instaweek | 13.15

resumir uma semana em três ou quatro imagens nunca foi tarefa muito fácil desde que me conheço com uma máquina digital nas mãos, e agora com este utensílio do iphone ainda menos. no entanto, acho que tiro imensas fotografias e na verdade não publico nem um terço… e porquê? porque tiro a imensas cosias que preciso de me lembrar mais tarde e se eu de facto publicasse tudo o que meto no tlf talvez o que teríamos ao final do dia era um catálogo muito difícil de decifrar de uma loja que está cada vez mais cheia. mesmo assim, não me sinto nem na obrigação, nem no dever de publicar o que quer que seja e gosto de poder escolher entre cinco umas quatro do que entre vinte e seis. e este exercício de escolher tem que se lhe diga. é apenas um cheirinho do que eu fiz, entre finalmente tratar de coisas pendentes e perceber que eram todas planos e orçamentos de festas, até perceber a horas péssimas e tardias que havia um tpc da páscoa para a escola e que era suposto ser feito por mim, valha-me sempre este grande stock de washi cá de casa, até à arrojada compra de um head-ji misturado com uma tão penosa selfie (how i hate selfies), até a uma foto tirada para mostrar que eu também tenho uns calções, já não sei se o queria provar a mim mesma que os podia vestir, e deparar-me com uma imagem onde em poucos centímetros de área, coube o meu mundo: uma cadeira vinda da bélgica, um tapete de moçambique e a caixa de costura, primeiro presente de namoro, enfeitado com um laço no meio de milão… e eu, de lisboa. enfim… de facto basta muito pouco.

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precious finds | head-ji

head-ji | facebook | instagram

levei o meu tempo a sequer pensar em ter uma… nem sei quantas voltas dei na cabeça a pensar se me ficaria bem, se era o meu género, se fica de facto giro, se me serve, se é caro, se sei lá o quê… mas cada pessoa que eu via com um head-ji (não consigo não dizer este nome sem ser em brasileiro…) eu achava que ficava bem, e porque não ficaria a mim? pensei que talvez o melhor era mesmo comprar em preto, da cor do cabelo, assim talvez ninguém notava e eu podia ter o cabelo “apanhado” na mesma… mas preto? tão simples? há padrões de head-jis tão giros e eu compro um preto? ok, pronto vá, um cor de rosa… mas depois vou ficar super “self-conscious” com isto na cabeça…… bom, foi preciso chegar ao mercadito da carlota, um evento no qual eu raramente tenho tempo e cabeça para fazer compras e neste lá fui eu… na verdade o melhor que eu fiz foi mesmo ver uma cara conhecida a passar pela minha banca e gritar “maria, compra-me uma head-ji, escolhe tu o padrão” pedindo ao espírito santo que a iluminasse e não me trouxesse nem um preto nem um neon……. ela desapareceu na multidão e eu lá voltei ao frenezim da banca mais querida do mercadito, a nossa, (já sabiam que eu ia dizer isto!)
ela voltou com um saquinho e disse-me “já está” e bazou! até ao dia seguinte nem abri o dito, semrpe a pensar que se não fosse um padrão giro eu ia no dia a seguir trocar (ainda bem que havia um segundo dia de mercado), mas com tanto cansaço, pressa, jantar e tentar dormir nem me lembrei mais até à manhão seguinte quando me vesti e estava quase a sair, o saco caiu da cadeira e eu pensei, pronto é agora vou ver o padrão e depois logo vejo… e voilá, aparece-me este! não sei vocês, mas eu AMEI o padrão!!! não só amei cmo eu estava literalmente vestida para combinar com ele! e eu que até temi que a maria nem me conhecesse muito bem para me escolher algo tão diferente… lol
acertou em cheio! eu nem fui à banca ver o que tinham sequer, amei aquele e não precisei ver mais! é que eu sei o que é ver tanta coisa à frente e ficar ainda mais baralhada, por isso assumi que o destino me tinha escolhido este e que gira que ficou!!!! ainda não sei bem se acho que me fica a matar ou não, mas a Twiggs em breve vai-me tirar as dúvidas todas! pode estar na moda, pode ser uma coisa que lembra décadas passadas, mas adorei! e que sejam estes pormenores que nos façam bem, nos façam sorrir e gostarmos um bocadinho mais de nós, principalmente em tons de rosa!

