tra.pé.zi.o | o espaço


Este espaço está na minha vida há muito tempo, mas talvez nunca lhe tenha dado valor e como o tinham deixado deixava pouco espaço à imaginação, no entanto, assim que se proporcionou mudei-me de malas e bagagens.

Há uns tempos que trabalhar em casa começou a ser tarefa difícil e com alguns constrangimentos e umas máquinas de lavar pelo meio, antes de me sentar sentia-me uma verdadeira fada do lar, coisa que não sou, não tenho medo se o ser, mas é papel que não me encaixa muito bem.
Aqui o trabalho é contínuo e sem interrupções, ok pronto, eu de vez em quando levanto-me e danço pela sala para esticar as pernas ao som de kygo e uns quantos outros, mas não deixam de ser umas 8h seguidas de imenso trabalho, concentração e muito boa música.

A luz por aqui é constante, quente e imensa. Há espaço para mim e mais umas quantas pessoas e o objectivo é passar o dia entre pessoas de áreas diferentes que se queiram inspirar com os outros.
Por aqui os almoços vão passar a ser em comunidade e com trocas de ideias e experiências, é um espaço para acolher quem quiser vir expor o que faz e o que quer fazer, há lugar para todos nesta rede de tra.pé.zi.o

Quem quiser fazer uma visita será muito bem recebido e quem quiser vir contar a sua história ainda mais. Há café, boa conversa e muito bom ambiente! Há também silêncio, muito trabalho mas acima de tudo uma excelente rede de apoio.







have a great wee | 47.2018


halloween | a great tradition


O nosso Halloween já é conhecido na família como o mais empenhado, lembrando velhos tempos de vivência nos estados unidos, quando vivíamos na California e quando o Halloween era à séria e com calor. 

Era tudo pensado ao pormenor, num ambiente muito tranquilo e onde os miúdos viviam o momento ao máximo. Hoje em dia, no meu bairro, dá-se o tudo por tudo, com uma organização espectacular! Um grupo de mães preocupadas com a diversão acima de tudo, mas também com a segurança deles e nossa, consegue em dois meses organizar um mapa de casas, famílias e miúdos que vão durante umas 3h e mais alguns minutos percorrer o bairro em busca dos melhores doces, gomas, caramelos, e sustos acima de tudo! 


Por cá ninguém a nada é obrigado, mas é tão bom poder dar-lhes esta noite cheia de momentos diferentes. Eu já me habituei a decorar as escadas do prédio e encher o hall de um ambiente de entrada em casa assustadora, desde lençóis, a baús velhos, bichos peludos, alguns feitos à mão, teias de aranha por todo o lado e muita muita dedicação. 

Ao todo visitaram-nos umas 80 crianças e nós no nosso grupo de 15 miúdos e 4 mães fomos bater a 16 portas e levamos uns valentes sustos, se houvesse prémios sabíamos perfeitamente a quem os entregar! 



O senão, é que agora durante uns meses há doces pela casa e eu tento ao máximo reduzir o açúcar, mas eu é que não resisto a tanta tentação, este ano menos, visto os meus filhos terem feito greve aos caramelos, mesmo aqueles à espanhola, de toffee, os meus não gostam e tentavam ao máximo não apanhar... o que é péssimo para mim porque não vou poder roubar nada!




O Halloween, feito assim claro, é uma excelente oportunidade de lhes dar uma noite à crescido, saiem de noite, pela rua "semi sozinhos", recebem doces, voltam tardíssimo para casa e ainda por cima sem que ninguém lhes diga nada sobre os dentes! Pelo sim pelo não, já marquei higienista! 

Como é o vosso Halloween? São das que não suportam, das que acham piada, festejam? Contem tudo! 


have a great week | 46.2018


avô manel


Não sei bem porque voltaram com tanta força as memórias do meu avô. Já lá vão tantos anos, precisamente 29 anos e 53 dias. Penso nele muitas vezes, mas agora com filhos cada vez mais e cada vez que me vem à memória encontro novos detalhes, como se agora a pensar na relação que os meus filhos têm com os avôs, eu me lembre do que foi ter os meus. 
 

Vivi perto do meu avô, durante quase dez anos. Quase dez... não me viu encher duas mãos de aniversários e lembro-me que quando os fiz, ainda estavam todos de luto, tristes e sem saber bem como é que de repente tinham passado de uma família feliz, para uma sem um grande pilar. 

Lembro-me bem daquele dia, dia 1 de Setembro 1989. Na verdade lembro-me bem do dia 31 de Agosto, porque no dia 1 de Setembro só o vi uns minutos, e foram durante a madrugada. Não me lembro de alguma vez acordar tanto durante a noite como naquela, não me lembro de estar tão cansada nem tão irritada por não conseguir dormir... hoje sei bem porquê. Eu tinha 9 anos e senti que precisava acordar. 


