa particular, gente acolhedora, um caos calmo perfeito.

Cidade de mar com uma praia maravilhosa, ventosa qual Guincho em dias de vento, areal enorme, marginal com cafés e pessoas a passear, correr e simplesmente a ver o tempo passar…

Foram dois dias intensos, vimos tudo, mas queriamos mais claro, já tinhamos “o café”, o restaurante preferido, não abrimos o mapa a não ser nas primeiras duas horas, e deixamo-nos conquistar por um lugar apetecível e onde proclamamos as palavras que marcam um lugar como nosso, “vamos comprar casa”!

Se com estas palavras mudássemos de vida, não parávamos quietos, apenas querem dizer que estamos prontos a ver-nos ali, que nos sentimos que aquele lugar podia ser nosso.

Um ciade pequena, ou pelo menos a Medina, com vista para o oceano, que mais quereria eu de férias? Apenas comer ainda melhor! Adoro comida árabe, libanesa, marroquina, tirando os doces que não percebo muito bem… (raio do abuso da amêndoa), os pratos salgados são de se babar, temos uma lista os dois de pratos onde mergulhávamos de tão bons e em Essaouira acrescentámos o “tagina de peixe com molho de cebola roxa, canela, ameixa e amêndoa”… assim de repente era doce, melaço e tão bom! Querem dicas? Aqui vão.

Visitar Essaouira com um mapa leva 3h, numa manhã está a Medina vista, o que conta é perder-se, deixar-se ir. Beber chá com o senhor que vende especiarias no mercado do peixe, tomar o único café “bica” da cidade numa praça perdida nas traseiras do mercado dos tapetes, jantar no primeiro restaurante por onde passamos a caminho do que nos foi recomendado apenas pelo cheiro, entrar e ter a refeição da vida.

O pequeno e acolhedor restaurante “La Petit Perle” foi assim, passei à porta e pedi para ficarmos ali, algo que cheirasse tão bem, não podia ser mau e de certeza que o facto de estar cheio com apenas uma mesa para dois livre era algum sinal… e foi mesmo.

Parecia estarmos em casa de alguém para jantar, comida óptima e ambiente magnífico mais os três litros de chá de menta que bebi super açucarado, mas que para mim é sinal de ambiente mourisco.

O jantar que nos fez comer e chorar por mais, o tal do peixe que só provando foi o “Ramsés”, vazio com música ao vivo e a chamar por mim. Do nada lá fomos parar e apesar de ter ficado com as dicas de restaurantes que me deram por provar… tenho a certeza que sou eu que lhes vou acrescentar à lista estes dois pequenos segredos.

La Petit Perle . restaurant
La Petit Perle . restaurant

Aqui vivia sem problema, aqui saberia gerir o tempo, o silêncio e o som do mouetzin quando chama para oração. Aqui vi turistas, entre marroquinos, entre ex-pats com a mesma calma e vontade de conhecer tudo como vi onde já vivi… aqui consigo ver um futuro e seria bom.

Sobre Essaouira quero ainda msotrar as praias e mais fotografias lindas… em breve!

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tra.pé.zio | #Ttalk . viver das redes

Mais uma edição do #Ttalk no Tra.pé.zio, uma conversa que nos deixou de coração cheio.

Viver das Redes não é só e apenas trabalhar com e para o instagram/facebook. Quando se pensa em viver das redes pensa-se logo em influencers, vips, bloggers (se ainda existem) que se comprometem a criar conteúdo para marcas… por troca de dinheiro, serviços e produtos.

Este é um dos lados das redes, aquele mais profissional, mais distante e até mais falso se quisermos, apenas porque os distancia de quem o partilha. Quem nunca achou estranho que um dia às 10h tantas vips das redes publiquem a mesma marca, o mesmo produto e acham todos que é “óptimo”? . Ninguém ingora o facto de haver obviamente um marketing por trás à caça de posts e quem já não reparou que há gente atrás das marcas para qualquer tipo de colaboração? No entanto, com moderação e um tanto de realismo, por vezes é a melhor forma de comunicar algo a partir de alguém real e não a imagem perfeita de um anúncio de televisão.

