what to visit | maat

Ir passear à beira-rio e não ir ao maat já não se usa e que bem que sabe apanhar este sol só nosso, neste passeio tão espectacular com um edifício destes. Questionável arquitectonicamente, sim, principalmente no interior, mas já cá fazia falta algo tão diferente e que nos pusesse a pensar. Como arquitecta prefiro que se façam coisas novas e inovadoras do que acharmos que temos que continuar só no restauro do que já existe, nem tudo pode ser mantido e sem edifícios novos também não há evolução em arquitectura e na própria paisagem da cidade. 
A evolução não está só nos costumes ou nas tecnologias, as cidades mudam também nos edifícios que as compõem, na paisagem arquitectónica que tanto dá a uma cidade, nem todos conseguem dar valor a isso, mas eu dou e muito. A relação que temos com a nossa cidade e o sítio onde vivemos está muito ligado ao modo como o usamos, que relação temos com as ruas, edifícios e como a cidade é pensada. O maat veio dar uma melhor relação com o rio que Lisboa já não tinha há muito por se concentrar noutros pontos da cidade, damos imensa importância às Docas, que continuam iguais ou pior do que nos anos 90, damos muita importância ao Cais do Sodré que já quando eu tirei o curso não havia meio de ter qualidade, sempre um amontoado de obras e caos no trânsito que só agora está aos poucos a compor-se. 
Agora ir das Docas a Belém tornou-se hábito, passeio e tão fácil de aceder, já não há a sensação que Belém fica na fronteira com Oeiras e que para lá chegar é preciso sair da cidade. O maat une tudo com uma ligeireza impressionante e imponente, eleva-nos literalmente a um andar superior de onde temos a sensação que vemos tudo, que Lisboa está ali mesmo à mão.





Trazer os miúdos aqui não é só a pensar nas exposições que até agora não me têm surpreendido, gosto da pergunta inicial "é jornalista ou professor?" que dá direito a desconto, mas os arquitectos tá quieto! Até agora não vi nada surpreendente, mas pode ser só uma questão de tempo, vou mais pelo edifício e pela sensação que transmite no seu exterior. Os miúdos deliram e entretê-los está garantido! Fazem imensas perguntas sobre o espaço que dá gozo responder porque apesar de achar que as profissões têm que se lhe digam, gosto da minha e do curso que tirei e teria todo o prazer em passar essa paixão e que eles a seguissem. Para isso prefiro ensinar bem, prefiro mostrar e coitados vão ter que levar com ela, ou não fossemos nós os dois da área e daqueles que quando entram num espaço tocam nas paredes para sentir os materiais... 









maat . av. brasília . central tejo . lisboa | site | facebook | instagram

Cada vez mais feliz da nossa escolha que viver aqui, nem céu azul e paisagem incrível, de costas para  o rio ou de costas para Lisboa, não há paisagem feia por aqui e prova disso é este ponto específico da cidade. 

where to eat | ela canela

As melhores reuniões acontecem à volta de uma mesa, não aquelas vazias e normalmente bastante feias e masculinas, mas daquelas com comida, com barulho de fundo de espaço público e geralmente com pessoas cheias de ideias.





 
O Ela Canela mostrou ser o sítio perfeito para isso mesmo, troca de ideias, boa refeição e surpresas boas em cada prato. Podia ter sido da fome que tinha às duas e meia da tarde, mas soube-me tudo lindamente, a conversa transformou-se em planos bons de trabalho para o futuro e dali saí com esperança de que tudo ia correr ainda melhor do que eu conseguia imaginar. E basta isso... que nos dêem valor para acreditarmos mais em nós. 

Reunir-me com alguém que não pára, que sabe o que quer, mas que também está sedenta de vontade de fazer ainda mais e melhor, alguém que nos transmite que não somos o que nos fazem sentir, mas o que queremos de facto ser, percebendo o que de melhor temos para dar e que não seja sugado por quem não sabe apreciar isso. Desperdiçar energias boas em quem não merece não devia ser modo de viver nem trabalhar, por isso é arregaçar as mangas e dar asas à imaginação.


