FVM . diy | texto em tecido

não é todos os dias que uma pessoa se lembra de escrever nas almofadas do sofá, mas se tem uma frase vossa, uma música favorita, uns votos de casamento que precisam ser relembrados a toda a hora, datas importantes que vos façam companhia, não há como as colocar numa almofada, essa que nos apoia ao vermos um filme, que nos sustenta numa sesta e nos abraça num susto… e porque eu nunca soube em que usar as réguas com letras! tecido, caneta para tecido, régua com letras, e comecem com um lápis para perceberem como vai ocupar o espaço disponível… fazer coisas a olho nem sempre fica bem. e claro… divirtam-se e mostrem! 
it’s not everyday one remembers to write on your own sofa pillows, unless you are a child and you’ll wirte on anything… but if you have a phrase you love, a favorite song, your wedding vows you’d like to keep close to you for all times and anytime this is it. important dates that’ll keep you company, on a pillow, which will support you while watching a movie, holds your head for a nap and holds you in a fraight… and because it’s cool to finally know what to do with my letter stencil ruler! fabric, fabric pen, stencil, and a pencil for thos first tryout to see if things fit, doing things randomly can be applied anywhere else please. and of course, have fun and share! 

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FVM . diy | texto em tecido

não é todos os dias que uma pessoa se lembra de escrever nas almofadas do sofá, mas se tem uma frase vossa, uma música favorita, uns votos de casamento que precisam ser relembrados a toda a hora, datas importantes que vos façam companhia, não há como as colocar numa almofada, essa que nos apoia ao vermos um filme, que nos sustenta numa sesta e nos abraça num susto… e porque eu nunca soube em que usar as réguas com letras! tecido, caneta para tecido, régua com letras, e comecem com um lápis para perceberem como vai ocupar o espaço disponível… fazer coisas a olho nem sempre fica bem. e claro… divirtam-se e mostrem! 
it’s not everyday one remembers to write on your own sofa pillows, unless you are a child and you’ll wirte on anything… but if you have a phrase you love, a favorite song, your wedding vows you’d like to keep close to you for all times and anytime this is it. important dates that’ll keep you company, on a pillow, which will support you while watching a movie, holds your head for a nap and holds you in a fraight… and because it’s cool to finally know what to do with my letter stencil ruler! fabric, fabric pen, stencil, and a pencil for thos first tryout to see if things fit, doing things randomly can be applied anywhere else please. and of course, have fun and share! 

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at work with | benedita feijó andersen

.onde vive? de onde é? como foi aí parar? | where do you live? where are you from? how did you get there?
nasci no porto em 1978, na lapa e sempre cá morei e vivi excepto entre 1997 a 2003 que vivi em londres! | i was born in porto in 1978, in lapa and i’ve always lived here, except between 1997 and 2003 when i lived in london. 

. onde fica o seu atelier? | where is your studio?
fica em minha casa! comprei uma casa em que juntei 2 em 1. vivo e trabalho lá! a casa dá para separar bem a parte privada da do trabalho! para mim é perfeito assim. | in my house! i bought a house, a 2 in 1. i live and work there! the house is big enough to separate private and work area and it’s perfect for me this way!

. o que vê da janela do seu atelier? | what do you see from your studio window?
vejo a embaixada de Espanha! ou consulado. bonita casa cor-de-rosa, sempre ou quase sempre com a bandeira hasteada! | i see the Spanish embassy. a pretty pink house, always with it’s hoisted flag. 

. toma café de manhã? como é o seu café? | do you take coffee in the morning? how do you take it?
café expresso, caneca de leite saído do frigorífico bem frio e torradas com manteiga e ás vezes com doce de mirtilho, amora, framboesa… ás vezes iogurte e fruta! | espresso, cold milk mug and butter toast, sometimes with blueberry, blackberry or raspberry jam… sometimes iogurt and fruit! 

. tem algum ritual antes de começar a trabalhar? | do you have any rituals before your start your work day?
comer e tomar café! | eat and have coffee!

. o que gosta mais do seu trabalho? o que a põe mais à prova? | what do you love most about your work? what challenges you more?
desafios novos, bons clientes e decisivos! | new challenges, good and decisive clients!

. como aprendeu a fazer o que faz? | how did you learn to do what you do?
com o tempo e sozinha… auto-didacta! | by myself and with time… self-taught|

. quem é a Benedita Feijó Andersen? | who is Benedita Feijó Andersen?
sou eu! sei lá. não sei responder a essa pergunta… sou uma pessoa igual a todas ás outras que gosta de criar e de se divertir enquanto o faço! 😉 | it’s me! don’t know to answer this question… i’m just like any other person that likes to create and have fun while doing it! 😉

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at work with | benedita feijó andersen

.onde vive? de onde é? como foi aí parar? | where do you live? where are you from? how did you get there?
nasci no porto em 1978, na lapa e sempre cá morei e vivi excepto entre 1997 a 2003 que vivi em londres! | i was born in porto in 1978, in lapa and i’ve always lived here, except between 1997 and 2003 when i lived in london. 