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have a great week | monday

como todas as segundas-feiras depois do Mercadito da Carlota eu sinto-me para lá de exausta, nem sei bem como é que aguento um dia em pé, nem me podem cobrar nada porque estou em modo zen, ou melhor, modo “estou-a-dormir-com-os-olhos-abertos”… mas quando penso neste cansaço todo, penso também no que foram estes dois dias, e para além do trabalhão, peso da carga, produção em modo turbo e industrial, também penso do prazer que é estar ao pé de amigas, a vender os nossos produtos a pessoas que os adoram. dias de sol fabulosos e com um final e saldo mais que positivo. nunca fizémos dois dias num mercadito da carlota e daí algum receio, mas como sabemos o que fazemos a fazemo-lo bem, tinhamos tudo apostos para o que desse e viesse!!! 
200 bandoletes vendemos nós!!!!!!! 200 senhoras!!! oh my…
acima de tudo, estou agradecida, pelas visitas, pelas vendas, pelas clientes que nem pestanejam 😉 e principalmente por fazer o que gosto, com garra e com entusiasmo. estou agradecida por trabalhar com quem me faz bem, também me bate, mas acima de tudo trabalha comigo todos os dias no seu melhor. por isso, hoje mesmo com os olhos semi-abertos e mente a meio gás estou bem e cheia de vontade de preparar mais coisas! e venham mais dias destes… deixem-me dormir só um bocadinho. 

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pantone | the veggie sandwich

faring well | the veggie sandwich

raramente me apete uma refeição só e apenas vegetariana, sou carnívora e sim amo carne de vaca. mas há dias, há momentos, refeições que me enchem as medidas sem carne, nem peixe. principalmente durante o período durante a primavera e o verão. gosto mesmo de refeições ao ar livre com petiscos e sanduíches, saladas, cuscus diversos, grelhados, pão e quiejos e tanta fruta. a há coisas tão boas sem acrescentar carne ou peixe! eu que o diga porque em itália há sempre qualquer coisa assim… mas ainda no meu tempo de menina na california, lembro-me de lanchar a seguir aos treinos numa bulangerie com as minhas amigas à espera dos nossos pais e comíamos umas óptimas e tão saborosas, até isnto o sabor ao fechar os olhos, “sandes” vegetarianas, na altura nem fazia ideia do que era “vegetariano”, sabia sim que não precisavam de mais nada, e no outro dia em pesquisa pelo pinterest dei de caras com esta e voilá, num instante voltei atrás no tempo e saboreei mais uma vez aqueles meus lanches que enchiam na perfeição as medidas de miúdas de 11 anos!
a que eu mais gostava era uma com cabola roxa caramelizada, ai tinha gostos bons tinha. esta versão que vos trago hoje é com beterraba grelhada, e tem um aspecto magnífico!! este tzaziki, o que eu adoro tzaziki, deve ser para lá de espectacular, versus o meu simples de iogurte, pepino, vinagre e limão… este tem até sementes de girassol e não vos digo quem é que vai já experimentar fazer isto em casa! claro que a abacate não me convence, mas caramba se combina bem nestes tons… e depois, depois há um pormenor, que as minha sanduíches lá de longe tinham que eu sempre amei colocar entre fatias de pão azedo são as… os… apercebi-me que não faço ideia de como se chamam aquelas pequenas raízes/couves/relvinhas que estão ali no meio… em inglês são “sprouts” ou “broccoli srpouts” mas em português… nada, alguém sabe? já há muito tempo que não as como e no meu supermercado não há. em vez disso uso muito rebentos de soja e OH MY GOODNESS! mesmo bom!

ansiosa por almoços na praia para levar umas quantas destas! se não for na praia por este andar invernal ad eternum, por mim basta um picnic num jardim mas sem cachecol por favor!

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instaweek | 12.15

a semana foi a dos momentos bons e das boas descobertas, em forma de fotografia.
umas chegaram para completar o nosso quadro de fotos do dia do pai, todos os anos acrecento umas e vai crescendo como eles. ele diz que não liga muito porque em pequeno também nunca ligaram, mas quando um pai recebe um presente por este dia… adoram e este não é diferente. para o meu pai apenas recuperei um momento só nosso, o dia em que eu nasci, foi o dia em que ele como pai também nasceu e isso ninguém nos tira… mais aquele colo desajeitado mas que me deu sempre e há trinta e cinco anos, mesmo quando eu lhe peço para não dar mais. 
e depois uma fotografia achada no meio de tantas outras de um abraço de quem eu quero tão bem. as cores, o sorriso, o aperto que se sente daquele abraço entre comadres e melhores amigas. teimosas como só nós, mas que no momento sabemos gozar ao máximo o ter-nos por perto. 
a week filled with good moments remembered forever through photos. four new photos for our “father’s day” wall, where each year we (me and the children) add a few more to remember moments gone giving thanks to the dad we have everyday. he says we don’t have to give him anything, but he sure loves remembering and having these photos. for my father i gave him our special moment, the page on my baby book which reminds us that one the day i was born, he too was born as a father and that will always be our thing… that and that award and cute grip he always had on me since day one… grip i sometimes ask him to let loose but that for some reason he can’t… 
and then out of the blue a special gorgeous picture of you and me kid. best friends forever never had a better image… the strength, the hold, the smiles, the colors will always be proof of our friendship.