Falar desta noite é como apaziguar o medo que tive e senti naquela hora. Estávamos a passar uns dias antes das aulas começarem, com os meus avós, paternos, os únicos que vivam em Lisboa que que podiam ficar connosco enquanto os meus pais trabalhavam. Os dias eram tranquilos, andar de bicicleta pelo bairro, ir com o avô ao gelado depois de almoço ao jardim, tomar café com ele e os amigos, apresentar-nos orgulhoso a todos os que o cumprimentavam. Tratar de compras para o lanche, pão fresco, bolachas e sumos... e nessa dia 31 de Agosto houve tempo para comprar flores para a avó. Lembro-me de achar que eram ainda namorados. 

Vimos televisão, lemos umas histórias juntos, pediu-me para deixar de chuchar no dedo explicando que o meu dedo iria cair, mas sempre com uma voz calma e lógica, só ao pé dele é que fazia o esforço de não chuchar. Não me dava nada em troca, simplesmente esperava que eu não o fizesse. Era assim para mim, sem pressas, sem pedidos. 

Adorava saber mais sobre a natureza, lia-nos a enciclopédia dos insectos como se de uma aventura se tratasse e nós, a minha irmã e eu, mesmo cheias de nojo e medo daqueles bichos ouvíamos como se o fosse também. 

Mas naquela madrugada eu não ouvi a sua voz, mas sim um respiro forte, intenso, mas tão difícil. Levantei-me e fui chamá-lo, mas não me ouviu, fiquei a ouvir até que deixou de haver respiro algum... hoje sei o que foi, naquela noite achei que finalmente tinha adormecido. A minha avó acordou e logo percebeu que algo se passava. Ao terceiro grito, escondi-me. 


Acho que o medo fez-me adormecer. Mas acordar com alguém que te pede para te vestires rapidamente porque o meu pai estava ali fez-me não querer de todo sair. 

Mais do que perceber o que se passou naquela noite, e perceber que não era bom, foi ver o meu pai assim... não era um pai, mas sim um filho, triste, sem norte a precisar de conforto. Foram dias assim, cheios de lágrimas, tristeza e momentos para distrair "as miúdas". 

No dia do funeral saímos do cemitério e senti pela primeira vez que ele nunca mais ia voltar. Lembrei-me então do último passeio ao jardim do Campo Grande e remar com ele nos barquinhos, comer um gelado e dar pão aos patos. 

Talvez por isso não me saia da cabeça, tenho voltado ali algumas vezes ultimamente e penso tanto nele e no que ele quereria fazer com os bisnetos. Foram só quase 10 anos, mas ele teria preferido viver para sempre. 

where to shop | fermob

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Criada em 1989 a Fermob é uma marca de mobiliário exterior alegre e super colorido. É francesa e hoje em dia é líder do mercado do mobiliário de exterior. 

A loja é exactamente uma amostra grande disso mesmo. Cheia de cor e versatilidade o showroom desta marca é um catálogo perfeito do que a marca representa. 

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É impossível não se deixar levar pelo ambiente de jardim que aqui se vive e Lisboa recebeu tão bem esta marca que já se vê um pouco por todo o lado, e não tarda no meu terraço também! 

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fermob . av. d. carlos I 29, lisboa | site . facebook. instagram

Para além do fantástico e giríssimo mobiliário, a nova colecção de iluminação já conquistou muitos jardins e esplanadas em Portugal e no mundo. Eu estou de olho nas floreiras que tanta cor dariam ao meu jardim, têm a altura perfeita para que os miúdos ajudem na jardinagem!  

A loja está num dos bairros de Lisboa historicamente virados para o design e agora que foi totalmente revolucionada pelo novo layout urbano ainda fica melhor ali. 

Aproveitem os Special Days de 15% até dia 15 de Novembro!

where to eat | mercearia da mila


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Podia ser mais um mercearia do bairro, daquelas pequenas, escuras com pouca oferta de produtos. Podia ser só onde arranjar fruta e verdura fresca, mas a Mercearia da Mila é muito mais que isso. Há fruta e verdura da melhor e mais fresca, mas é todo um ambiente de despensa que nos envolve e nos mantém ali durante umas horas. O café é perfeito, black e sem açúcar e os croissants e caracóis de massa folhada estão no ponto. 

Parte da experiência passa por termos um cacifo onde deixar a nossa caneca/copo preferido, para que quando aqui chegarmos podemos dizer "café por favor, número 6!" está lá o nome, está lá a caneca sempre pronta a ser usada quando precisarmos e digo-vos eu que sou viciada em café, na nossa própria caneca sabe ainda melhor. 

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Aqui os almoços são de outro mundo, frescos e frios. Saladas cheias de cor, massas frias e sanduíches que não vos consigo descrever sem ficar com fome. Tudo pensado ao pormenor e sempre com novidades. Sentem-se na mesa grande, no balcão nas janelas ou nas mesas altas lá fora, ou levem para o jardim, e desfrutem de uma excelente junção de sabores e descobertas. E eu que sou tão esquisita a comer!

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mercearia da mila . rua santos-o-velho 38 lisboa | sitefacebook . instagram