places to go | loriga


Dos lugares mais bonitos que já visitei. Tira-nos o fôlego, faz-nos sentir pequeninos e tão sortudos por sabermos que estes lugares existem e aqui tão perto... e mesmo tão perto. O nosso cantinho na Serra da Estrela fica a apenas 30minutos, não sei dizer em kms pois em estrada de montanha com curvas e contra-curvas pareciam algumas centenas, mas não querendo exagerar demorámos pouco mais de meia-hora e de repente é isto. Sempre a subir, mas sempre com belíssimas paisagens como já nos habituou a nossa serra. 



Cheia de turistas é certo, não menos apetecível nem menos espectacular. O melhor é ir cedo, com tempo, com lanche e muita água fresca. Não há pressa de voltar, a casa é mesmo ali ao pé e não há relógios. Este é mesmo o meu lema quando estou em família, principalmente com os miúdos, se não gozarmos bem o tempo, ninguém relaxa e tudo parece mais dramático do que é... 




Há um bar com café minimamente bom, há comida mas nem lhe tocámos, nas há estacionamento e encontrar um lugar para meter a toalha é por si só uma aventura, há espaço, mas tanto pode ser em cima de uma rocha, como em chão duro de terra. O melhor é ir e depois logo se vê. Que Loriga vale a pena, vale. Que a nossa serra é maravilhosa é... disso ninguém tem dúvidas. 


momentos . domenica mattina


livro "storia di chi fugge e di chi resta . elena ferrante | fio . el otro tigre | prato . barru potery

Ando há um ano a ler esta colecção, quatro para ser precisa, em italiano para sentir o original. Adorei os quatro livros, confesso que o primeiro demorou a entrar, uma quantidade louca de informação sobre tantas personagens e as suas famílias que lembrou-me o "cem anos de solidão" que em tempos idos li e deixei a meio... coisa rara na minha vida, mas aconteceu. Desta vez aguentei, demorei mais tempo do que normalmente demoro, mas preferi assim, informação com calma e mais interiorizada. 
Este verão acabei tudo... e mesmo a tempo! 

Já estão a acabar a série tv em Itália e eu aguardo impaciente saber mais e saber quem são os actores e quando é que consigo ver... claro, cá não chega tão cedo, mas pode ser que calhe eu conseguir ver na nossa próxima ida a Milão. 

Bons livros acompanhados de um bom café, logo pela manhã e com planos para o final do dia será dos melhores modos de acordar a um domingo sem filhos. Claro está... com tempo, até confesso, depois de tomar o café e ler um bocado apetece voltar a dormir com ele debaixo daquele edredon fofo e branco.

my shop | baby cards


Desde que os meus primeiros filhos nasceram que procurei maneiras de registo que pudessem ir acompanhando alguns momentos importantes, assim como tiramos todos os meses fotografias durante a gravidez, era importante registar os grandes pequenos passos que um bebé faz ao longo daqueles primeiros momentos de vida, aquele ano em que parece que acontece tudo, em que a cada dia crescem e mudam e deixam-nos tão babadas... aquele ano em que nós, mães, nos habituamos a coisas tão diferentes do ano anterior. Acredito nisto quando temos o primeiro, o segundo, o terceiro and so on... e quando temos gémeos também. Leva-nos a um ponto de intensidade tal, mas com imenso amor, com muito orgulho e imensa esperança de ver ainda mais.  


Na altura, fiz esse registo de outra forma, estava longe e os mails eram a minha maneira de mostrar como cresciam, foi mais importante mostrar que estávamos bem e felizes rodeados de pouco mas cheios de cor, amizades e tanto sol. Já do mini V decidi por outro registo, as fotos com as letras em texto e reduzido aos meses apenas, mas decidi andar para a frente com o plano que tenho há anos, que imaginei ao detalhe antes de o começar a realizar. Do texto ao modo como se pode fotografar, da textura do papel ao modo como as pessoas o podem receber em casa... E estou muito feliz com o resultado. Já anda por aí a fazer mães e fotografias felizes. Já há muita encomenda para embrulhar e de repente sei que valeu a pena guardar para agora. 