Este #Ttalk, o segundo já com este tema, trouxe outros mini temas à mesa, a parte técnica, logística da redes, algritmos e de truques, todas nós queremos chegar mais rápido, mais facilmente e mais pessoas JÁ, mas o que o grupo desta sessão trouxe à mesa foi também uma grande preocupação por chegar MELHOR.

Que mensagem queremos passar quando publicamos nas nossas redes, visualmente o que queremos transmitir, vale a pena atropelarmo-nos sem pensarmos bem nas consequências que isso pode ter em quem nos vê, lê e queremos inspirar? Para além dos números, dinheiro ou seguidores, o que queremos ganhar com o que publicamos?

Como gestora de redes sociais, tenho imenso cuidado com o que a marca que eu represento quer, não só de vendas vivem as redes, aliás acredito que quanto menos viver de vendas e mais interactiva for com o seu público, por conseguinte mais facilmente os leva a comprar algo que lhes conquista antes de ser vendável. A imagem não é só a preocupação com o bonito e alinhado, mas sim com a mensagem e a ligação que tem com a sua comunidade… e foi a essa mesma comunidade que demos tanta importância desta segunda edição do #Ttalk Viver das Redes, aquela que nos permite comunicar com quem nos inspira e se deixa inspirar com o que comunicamos.

Senti em pleno essa partilha naquela manhã já de outuno, com uma mesa a convidá-lo em pleno e aceitar a mudança, porque no fundo a mudança também foi tema, aquela sensação de por termos mudado de vida, por escolha ou não, qual o passo a tomar perante as redes quando queremos criar algo nosso do início…

Tenho a sorte de viver momentos únicos. Dou o tudo para que quem os viva comigo sinta boa energia, emoções e partilhas especiais. Rodear-me de quem me acrescenta e faz de mim uma pessoa melhor é só a melhor parte do meu sorriso.

Obrigada a todas

as que participaram neste momento único e espero que tenham levado daqui tanto quanto quisemos partilhar.

Tra.pé.zio . Andrea Portugal Deveza . Raquel Fortes . Catarina Beato | Pequeno-almoço de Raquel Fortes e Joana Trigueiros | Fotografias de Vera Moser Barreto

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fox&june | sharing and inspiring

Estou sem voz por ter vivido um fim de semana em cheio, sim falei muito mas também pude ouvir tanto… no #sharingandinspiring do @foxandjune este sábado na @casadopico tenho a certeza que o tempo parou, que aquele grupo de pessoas, miúdas giras, tinha que ali estar naquele preciso instante… a partilha foi tão sincera que houve emoção pura, uma sensação de #belonging pura e mágica.

Sou de emoções fortes, vivo tudo intensamente, às vezes dou demais, outras vezes recebo tanto… ainda me comove pensar nas histórias que ouvi, nas libertações que algumas pessoas tiveram que viver, das incertezas de certos momentos na vida e da tristeza de não saber como seguir em frente…

Também batalhei por quem sou e pelo que faço, sei bem o que é tirarem-nos o tapete mas dizer que afinal esse tapete não faz falta nenhuma e só cria alergias… eu acredito nas pessoas que conheci este sábado, senti a força que têm e a coragem que procuram…

Obrigada Francisca e Joana por este momento… se o pensaram assim ao milímetro ou se foram os astros, não sei… mas sei que hoje somos todas mais fortes.

As conversas fluem sempre melhor quando há petiscos, seja a que hora for estas cores, sabores e informalidades de estarmos sentadas no chão de perna cruzada, embrulhadas em mantas e juntas para sentirmos o calor humano têm tudo para dar certo…

É quando nos sentimos assim confortáveis que partilhamos mais e o melhor de nós.

jarras e travessas . tento na tinta

A descontração marcou presença trazendo à mesa (ao tapete) a sensação plena de estar entre amigos e sem barreiras… tenho a certeza que cada uma de nós não planeou o que disse nem o que sentiu ali… but when we let go, magic happens.

O que vivemos todas naquele momento poderá ter sido de modo diferente, o que se calhar não contávamos é sentir esta partilha da mesma forma, esta necessidade de no dia seguinte dizer “olá estamos aqui…” dizer que a partilha trouxe emoções fortes e uma vontade de não as perder.