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pantone | falafel

falafel | design sponge
alguém gosta de falafel tanto quanto eu?
gosto mas gosto mesmo e cá em casa fazemos muitas vezes, nem sempre caseiros mas nos supermercados encontram-se agora com mais facilidade para fazer casa já com a massa pronta, sendo só preciso juntar água e fritar. sim. o inconviniente é fritar. e eu que não frito nada só mesmo falafel. ainda não atingi o ponto ideal de uma receita que posso meter no forno, nem sei se é mesmo possível isso… a receita que vos trago é a fritar no óleo… mas se o puserem mesmo a ferver vão ver que bastam poucos segundos para fazer falafel reduzindo assim o tempo que absorvem o óleo. 
e são tão bons! 
como é que eu os como? assim mesmo como a fotografia!! pão pita, ou de fajita, cheio de legumes salteados, alfaces, salsa (muita salsa), e regado a molho de iogurte!!!!!! ai que delícia! e super fácil para comer no terraço com amigos e até miúdos! os nossos adoram, mas nós metemos um pouco es especiarias e eles notam… oops. o molho de iogurte, ou um tahini, ou até um tsaziki por mim é na boa! adoro molhos brancos frescos com base de iogurte! e adoro comida árabe! 
sabem onde comi o melhor falafel da minha vida?… no jardim zoológico de Qualkiria na Palestina… até hoje o melhor! e a refeição que mais me marcou… sigam o  link e vão ver que não só é bom como é uma óptima maneira de juntarmos os amigos à mesa. 

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instaweek | 11.15

há muito tempo que não vos como têm sido os treinos com o Treino em Casa. não desisti, parei um bocado mas voltei com a mesma força. não é fácil acordar cedo e treinar, confesso, até já cheguei a rezar que ele não viesse por alguma razão importante claro, mas depois parece que não há coisa melhor. os treinos agora não são só comigo, treinamos as duas com ele e a coisa ganha outra diversão. primeiro não me apetece fazer figuras estranhas e empenho-me em não parecer fraca ou desajeitada, depois ajuda muito no ritmo do treino porque podem-se fazer mil e uma variedades de exercícios e a dois parece uma coreografia gira até, mas que dói! e dói tanto senhores!
em cada treino a mochila do Pedro abre para mostrar mais um adereço desconhecido, e eu que pensava já ter visto tudo, eis que me deparo com “la scatola”, ou mesa de cabeceira, ou cubo vazio, ou o que seja… mas que horror! os exercícios são talvez dos mais cansativos porque a coordenação das pernas para subir e descer a algo que é mais alto que um degrau mas não bem um muro já me deu cabo da canela, com direito a sangue, arranhões e uma nódoa negra que mete medo à assistência social…
o meu objectivo destes treino sempre foi o mexer-me, aumentar a auto-estima e puxar por mim só mais um bocadinho. impressionante como a seguir a um treino apetece-me fazer tudo, tenho força para qualquer programa, venha ele. a energia parece que aumenta e lá vamos nós num programa a quatro com a mãe em êxtase! gosto desta sensação que temos de achar que podemos conquistar o mundo a seguir a um treino que quase nos matou! e que dores senhores! tantas, mas já não tantas como no início. aquelas dores que me impediam de descer escadas, agora são meras memórias, agora dói-me mais no profundo, demora mais a doer e por vezes sem querer arruinar a sorte, não dói de todo porque vou aumentando a resistência e sei que faço tudo melhor… mas dói durante, isso dói sempre! 
o gozo que me dá sair dali quase em modo “above ground” leve como uma pena não há igual. igual também não há a sensação maravilhosa que é comprar roupa que nunca pensámos comprar mas que ao vestir nos fazem perder todo o peso extra, físico ou psicológico! e como o Pedro diz depois dos treinos “foi bom andrea, foi muito bom!”
great things happen when you leave your confort zone
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the pastel de nata tour | part one