São 32 cartões que acompanham a vida deles, e das mães, durante o primeiro ano e vá, mais alguns meses, ou não fossem alguns mais propício a começar a andar depois dos 12 meses, ou terem dentes já com 18, ou dormirem fora de casa, a muito custo, lá para os 2 anos... não sabemos como vai ser, mas cá estamos para registar tudo. O importante é não esquecer! 

férias | verão dois mil e dezoito | part one


o nosso verão começa logo a seguir aos anos dos manos crescidos e normalmente, apesar deste ano ter chegado mais tarde, começamos logo a meter os pés na água e na areia, nem sempre é fácil porque eu também não entro em água gélida logo logo, mas se eles entram e aguentam quem somos nós para contrariar. aqui somos felizes, já dizia alguém e nós somos mesmo. temos um horário de praia completamente diferente do resto do mundo e gostamos de não ir nem a correr nem sair de fugida. dia de praia a valer é acordar com calma, levar o mínimo possível, sair quando nos apetecer. só se leva o pouco essencial, que voltou a querer dizer com brinquedos... o lanche passa a ser um refeição com peso depois de um almoço super leve em casa e um jantar já pré-feito no dia anterior, normalmente saladas frias no terraço. não há horas nem telejornal que nos impeça de relaxar por completo. o baby V já se adaptou, os manos sabem-no de cor. o pai tem companhia para os longos passeios, a mãe lê enquanto o mini dorme a tal sesta de 2 a 3 horas. quem me dera... mas há muito livro comprado na livraria à espera que eu os leia e crie mais espaço. 



baby v . fato de banho da tictacbabies



manos F e M . fatos de banho da zippy

a nossa praia fica do outro lado da ponte, não vamos para a linha, não gosto muito da linha, do trânsito nem do modo como os carros são abandonados como querem e bem lhes apetece. não gosto particularmente da areia e a água, não digo que toda, nunca me parece completamente limpa. a linha tem a vantagem de ter mais serviços talvez e menos a preço de ouro, mas raramente gasto dinheiro na praia e levo o que precisamos para ir petiscando. gosto deste espaço vazio, do horizonte largo e de não ter ninguém num raio de 20m... a água é maravilhosa, limpa, transparente, com maré baixa quase o dia todo permitindo que podemos estar todos na água ao mesmo tempo sem medos. eles brincam, ele corre, escavam, criam piscinas e é tudo tão tranquilo... é como se eu recuperasse tempo. 

e o melhor... caiem eles e nós de rastos na cama, sonos bons. 


where to eat | bettina&nicoló corallo


Já alguma vez cá entraram? Ou se não entraram, já passaram por aqui, por esta exacta porta? Deviam se não. Antes de chegar já se sente... ou melhor já se cheira, e cheira tão bem. Eu sou fanática por café, não recuso nem um, bebo vários ao longo do dia, independente de quando tomei o anterior ou de que horas são, se houver momento, eu bebo café. 

No Bettina & Nicolò, o cheiro é intenso, mágico, quente, intenso, acolhedor e como o café maravilhoso. Dos melhores da cidade sem os exageros dos novos locais que prezam a notoriedade, os turistas e a postura, aqui não há exageros, há café e chocolate. Dito assim pode parecer pouco, mas chega. Quando estou nesta zona da cidade o café tomo-o sempre aqui, já palmilhei também alguns quarteirões para cá chegar de propósito e qualquer subida de rua compensa a chegada aqui. 




O cacau e o café da Corallo é produzido em São Tomé e Príncipe e parece que se sente África em cada taça e em cada quadradinho de chocolate. Vale a pena o desvio que tiver que fazer, vale a pena beber de pé caso esteja cheio, só tem duas mesinhas e costumam estar cheias, vale a pena mesmo para quem não bebe café cá vir e ao fim de uma refeição experimentar um chocolate perfeito.