. onde fica o seu atelier? | where is your studio?
fica em minha casa! comprei uma casa em que juntei 2 em 1. vivo e trabalho lá! a casa dá para separar bem a parte privada da do trabalho! para mim é perfeito assim. | in my house! i bought a house, a 2 in 1. i live and work there! the house is big enough to separate private and work area and it’s perfect for me this way!

. o que vê da janela do seu atelier? | what do you see from your studio window?
vejo a embaixada de Espanha! ou consulado. bonita casa cor-de-rosa, sempre ou quase sempre com a bandeira hasteada! | i see the Spanish embassy. a pretty pink house, always with it’s hoisted flag. 

. toma café de manhã? como é o seu café? | do you take coffee in the morning? how do you take it?
café expresso, caneca de leite saído do frigorífico bem frio e torradas com manteiga e ás vezes com doce de mirtilho, amora, framboesa… ás vezes iogurte e fruta! | espresso, cold milk mug and butter toast, sometimes with blueberry, blackberry or raspberry jam… sometimes iogurt and fruit! 

. tem algum ritual antes de começar a trabalhar? | do you have any rituals before your start your work day?
comer e tomar café! | eat and have coffee!

. o que gosta mais do seu trabalho? o que a põe mais à prova? | what do you love most about your work? what challenges you more?
desafios novos, bons clientes e decisivos! | new challenges, good and decisive clients!

. como aprendeu a fazer o que faz? | how did you learn to do what you do?
com o tempo e sozinha… auto-didacta! | by myself and with time… self-taught|

. quem é a Benedita Feijó Andersen? | who is Benedita Feijó Andersen?
sou eu! sei lá. não sei responder a essa pergunta… sou uma pessoa igual a todas ás outras que gosta de criar e de se divertir enquanto o faço! 😉 | it’s me! don’t know to answer this question… i’m just like any other person that likes to create and have fun while doing it! 😉

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learning to be me

…nunca uma semana me levou a questionar tanta coisa na minha vida acho eu, por mais coisas positivas que este último ano me trouxe, trouxe também consigo extras que fugiram do meu controle e aos quais eu dei tanta atenção que acabei por tropeçar noutras questões que não tinha previsto. não falo da sociedade onde me meti e onde me sinto cada vez mais em controle de tudo e mais segura da escolha que fiz, não falo da loja mais querida do bairro que é a nossa cara, não falo das escolhas que como mãe tomo todos os dias e vejo os frutos dessas mesmas decisões, mas o que me custa são as pessoas. não sei lidar bem com pessoas que enganam, que se deixam levar por mundos tão fantasiosos, não sei lidar bem com enganos, decepções e histórias sem nexo. justificações que são obviamente contraditórias deixam-me com os nervos à flor da pele, acumulado com pessoas que têm dificuldade em sorrir, ou em dizer “bom dia” faz com que esta última semana tenha sido umas das menos gratificantes nos últimos tempos.
o respeito que tinha por quem atende o público em geral cresceu obviamente desde que eu própria o faço o dia todo, todos os dias da semana, mas não de todo aceito aquelas que atendem mal encaradas, faço, fazemos as duas um enorme esforço, é esgotante, é cansativo, mas ninguém tem que pagar por esse cansaço, esforço-me diariamente para que tenha sempre um sorriso ou um ambiente positivo e cheio de energia na loja, não consigo sempre, mas tento, tento mesmo, e só não consigo pois o esforço não pode vir só de mim, não sou de pedra e há situações verdadeiramente difíceis. sorrisos talvez só mereçam certas pessoas, e acredito que quando se entre numa loja não sejamos obrigados a fazer sala, não exijo converseta com cada cliente, mas quero a devida atenção, quero que se sintam bem e tratarem-nos como as donas de uma loja linda com coisas amorosas, abertas a novas ideias, mas criativas, com ideias giras e com vontade de ajudar no que for preciso, não somos indiferentes aos gostos das pessoas e tratamos cada projecto como o único, os atrasos e imprevistos acontecem, não fosse isto tudo feito à mão e em colaboração com artesãos, pessoas únicas que nos ajudam a criar tudo tão lindo. não somos apenas empregadas de balcão, não somos escravas de ninguém e muito menos indiferentes a atitudes de exigência verdadeiramente arrepiantes, friezas que metem medo, atitudes muito mas mesmo muito tristes.
devia aprender a não levar nada a peito, assumir uma postura de “a loja é minha, nossa, quem manda sou eu e se não temos, azar”… mas eu não sou assim, não quero ser assim, e no entanto a este ritmo arrisco-me a um dia acordar sem vontade, sem paciência e essa pessoa não sou eu. talvez comece por mim, mudar esta minha incapacidade de esperar algo de bom nas pessoas… no fundo eu sei que são, mas ali naquele lugar assumem outra postura que eu não entendo, da mesma maneira que parece ser muito normal que tantas pessoas se auto proclamem senhoras de algum dom, coisa que eu pouco ou nada sou, mas não consigam depois demonstrar isso em pessoa porque o ecrã do computador ajuda tanto a criar egos enormes e cheios de força. pena que assim seja, porque depois só vivem disso. o confronto é difícil para todos mas eu prefiro mesmo assim o frente-a-frente e não desilusões virtuais. sei que eu tenho que aprender a proteger-me mais e a sofrer menos, a atender com ligeireza e aprender que eu não faço milagres e não posso assumir compromissos para agradar trombas e arrogâncias… mas não quero deixar de sorrir, por ninguém e por nada. quero ser eu. e quero que a minha loja, casa, vida seja a minha cara… a sorrir.