quando me falam de pastéis de nata, eu oiço! mas quando declaram que o melhor pastel de nata de lisboa é um que eu não conheço, eu levanto-me e digo… “challenge accepted!” e crio o mais doce e diabético TOUR de lisboa, “the pastel de nata tour” e que comece o desafio.
claro, não pode ser assim de repente provar trinta mil pastéis de nata, porque isto das dietas e dos diabetes é coisa séria e o processo tem que ser pensado e com calma. que seja então. declaramos o início do desafio numa quarta-feira de manhã, com tempo limitado, apenas 4 horas para provar, julgar, enjoar, vomitar talvez, pontuar e claro declarar!

pastéis de belém | belém | 1.05€
chique de belém | belém | 1.05€

decidimos em 4 candidatos: Pastéis de Belém, Chique de Belém, A Brasileira e a Manteigaria.
ora isto começa em Belém e acaba no Chiado, meteu táxis, eléctrico e muita estrada a pé. foi bom, enjoativo e bom! e claro cada uma tinha a sua preferida em mente, mas disposta a perder a aposta caso se verificasse que havia outro melhor. a twiggs preferia a Chique de Belém, eu já preferia e declarava a melhor como sendo a Manteigaria. a vantagem era que nenhuma conhecia a da outra e isso fez com que houvesse mesmo espaço para mudarmos de ideias, entretanto enfiámos uns conhecidos dos turistas para comparação.
digamos que dos quatro o dos Pastéis de Belém, é único, quentinho e com canela, mas para mim, e acho que a Cláudia o pode confirmar, ali é que ele se come bem, tem um sabor diferente, mas tem um brilho bom, consistente, cremoso sem exagero, estaladiço, mas lá está, a meu ver só e apenas quando comido acabadinho de sair, porque se bem me lembro de todas as caixas que levei comigo para o mundo onde vivi nunca chegavam assim, o quente impede-o de “viajar” bem, e para o comer lá só mesmo aos dias de semana e a correr dali para fora, é um local que se bem que chamado típico, não é de todo amigo dos lisboetas… e ele nem gostam muito dos lisboetas. next…
a Chique de Belém é ali ao lado, não tem a mesma fama, não tem a mesma presunção, nem está a abarrotar de turistas, tem isso a seu favor… mas o pastel de nata, esse… até é bom, mas não brilha. é estaladiço, mas não explode de sabor! que pena… mas é mais barato e isso é sempre a seu favor.
dali seguimos para o chiado onde a belíssima subida da rua do alecrim nos levou a pedir litros de água na Brasileira, onde o café é bom, mas onde os empregados são do mais carrancudo que pode existir, mas o pastel de nata… esse, ui escorre pelo pastel!! à primeira dentada estaladiça e muito estaladiça, sai um creme do mais cremoso que existe nesta cidade, não há igual, mas é doce, com um sabor intenso a limão, até quase demais… faltava só um para provar e eu já sentia o estômago a pedir socorro… mas só mais um disse eu. ela preferiu comer uma sopa entretanto para ver se equilibrava os valores de sal vs os de açúcar… eu continuei na minha… não vou almoçar, nem lanchar (provavelmente nem comer mais na vida) mas preciso acabar este desafio, se parar fico por aqui e eu queria mesmo que ela provasse o próximo, o da Manteigaria.

a brasileira | chiado | 1.30€

manteigaria | bairro alto | 1€

……..que foi nada mais e nada menos que o VENCEDOR! mas há lá pastel melhor nesta cidade?! não! eu assumo qualquer responsabilidade desta minha declaração, assumo também que não provámos todos, mas provámos O MELHOR! mantido à temperatura perfeita, sem canela, sem açúcar em pó, simples como ele merece. num lugar giro e pequeno para que um lisboeta se sinta em casa, sem espaço para megas selfies de turistas, onde a língua é o português por excelência. uma fábrica ali à mão para deliciar quem quiser ver como é simples este nosso pastel e como é tão bom!

este é o meu testemunho de toda esta mini experiência, mas leiam a da Hello Twiggs porque isto foi feito a duas bocas e não só a uma. no entanto quatro não chegam, pelos vistos. desde que fizémos isto temos recebido inúmeros pedidos para experimentarmos outros tantos e eu já tenho uma lista, mas adorava que nos ajudassem a fazer uma 2ª ronda de quatro pasteís de nata. digam-nos qual o vosso preferido e em breve a ver se jejuamos uma semana para provar tudo!

let the second tour begin!
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