Bettine & Nicole Corallo . rua da escola politécnica 4 . lisboa | facebook



where to eat | talk.to.me

Por mais que se queira chegar a todos, nem sempre é possível, em Lisboa ultimamente têm aberto novos cafés, brunch houses, restaurantes, bares, padarias aos montes e umas atrás das outras, a lista aumenta e parece não abrandar, nem estabilizar, uns com temas, outros com loiça específica (agora já não se usam pratos, mas taças de cocos... eu sabia que devia ter trazido o coqueiro que tinha no jardim em Maputo, fazia um serviço completo), uns com ovos, outros sem café, uns com croissants, outros só panquecas, é tanta a informação que é preciso estudar primeiro a fome que têm antes de decidir onde vamos... pois bem, aqui não é preciso. 

O talktome.café tem uma ligação a uma sítio que adoro, o heim.café e só por isso tinha que lá ir, a seguir conta a localização que mesmo sendo num local super na moda agora, o príncipe real, está num cantinho do jardim e isso já está a anos luz de outros, pode passar despercebido mas isso também lhe dá um valor único, e depois o espaço. 
Eu sei, falo sempre do espaço, mas para além de também comer com os olhos, também como melhor se quiser viver num determinado espaço. Há poucas meses e dois balcões, quase como sugerir que falemos com a mesa do lado, somos poucos e podemos falar uns com os outros, o nome combina na perfeição! Mas também é muito bom ter estes espaços só para nós de vez em quando.




É tudo acolhedor, desde o espaço em si, não mínimo nem gigante, ao sorriso de quem nos atende, das caras que já nos reconhecem, da máquina do café, ao menu, à comida e ao tempo que por ali se passa.     Claro que nunca vou sozinha e a companhia faz muito do momento e ajuda, principalmente nos sítios que não gosto... sim, eu sei que falo bem de quase tudo, mas também os há... para outro post então. 


Comida saudável quanto baste, sem exageros mas carregada de sabor, a minha tosta de salmão era um verdadeiro festim dos deus de cor e sabor, incrível, super simples, coisas que eu adoro mas combinadas de modo a fazer-me querer mais três! 
Aprovado sem dúvida e onde vou voltar, há um menu de coisas para experimentar. 
Há pequenos-almoços, brunch, almoços leves e vinho... que mais precisam?



talk to me.café . praça do príncipe real 6C | facebook . instagram

where to shop | casa do pico

Raramente leio um livro duas vezes, raramente vejo um filme mais que três vezes (não consigo explicar as dezasete vezes que vi o "lendas de paixão"...), raramente volto a ver séries, só mesmo em modo full turbo e pego no primeiro episódio e chego ao fim em três dias, mas volto muitas vezes aos mesmos restaurantes, aos mesmos cafés e muitas vezes às mesmas lojas... não aquelas que existem iguais em cada esquina, mas a estas, lojas que nos deixam ficar sem pressas, onde acima de tudo se conversa, onde há apesar de um minimalista zen muito para descobrir. 


Desta vez trouxe os miúdos e apesar de estar permanentemente de olho neles, foi uma excelente manhã na Casa do Pico, entre primos e tios é sempre um momento perfeito estar ali. Gosto muito deste meu lado da família, já disse mil vezes, e este espaço é a cara deles. 




Está para chegar a terceira visita onde vou poder também experimentar os pequenos-almoços e as tostas que me têm feito babar. 





As novidades antes de irmos de férias eram algumas, mas adorei particularmente estas raquetes, de praia ou não, da Unna Wood, lindíssimas, muito bem feitas e super resistíveis e crianças, tirei eu a prova ali mesmo... Estou super curiosa de ver o que haverá de novo agora que voltarmos e recomeçarmos o ano, tenho a certeza que será sempre uma excelente surpresa, e um sítio de onde não vamos querer sair, nunca. 



Casa do Pico . praceia da sociedade velha . cascais | facebook . instagram