O tema era mudança… mas no fundo, foi VIDA. Partilhámos todos os nossos percursos pessoais, profissionais e o que de nós demos para tornar o que no fundo sabíamos não ser para nós numa forma normal de vida… mas vivemos tempos diferentes, vivemos gerações diferentes que nos permitem, apesar dos medos, sabermos que quando não acontece, talvez não seja para nós.

Comum a todas foi a percepção que não temos que ser escravas das escolhas que achamos que os outros têm para nós ou nos aconselham a ter para nós… mas clichê ou não, quem sabe de nós… somos só nós.

Vi ali um grupo de mulheres cheias de força, de convicção de saber para onde tem que ir, algumas sabem apenas que não querem estar onde estão e estão a construir sonhos para se lançarem no escuro, no “unknown” com a noção de que podem!

E com essas escolhas terão mais força, terão mais liberdade e construirão a sua própria rede de apoio, a sua própria história que um dia a vão contar à volta de um tapete, cheio de comidinha boa, um bolo de abóbora “to die for” e umas tostas de abacate com romã que me encheram a alma.

Se um dia tiverem oportunidade, criem estes momentos, de partilha, entre vocês, ou procurem momentos destes pelas redes… ultrapassa qualquer tipo de networking no verdadeiro sentido da palavra, mas cria ligações bem mais fortes.

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where to stay | gallipoli

Gallipoli,

o nome desta pequena cidade deriva do grego e quer dizer “linda cidade”, só isto será o suficiente para a quererem ver… apesar de eu achar que o sul de itália esteja cheio de “gallipoli” esta é particular.

Situa-se na costa “interior” da Península Salentina e é conhecida por estar perto das praias chamadas “maldivas italianas” e aqui de novo já deveria ser suficiente para quererem lá ir…

Há anos que queria aqui vir.

Não há italiano nenhum, que não fale desta zona como um tesouro único e agora sei porquê.

Como todas as cidades em itália, por diferentes que sejam, têm um centro histórico e deve ser sempre a partir daí que se começa a explorar um lugar novo, do centro, da sua catedral ou praça principal, há sempre uma!

Sou apaixonada por cidades velhas, por história e por vias e ruelas que nos fazem perder sem direcção, mas que nos surpreendem a cada esquina.

Entrar em casas que parecem sozinhas, páticos cheios de plantas, e sons ao fundo de música de outros tempos.

Procurar onde jantar e entrar num local típico que mais parece casa de uma tia afastada… tudo o que se pode pedir nestas viagens.

Viajar para mim é isto, sair e deixar para trás tudo, ir e absorver o que encontrarmos de modo a não perdermos nada, por isso até as carripanas na estrada com cactus nas caixas abertas fazem sentido, tudo é inspiração!

Para visitarem Gallipoli o aeroporto mais próximo é o de Brindisi que fica cerca de 2h de carro, será preciso carro por aqui, até porque num dia podem ver vários sítios e ir a várias praias, estar sem modo de transporte pode ser limitativo num lugar do planeta tão lindo e com tanto para oferecer!

Ou uma vespa também não é mal pensado!

Pensem em lá ficar para uma refeição, se há país no mundo onde a comida é sempre boa, acho que nunca comi nada que não gostasse em itália, até ouriços directamente do mar já comi e que delícia!

Aproveitem poder usufruir do que esta zona tem de melhor, para não falar do peixe acabadinho de pescar e aí no Mercado do Peixe (sigam o cheiro) será o sítio ideal, mas as pizzas estão no ponto e as gelatarias do centro são todas divinais! Sim… vários ao dia dá para provar quase todos!

uma água assim transparente que nos tira o folêgo…

Se ficarem a dormir por aqui, aproveitem e vejam toda a Península, todas as praias são dignas de mergulhos, de água clarinha e areia branca.

Há umas com mais rochas e outras com mais algas, mas a sensação de paraíso está em todas!

finais de dia italianos com vista para o mar mediterrâneo…

Se precisarem de mais informações sobre Gallipoli e/ou estas zonas do sul italiano, deixem comentários, tenho muitas dicas para dar!

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