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learning to be me

…nunca uma semana me levou a questionar tanta coisa na minha vida acho eu, por mais coisas positivas que este último ano me trouxe, trouxe também consigo extras que fugiram do meu controle e aos quais eu dei tanta atenção que acabei por tropeçar noutras questões que não tinha previsto. não falo da sociedade onde me meti e onde me sinto cada vez mais em controle de tudo e mais segura da escolha que fiz, não falo da loja mais querida do bairro que é a nossa cara, não falo das escolhas que como mãe tomo todos os dias e vejo os frutos dessas mesmas decisões, mas o que me custa são as pessoas. não sei lidar bem com pessoas que enganam, que se deixam levar por mundos tão fantasiosos, não sei lidar bem com enganos, decepções e histórias sem nexo. justificações que são obviamente contraditórias deixam-me com os nervos à flor da pele, acumulado com pessoas que têm dificuldade em sorrir, ou em dizer “bom dia” faz com que esta última semana tenha sido umas das menos gratificantes nos últimos tempos.
o respeito que tinha por quem atende o público em geral cresceu obviamente desde que eu própria o faço o dia todo, todos os dias da semana, mas não de todo aceito aquelas que atendem mal encaradas, faço, fazemos as duas um enorme esforço, é esgotante, é cansativo, mas ninguém tem que pagar por esse cansaço, esforço-me diariamente para que tenha sempre um sorriso ou um ambiente positivo e cheio de energia na loja, não consigo sempre, mas tento, tento mesmo, e só não consigo pois o esforço não pode vir só de mim, não sou de pedra e há situações verdadeiramente difíceis. sorrisos talvez só mereçam certas pessoas, e acredito que quando se entre numa loja não sejamos obrigados a fazer sala, não exijo converseta com cada cliente, mas quero a devida atenção, quero que se sintam bem e tratarem-nos como as donas de uma loja linda com coisas amorosas, abertas a novas ideias, mas criativas, com ideias giras e com vontade de ajudar no que for preciso, não somos indiferentes aos gostos das pessoas e tratamos cada projecto como o único, os atrasos e imprevistos acontecem, não fosse isto tudo feito à mão e em colaboração com artesãos, pessoas únicas que nos ajudam a criar tudo tão lindo. não somos apenas empregadas de balcão, não somos escravas de ninguém e muito menos indiferentes a atitudes de exigência verdadeiramente arrepiantes, friezas que metem medo, atitudes muito mas mesmo muito tristes.
devia aprender a não levar nada a peito, assumir uma postura de “a loja é minha, nossa, quem manda sou eu e se não temos, azar”… mas eu não sou assim, não quero ser assim, e no entanto a este ritmo arrisco-me a um dia acordar sem vontade, sem paciência e essa pessoa não sou eu. talvez comece por mim, mudar esta minha incapacidade de esperar algo de bom nas pessoas… no fundo eu sei que são, mas ali naquele lugar assumem outra postura que eu não entendo, da mesma maneira que parece ser muito normal que tantas pessoas se auto proclamem senhoras de algum dom, coisa que eu pouco ou nada sou, mas não consigam depois demonstrar isso em pessoa porque o ecrã do computador ajuda tanto a criar egos enormes e cheios de força. pena que assim seja, porque depois só vivem disso. o confronto é difícil para todos mas eu prefiro mesmo assim o frente-a-frente e não desilusões virtuais. sei que eu tenho que aprender a proteger-me mais e a sofrer menos, a atender com ligeireza e aprender que eu não faço milagres e não posso assumir compromissos para agradar trombas e arrogâncias… mas não quero deixar de sorrir, por ninguém e por nada. quero ser eu. e quero que a minha loja, casa, vida seja a minha cara… a sorrir.

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