De volta ao que aqui vim dizer, no espaço do Ela Canela já existiu muita coisa, nada funcionou, não é preciso inventar muito para que se faça algo bom, e finalmente ela chegou, Ela Canela e das duas vezes não desiludiu, sempre a melhorar. E que bom que é sair de um restaurante/espaço e sentir que correu tudo bem, pratos consistentes no sabor, quantidade e preço. Fiquei cheia, coisa rara hoje em dia, um menu de entrada/sopa, prato principal, sobremesa e café que enche o estômago e as medidas, saudável quanto baste!



ela canela . rua azedo genro 74b | site | facebook | instagram 

Mas para além da boa comida fica para mim o encontro em si, o espaço, as cores, os materiais, hoje em dia os restaurantes não vivem só do que cozinham, a imagem é tudo e se bem que eu evito fotografar muita comida porque lembro-me sempre das imagens de lasanhas empapadas que por vezes circulam nas redes sociais, quando tudo combina parece que chamam pela fotografia. Aqui tudo é zen e fica bem, na imagem, na barriga e na memória. 

on set | amor às cores

Foi em fevereiro que falei com a Ana sobre a Amor às Cores, mela tinha planos para a sua loja e queria a minha orientação, quando digo orientação digo opinião, sugestão, e se calhar até uma confirmação do que estava para fazer era um caminho a seguir. Assim que a vi percebi que o era e a partir daí foi só seguir o rumo já traçado e arregaçar as mangas para que o final não fosse de facto o fim.

Traçou-se objectivos, vontades, necessidades e fiz com base em todo o percurso anterior um alinhamento não de estrelas mas de estratégia. O objectivo, fechar a loja física e continuar a dedicar-se ao que faz melhor e continuar a mimar as suas clientes e as que por aí virão! E nem mais. Contudo havia um sub objectivo não tão grande, mas de todo menos importante, o Mercadito da Carlota. Já vos tinha mostrado a banca que fiz para outra marca no mesmo evento e nesta edição tive o privilégio de fazer duas bancas e tão diferentes entre elas. 






A banca da Amor às Cores não podia ser over the top, havia uma contenção de custos e tinha que reflectir a fase em que a marca estava e está, numa fase de reorganização, de reinvenção, mas de todo diferente, igual a ela mesma, verdadeira à sua essência. 

Transformei a banca num mini Hawaii, um luau rosa, coral e água. Numa espécie de festa ao recomeço, a um novo início. Na verdade transformámos uma banca num espaço onde se podia estar e ver tudo na mão e de perto, detalhe importante para a Ana que não só queria mostrar a nova colecção, mas também poder "conversar" um pouco com quem a visitava sobre o futuro da marca. E que bom que foi ver a recepção que a Ana teve. Com um fecho de loja à vista, havia todo um mundo de possibilidades pela frente. A loja entretanto já fechou e nem por isso a Ana baixou os braços, há imensas coisas novas e os artigos que tanto apaixonam as suas fiéis clientes continuam a fazer sucesso! 


Fiquei muito satisfeita com o resultado e sei que a Ana também. Também fico muito feliz que me tenha pedido para fazer parte deste momento tão importante, para ela e para a marca à qual tanto se dedica. A vida tem destas coisas, sempre gostei muito dela e do que faz, já me ajudou imenso noutras alturas da vida e sei que sabe que estou aqui para o que der e vier, no entanto ultimamente afastámo-nos por questões pessoais e profissionais, tudo possível de se resolver e ainda bem, não somos pessoas agarradas aos mal entendidos nem somos feitas para estarmos isoladas tipo toupeiras, e assim continuamos a querer fazer parte da vida uma da outra, mesmo que apenas nestes momentos pontuais e com objectivos muito claros. 


Tenho a certeza que daqui continuará a nascer muita coisa querida e feita com um grande sorriso e vontade de fazer mais e melhor, o que a loja tirava em tempo e mão de obra, a Ana ganha agora em imaginação e dedicação ao que mais ama fazer. 



amo ás cores | facebook | instagram | em breve online!

Parabéns Ana e parabéns Amor ás Cores, vejo coisas boas por aí!